segunda-feira, 14 de junho de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Sobe Mourinho, sobe a calçada...
Sobe Mourinho, sobe a calçada, que nessa subida abrupta o mais não interessa para nada.
Saiba-se que há pelo menos um português que não gosta nada de Mourinho. Um português que não se rende ao espalhafato que Mourinho faz e diz, ás lágrimas para as televisões, ao "reality show" que só não é miserável porque entronca num personagem bafejado pela sorte.
Conta-se que na Roma antiga César escolhia os seus Generais não só por via dos atributos e competências dos proponentes. César perguntava sempre qual o "rácio de sorte" dos candidatos. Da mijeira, do pissarete. Mourinho é capaz de ser o último desses Generais promovidos à tribuna dos heróis graças obviamente a um conjunto de competências mas, fundamentalmente, por via duma sorte filha da mãe! Foi assim no passado e está a ser assim no presente. Por isso é aplaudido por quase todos, menos por um português, e por isso todos se esquecem da sua má formação no que diz respeito ao fair play, ao respeito pelo adversário, pela entidade patronal, pelo jornalista, pelo atleta. São tudo valores que ficam na gaveta quando se trata de aplaudir o leão do circo após cada mordida. Eu cá não o aplaudo. Quero, aliás, dizer que o desprezo e ponto final.
Saiba-se que há pelo menos um português que não gosta nada de Mourinho. Um português que não se rende ao espalhafato que Mourinho faz e diz, ás lágrimas para as televisões, ao "reality show" que só não é miserável porque entronca num personagem bafejado pela sorte.
Conta-se que na Roma antiga César escolhia os seus Generais não só por via dos atributos e competências dos proponentes. César perguntava sempre qual o "rácio de sorte" dos candidatos. Da mijeira, do pissarete. Mourinho é capaz de ser o último desses Generais promovidos à tribuna dos heróis graças obviamente a um conjunto de competências mas, fundamentalmente, por via duma sorte filha da mãe! Foi assim no passado e está a ser assim no presente. Por isso é aplaudido por quase todos, menos por um português, e por isso todos se esquecem da sua má formação no que diz respeito ao fair play, ao respeito pelo adversário, pela entidade patronal, pelo jornalista, pelo atleta. São tudo valores que ficam na gaveta quando se trata de aplaudir o leão do circo após cada mordida. Eu cá não o aplaudo. Quero, aliás, dizer que o desprezo e ponto final.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
deixe-me acabar, por favor...
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Uma árvore na minha vida
Há poucos dias reencontrei-a novamente. A Árvore da minha vida. Uma árvore que tem mais de 500 anos e que eu nela brinquei quando tinha seis sete anos e ia a pé desde o Largo Nossa Senhora de Fátima até à igreja paroquial de Vermoim assistir à celebrarão da Eucaristia Dominical. O velho Freixo era o sítio das nossas brincadeiras. Já era velho e apelativo. Estava oco dentro do seu grande tronco e nós, meninos de vários séculos, brincávamos ali dentro imaginando os nossos sonhos misturados com os nossos medos.
Cresci em Vermoim, com os meus avós maternos que me passaram a base católica que é de todo a matriz da minha educação como homem e pai. Vou muitas vezes a Vermoim ver os meus que lá estão e estarão para além da minha existência. E volta e meia aproximo-me daquele Freixo velho e caído. Toco-lhe, acaricio-o sob o olhar curioso dos velhos que passam.
Um dia fui menino e brinquei nele. Com ele. Hoje, sou um homem crescido e vejo muita ausência de valores na vidas dos mais novos. Tudo é fácil, tudo é rápido, tudo é pouco. Aquele Freixo hoje diz-me que tudo é imenso. Tudo é tranquilidade, espera e valor. Precisamos tanto de valores.

