terça-feira, 19 de abril de 2011

Não é fácil, de todo, bradar armas contra a Europa após 25 anos de casamento. Os mais novos não sabem o que era este país em 1986, por isso facilmente encaram esta hora de pagar a factura como uma afronta, uma ofensa imperdoável dos endinheirados europeus. Nao é fácil explicar-lhes que foram os pais deles que esbanjaram todo o dinheiro em seus caprichos, suas fortunas, seus compadrios e suas ambicões pessoais.
Somos um povo, como disse um dia um romano famoso, que nem se governa, nem se deixa governar. Por isso, nestes dias em que todo o mundo percebeu que jamais nos governámos, não é difícil aceitar que também não queremos que nos governem. Isso é que era bom, não era? Era, mas não pode ser.
Temos, porém, a obrigação de saber honrar o nosso destino que é, antes de mais, sobreviver, que outra coisa não fizemos desde Egas Moniz. Temos de saber traçar o nosso fado sem andarmos sempre a lamentar não termos ido ao casamento dos Reis Católicos, e sem insistirmos na teimosia enganadora de que já fomos grandes. Enganados fomos sempre e, o pior, enganados pelos nossos, por aqueles que nos comandaram, voluntaria ou involuntariamente, por voto ou imposição, e que não mais fizeram do que praticar o chico-espertismo, o favor com favor se paga. Por isso somos uma miséria de povo que nunca aprende e insiste que é gente brava e esquece que não é gente séria. É dificil explicar aos mais novos que estamos fodidos. Não por causa das definiçoes mais prosaicas que nos sao atiradas pela classe pensante. Estamos fodidos porque somos fodidos. Não há volta a dar, por mais que se agitem bandeiras de mudança, pregões de esperança e melodias de bonança.
O português, como espécie humana é um ser encantador. Como gente é uma fraude. Um erro histórico.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

As eleições, Ou melhor a golpada, estão à porta e eu nem sei que vos diga. Que desta vez tenho mesmo que votar no Sócrates, por voto útil, utilíssimo, logo agora que o PSD ensandeceu, muito por via da imaturidade do seu líder, somada a uma insana sede de poder, é uma vontade que me assalta a ideia. Como cidadão preocupado e comunista convicto, sinto-me impelido a votar útil. Não consigo aceitar que um partido que quer mandar, tenha nas suas listas de candidatos a deputados da nação um naipe de fulanos que surgiram do nada para se posicionarem no plano político de mão tão beijada e lambida. Fernando Nobre, esse barbapata da cidadania, afundou a réstia de credibilidade que tinha, trazida pela mão da AMI, que lhe deu seiscentos mil votos nas últimas presidenciais e, até por via de tal mediatismo, dispensa qualquer tipo de consideração. Mais um que se enamorou pelas luzes da ribalta. Mas há pior. Carlos Abreu Amorim, sim leram bem, essa peça enfezada do simbolismo regionalista, ultra-liberal, radical e malcontent com a pluralidade, não tem sido outra coisa que não um bastião dos adeptos do pensamento único, seja na política, seja na religião ou no desporto. Candidata-se por Viana, o tripeiro. Por Viana, vejam bem. E assim, vamos ter o morador da Boavista a dormitar na AR, contando o tempo que falta para voltar à terrinha. Ao Guarani e ao Dragão (sendo que neste último caso será sempre via TV porque ao indivíduo incomoda-lhe o suor das multidões). Será, enfim, um novo Tavares (estel outro era socialista) que mais uma vez rumará à Capital com o único desígnio de fazer justiça à Queda de um Anjo, de Camilo Castelo Branco. Um pacóvio mais não é grande incómodo para os lisboetas. Sê-lo-a sim para o PSD que mais uma vez cai no ridículo com tão aturada escolha.

E Bragança? Ah, Bragança passará a ter o seu bragançafather, que vai subir do Estoril a Montezinho para, numa primeira abordagem de cariz social e religioso, mandar que se retirem as carnes de porco das alheiras. A bem da genuina tradição judaica, que este Viegas não declama mas é de cultura. Provavelmente engordará de tédio e cumprirá o seu percurso de deputado com denodo e boas falas. Será bem visto pelas elites porque nunca se sabe. Boa sorte judeu piegas.

Em resumo, se somar a golpada política que os partidos aplicaram ao país, encabeçados por Cavaco, o Maquiavel, ao despautério eleitoralista de Passos Coelho e se adicionar a isto o ingrediente Paulo Portas, o mais interessante ambicioso que conheço, fico com duas possibilidades de escolha. Chega de cheques em branco, meus senhores. Por isso, um homem de esquerda só pode dar o seu voto aos partidos realmente da esquerda. A bem da naçao. E da consciência.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Estou lembrado duma coisa. Estar lembrado não é bem o mesmo que lembrei-me. Acho que não, que é diferente. Estar lembrado é uma coisa que nos vem à ideia, uma marca que nos está cá dentro e de tempos a tempos salta-nos cá para as praias do pensamento. Por isso digo, estou lembrado de quando era pequenino e tinha mais ou menos seis anos e nas manhãs de inverno vinha para a rua brincar num passeio largo feito de calçada portuguesa que existia e ainda existe no largo de Nossa Senhora de Fátima, em Vermoim Maia, mesmo em frente à porta da casa que eu habitava com os meus avós. De manhã cedo o passeio estava coberto com uma fina camada de geada e nós fazíamos ali umas patinadelas enfiados numas botas pesadas e velhas e às vezes engatavam-se-nos as biqueiras nas falhas dos paralelos e era cá cada tombo que meu Deus!
Depois, eu e o Zé Fernando, quase sem termos frio, cantávamos uma lenga-lenga inventada por nós e que começava sempre por "no tempo em que os animais falavam" e depois cada um de nós metia lá dentro um animal e largava a imaginação em busca de falas que tinham sempre qualquer coisa de "os bichos" de Torga, sem fazermos a mais pálida ideia de que isso existia, misturados com filmes de macacada, que era esse o nome por que tratávamos os filmes de banda desenhada americanos.
Anos mais tarde, creio que já na escola preparatória, tive o meu primeiro estou lembrado disto que hoje novamente estou lembrado, através das belas passagens que aflorei no livro "O Romance da Raposa", de Aquilino Ribeiro, uma história linda e soberba que nem sei se ainda mora nos programas escolares tão prenhes de critérios abrangentes e pragmáticos onde cabe cada vez menos aquilo que é nosso de ser nosso mesmo.

