domingo, 6 de fevereiro de 2011

Em Badajoz ninguém vos conhece.

Que cinismo intelectual esta cena do Luís Pedro Nunes e da Clara Ferreira Alves relativamente aos Deolinda. ..Estes intelectuais de pacotilha são pagos para dizer tanta atrocidade, arrogantes do alto da sua ridícula escada do figurismo público.
O velho Pulido Valente foi honesto, esse sim, relevando o papel verdadeiramente catalisador dos Deolinda. Agora estes maninhos + velhos...bem instalados na vida e a falar desta geração sem emprego. Do alto da sua arrogância nem percebem q é de pouco o que percebem.

Escória de gente que é paga pelo sistema para falar do sistema. Párias da bovinidade intelectual e da bóbinidade lambecus, q é o mesmo q "venha o guito pq eu é q estou a dar". Pois do alto da minha minoritária representatividade eu digo "Fodeivos ó artolas, em Badajoz ninguém vos conhece".

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

recordar

Ainda não eram sete horas e já aquele bruto o espreitava por detrás das enormes paredes de ferro. O sol de Valência nunca faltava.
Ao longe o mediterrâneo brilhava em mil cores, e o sol de Valência quimava-lhe a pele. Não havia sombra, nem praias. Apenas ferro.
Doze horas a fio, acartando barras de ferro, amarrando ferro, comendo ferro. Era o verão quente de Valência. O soldo amargo e cruel. Dias seguidos de árduos momentos jamais sonhados, de calor infernal. De uma Espanha puta de todos os dias. De um pobre diabo. De um diabo condenado ao cruel ardor do ganha-pão. De um diabo que nenhum mal fizera. De um sonhador.
Ao entardecer, as baratas, ratos com asas, levavam-no à náusea, a um estado de descanso cansado. As ruas quentes e sujas... Depois o ferro, o betão, as molhadas de capacetes amarelos, a ferrugem. Os dias quentes de valência, naquele Agosto maldito. Fugir para longe sim. Era preciso um motivo mais. Um acto de guerra. Inglório. Valência imperial ria-se dos seus pensamentos. Um homem não sabe, precisa. Um homem busca. Revira e sonha. E encontra o pesadelo. Um homem só.
Naquele dia o sol não veio. O calor sim. E a chuva. Uma chuva desigual, como o sol. E ele correu muito sobre aquelas botas pesadas. Correu e dançou na chuva, na sua música. Que manhã tão prenhe de vida! Encharcado, suado e sôfrego, correu sem parar e deixou-se possuir pela chuva molhada e quente. Gritou olhando as ninfas, aqueles enormes tanques de betão. Amou-as no sofrimento e perdoou-lhes a monstruosidade. Estava livre.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Manifestação Contra o Encerramento da Repartição de Finanças dos Carvalhos.


As Populações das freguesias situadas a sul do Conselho de V. N. de Gaia ficarão irremediavelmente afectadas com a decisão do Governo em  encerrar a Repartição de Finanças dos Carvalhos ao abrigo, dizem, de um programa de redução de despesas. Por isso, decorreu hoje uma manifestação popular contra tal medida, encabeçada pelos presidentes de junta das nove freguesias afectadas. 

Como cidadão residente nos Carvalhos, estou solidário com o descontentamento do meus concidadãos, mas não queria deixar de notar uma certa ironia ao ver o Presidente da Junta de Freguesia de Pedroso, de megafone na mão, a lutar contra a saída de um Serviço dos Carvalhos quando foi ele que esteve mais de 20 anos a tentar desagregar os Carvalhos como centro económico e social do Concelho de Gaia Sul.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ele tinha na ideia jogar com a mão dentro da área e a coisa ficava resolvida. Mas quando a bola bate na mão, azar, ele estava fora da área. Mesmo assim, ele arranjou maneira de garantir o golo para os amigos, marcando-o ele mesmo na própria baliza, mostrando ser um homem de palavra. Os amigos podiam assim contar com ele no futuro. Entretanto o Rolando, bom companheiro e sempre atento, tratou de exemplificar ao moço como se joga com a mão dentro da área, dando mostras de competência acima da média como formador. Evidentemente que para o árbitro aquilo foi apenas um simulacro.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

a vós avós...