Cresci em Vermoim, com os meus avós maternos que me passaram a base católica que é de todo a matriz da minha educação como homem e pai. Vou muitas vezes a Vermoim ver os meus que lá estão e estarão para além da minha existência. E volta e meia aproximo-me daquele Freixo velho e caído. Toco-lhe, acaricio-o sob o olhar curioso dos velhos que passam.
Um dia fui menino e brinquei nele. Com ele. Hoje, sou um homem crescido e vejo muita ausência de valores na vidas dos mais novos. Tudo é fácil, tudo é rápido, tudo é pouco. Aquele Freixo hoje diz-me que tudo é imenso. Tudo é tranquilidade, espera e valor. Precisamos tanto de valores.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Que festa!
Pois foi. Fizemos a festa! Nós benfiquistas do Grande Porto estivemos lá, no coração desta acolhedora cidade. Entrámos pela ponte do Infante, disfarçados claro, contornámos os Aliados e, ali mesmo, ousámos uns tímidos apitos. Depois estacionámos junto à Rotunda e seguimos para junto daquela mole de benfiquistas eufóricos, radiantes e felizes que vibravam indiferentes à intifada dos fanáticos portistas que não admitem perder para o Enorme. Um amigo meu contou-me que tivera muita sorte momentos antes já que uma das muitas pedras que lhe arremessaram apenas tinha batido ligeiramente abaixo do vidro da porta traseira. Uma pequena amassadela que vai por certo servir de recordação desta grande façanha que é, hoje em dia, comemorar um campeonato no Porto ganho pelo Enorme. De resto, tudo o mais foi lindo. Tantos benfiquistas ali juntos, em frente à Casa da Música, a dar saltos de folia, rejubilando ao som dos cânticos e buzinas dos carros engalanados que por ali passavam. Foi uma festa potente!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Até a Marlboro é do Benfica!
Parabéns aos Campeões Europeus de Futsal que fizeram com que o Benfica seja o único clube Campeão Europeu em Futsal e em Futebol de 11!
terça-feira, 20 de abril de 2010
"Right now I can’t read too good
Don’t send me no more letters, no
Not unless you mail them
From Desolation Row"
Olá Carlos,
(Escrevo-te esta carta como se fosse uma carta, daquelas que se enviam "par avion", como se só existisse essa possibilidade)
Ontem ia eu de viagem para sul e deixei-me rolar em velocidade lenta ouvindo Bob Dylan, e estava particularmente preparado para me entreter com aquela poesia do "Desolation Row" onde o poeta fala de cartas que se escrevem.
Ouvia aquele Dylan e vinham-me à ideia as tardes quietas que passávamos a ouvir música e a conversar. O rio Douro, os sonhos, as palavras, a sede e voltar. Voltávamos quase sempre lá. E ontem lembrei-me de ti, quero dizer, pensei em ti enquanto escutava o poeta. E senti saudades!
Na verdade, Carlos, eu gostava era de te ver um dia destes e ir até à beira-rio olhar a paisagem e ouvir-te falar sem parar, até que tu desses conta de que era melhor irmos beber uma cerveja...
Bom, de resto, e como deve constar numa carta deste tipo, a minha vida vai andando, desde que a minha buganvilia se aguente ali no vaso. Os filhos estão grandes e de saúde e a São está a ficar sem paciência para me aturar. Ah! E estou um bocadinho gordo. Azar!
Quando cá vieres dou-te um abraço.
Do teu amigo,
Altino
Don’t send me no more letters, no
Not unless you mail them
From Desolation Row"
Olá Carlos,
(Escrevo-te esta carta como se fosse uma carta, daquelas que se enviam "par avion", como se só existisse essa possibilidade)
Ontem ia eu de viagem para sul e deixei-me rolar em velocidade lenta ouvindo Bob Dylan, e estava particularmente preparado para me entreter com aquela poesia do "Desolation Row" onde o poeta fala de cartas que se escrevem.
Ouvia aquele Dylan e vinham-me à ideia as tardes quietas que passávamos a ouvir música e a conversar. O rio Douro, os sonhos, as palavras, a sede e voltar. Voltávamos quase sempre lá. E ontem lembrei-me de ti, quero dizer, pensei em ti enquanto escutava o poeta. E senti saudades!
Na verdade, Carlos, eu gostava era de te ver um dia destes e ir até à beira-rio olhar a paisagem e ouvir-te falar sem parar, até que tu desses conta de que era melhor irmos beber uma cerveja...
Bom, de resto, e como deve constar numa carta deste tipo, a minha vida vai andando, desde que a minha buganvilia se aguente ali no vaso. Os filhos estão grandes e de saúde e a São está a ficar sem paciência para me aturar. Ah! E estou um bocadinho gordo. Azar!
Quando cá vieres dou-te um abraço.
Do teu amigo,
Altino
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
festa!
Hoje há festa no Paramento. Não esquecer os acessórios, bonés de polícia, algemas, chicotes e essencialmente muita vaselina!!
O gajito que escreve no blog renas e veados anda eufórico lá pelo twitter. Berra bem o gajito bossito, e fala já em grande party às portas da Assembleia da República. Será que encomendaram um trio eléctrico? Transsexuais, drag-queens ou o caralho mais velho? Vamos ter berraria noite dentro? esperma a correr pelas coxas desses mocinhos janotas? Chuva de linguados pela madrugada dentro e um after hours de broches antes da meia de leite no chiado?
D´t f@ck wit.me!
O gajito que escreve no blog renas e veados anda eufórico lá pelo twitter. Berra bem o gajito bossito, e fala já em grande party às portas da Assembleia da República. Será que encomendaram um trio eléctrico? Transsexuais, drag-queens ou o caralho mais velho? Vamos ter berraria noite dentro? esperma a correr pelas coxas desses mocinhos janotas? Chuva de linguados pela madrugada dentro e um after hours de broches antes da meia de leite no chiado?
D´t f@ck wit.me!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
comunicares
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
do aquecimento global
Do aquecimento global há muito quem fale. Da hipocrisia não. Silêncio. Se os filhos da puta dos governantes não fossem na verdade eleitos pelos filhos da puta que mandam, pelos interesses instalados, talvez não fossem tão filhos da puta assim e, por conseguinte, deixariam de ser tão hipócritas. E não ser hipócrita nesta matéria, senhores, seria pura e simplesmente acabar com tudo o que meta petróleo, impedir qualquer produto existente ou a existir que seja fabricado com energias poluentes, enterrar o carvão, etc, etc . Despoluir o que está poluído e castrar os poluidores. Simplesmente isso. Seria fácil? Claro que sim, não fosse a puta da hipocrisia. Não passa isto tudo de mais pura utopia? Passa porque isto só deixa de ser utopia no dia em que tudo o que seja costa no planeta se transforme em mar, tudo o que seja floresta se transforme em chão árido. Nesse caso nada remoto, diga-se, a utopia deixa de o ser. E a morte será efectivamente a única realidade. Filhos da puta!
domingo, 6 de dezembro de 2009
fomos.libelinhas
Fui ver aquela menina que está ali em baixo. No Auditório de Espinho, aquela libelinha que canta tanta poesia, que toca tanta poesia, que fala tanta poesia deu-nos o melhor que tinha e merecia outra sala, cerveja, fumo, dança. A sala é um espaço intimista e de bárbara acústica mas as cadeiras e os espaços inexistentes forçaram-nos a voar apenas em espírito. Apetecia dançar, mexer. Neste país de playlists alinhadas, de concertos em massa, de uma rádio com um David Fonseca que nos massacra, nós fomos aí uns 150 afortunados. Aquela miúda deixou-nos voar um bocadinho, não deixou? A nós, tão poucos que somos. E fomos libelinhas por um breve instante.
imagem_daqui
imagem_daqui
Subscrever:
Mensagens (Atom)