Obrigado meus avós do meu coração. Tenham um bom dia e muita saúde e peço aos que já partiram que olhem por mim e pelos meus. Não é pedir muito porque sei que eles me dariam tudo...

estio

"Lá vem o vento suão que enche o sono de pavores, faz febre, esfarela os ossos, e atira aos desesperados a corda com que se enforcam" José Régio

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

22 anos

No primeiro aniversário de casados, eles decidiram ir almoçar ao Porto. Era domingo e eles deixaram a filhota recém nascida em casa dos avós. Não faziam a mínima ideia do que era essa coisa, hoje cada vez mais rara, de celebrar o aniversário de casamento, por isso não se deram a romantismos nem a grandes complexidades na escolha do restaurante. Comia-se bem e pronto. De modo que logo a seguir ao repasto a decisão não demorou a chegar. "Vamos ver a menina?" E foram. Foram todos contentes a casa dos avós celebrar o amor.

E o nosso amor é isso mesmo. É a celebração constante do todo, dos filhos e dos que, como nós, os amam. É o levantar do chão quando algum de nós cai, é o curar das feridas que magoam, é rir bem alto de alegria, é estar junto e disponível mesmo que um de nós parta para longe. É amar mesmo quando se é fraco, é compreender, é perdoar, é resistir e é dar.

Amo-te.

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

Reles tormenta

Talvez poucos se lembrem, ou nem saibam, mas este Queiroz já nos tinha demonstrado a porcaria de treinador que é. Lembram-se daquele jogo em Itália, nos idos de 93, onde se jogava o apuramento para o USA 94? Hoje passou-se precisa e rigorosamente o mesmo: no momento em que o jogador que estava a produzir a delapidação do inimigo, Hugo Almeida, Queiroz tirou-o do jogo e colocou lá um incompetente. Foi isso que ele fez naquele Jogo de Itália, retirando do campo o magnífico Rui Costa. Perdemos por um. Como hoje, claro. Naquele ano Queiroz falou em porcaria. Hoje ele demonstrou que é ele a porcaria.

PS: No final Eduardo chorava e noutra zona do campo Pepe ria com os amigos espanhóis. Palavras para quê?



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domingo, 20 de junho de 2010

José Saramago, um português da portugalidade

Morreu um homem,um Escritor, um prémio Nobel. Não gostava do "Prémio Nobel" porque já conhecia o escritor e depois dele, vieram os artifícios e os estandartes que seguram e alimentam os laureados que deixam de ser o autêntico e transformam-se no "produto" de uma nova estética. Como homem, Saramago foi a soma de tudo aquilo que se gosta e que não se gosta. Como homem, Saramago foi o português que se zangou com a pátria e voltou um dia para o seu seio, perdoando-a, porque a ama. E quando se ama é-se isso antes e acima de todas as coisas. De Saramago fica uma obra rica e ensinadora. Que se a leia, hoje e sempre!



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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sobe Mourinho, sobe a calçada...

Sobe Mourinho, sobe a calçada, que nessa subida abrupta o mais não interessa para nada.

Saiba-se que há pelo menos um português que não gosta nada de Mourinho. Um português que não se rende ao espalhafato que Mourinho faz e diz, ás lágrimas para as televisões, ao "reality show" que só não é miserável porque entronca num personagem bafejado pela sorte.
Conta-se que na Roma antiga César escolhia os seus Generais não só por via dos atributos e competências dos proponentes. César perguntava sempre qual o "rácio de sorte" dos candidatos. Da mijeira, do pissarete. Mourinho é capaz de ser o último desses Generais promovidos à tribuna dos heróis graças obviamente a um conjunto de competências mas, fundamentalmente, por via duma sorte filha da mãe! Foi assim no passado e está a ser assim no presente. Por isso é aplaudido por quase todos, menos por um português, e por isso todos se esquecem da sua má formação no que diz respeito ao fair play, ao respeito pelo adversário, pela entidade patronal, pelo jornalista, pelo atleta. São tudo valores que ficam na gaveta quando se trata de aplaudir o leão do circo após cada mordida. Eu cá não o aplaudo. Quero, aliás, dizer que o desprezo e ponto final.


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