(Ah, como é bom de vez em quando estar lembrado!)
E depois vieram Os Bichos de Torga e Os Novos Contos da Montanha, e Trindade Coelho, e a Filha de Labão de Tomás da Fonseca. A filha de Labão, é um livro indispensável para qualquer pessoa que saiba ler. Palavra de honra! Li-o com tal paixão que gravei na mente que o livro se chamava "A Cotovia" (quem o leu saberá porquê) e muitos anos depois andei cismado nesse título e um dia, numa feira, dei de caras com a bela Cotovia dentro do Filha de Labão. E foi tão bom.
E pronto, era isto; desse tempo guardo um frio mais doce, um cheiro mais claro e uma luz mais calma. Estou lembrado muito bem desse frio, desse cheiro e dessa luz. Estou lembrado de quando fui menino e peço a Deus que nunca disso me deixe esquecer.
E então ele chegou lá e disse "foda-se lá para esta merda de vida que eu levo!" e ficaram todos pasmados porque jamais lhe tinham ouvido um palavrão. E ralhava com as raparigas da família, chamando-lhes de puta para cima. Ora isto aconteceu porque tinha de acontecer. Como quando se começa a fumar tarde de mais, ou mesmo algum vício desproporcionado. É a conta de cada um, dizem os mais velhos, e deve ser, que um homem tão ligado nas coisas de Deus, tão aprumado e bondoso, só pode descambar na palavroada porque naturalmente tem de ter a sua conta em dizer palavrões. Pois que os diga. E nós todos também. Gritemos palavrões sem poupar. Todos temos a nossa conta em palavrões, foda-se.

domingo, 3 de abril de 2011

Caro Sr L F Vieira, estamos a ser falados na Europa não por termos perdido, sim devido à atitude indigna perpetrada por V. Exa. Demita-se.
Como Benfiquista, sinto-me repugnado com esta deriva terrorista encabeçada por si. DEmita-se.

O meu Benfica tem um problema grave e urgente para resolver: afastar do clube esta raça de cães danados, mal-formados, como é o seu caso Sr. Presidente. Demita-se.

Como benfiquistas temos de fazer uma reflexão profunda. Não nos revemos nesta atitude desta direção que se comporta ao nível dos fracos. Basta!

PS: A falta de classe da gente que manda no Benfica é o que mais me entristece. Perder um campeonato não é nada de mais. Perder o fair play é ser o último. Perder a noção do ridículo é ser pobre, perder o respeito pelo maior clube português é ser ingrato.
Parabéns aos portistas. Que festejem em paz porque eu também gosto de festejar quando ganho...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Gosto muito do café Nespresso. Se o café Nespresso fosse um jogador de futebol seria o Cristiano Ronaldo, como aliás bem o demonstra George Clooney, que se fosse café ele seria sem dúvida um Nespresso. O café Nespresso está no cimo das coisas boas que a Nestlé criou, muito acima da Cerelac e do Nestum, duas preciosidades alimentares que quase todo o mundo provou um dia. O Nespresso não é, porém, um alimento que se tome; antes disso tudo é uma peça Vista Alegre que se tem em casa e se exibe, muito quieta e vistosa, em perfeita harmonia com o glamour emergente dos seus donos que contemplam aquelas bombocas coloridas e alinhadas de modo soviético como se estivessem numa parada militar. Não tem nada que ver com o café autêntico, o que é feito numa cafeteira italiana de atarraxar e que se toma vezes sem conta lá em casa de manhazinha, depois da sobremesa e uma outra vez depois da sobremesa porque estava bom e apetece repetir. O excelente Nespresso não chega te-lo, é fundamental não bebê-lo.
Nas lojas é pior. O Nespresso das lojinhas de produtos banais para as donas de casa insaciadas sofre mais ainda. Tomar café oferecido e ainda por cima um Nespresso? Esqueça santinha. Ou compra a baixela de casquinha em promoção ou então vá ali à praça da alimentação e tome um Delta.
Eu gosto muito do café Nespresso.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ocorre-me muitas vezes pensar em folhas amarelas caídas na terra lisa e penteada por pés apressados e mudos. Se elas falassem, quem as ouviria negava-lhes a audiência porque estão no chão e estão amarelas. Porque me ocorre muitas vezes pensar nelas, talvez eu me detivesse um momento, se elas falassem, e por certo reparava nas suas rugas e mazelas. E pegava numa e noutra e acariciava-as mesmo sem perceber muito bem o que falavam. Elas não se importam que não as percebam porque correm paradas no mundo à espera duma brisa que as arrume da multidão e só queriam ser escutadas por uns momentos. Porque elas existem e a passagem do tempo cravou-lhes marcas encorrilhadas de castanho e ocre. E gritam olás aos velhos arrumados nos bancos e berram às crianças arredias. E choram para os namorados felizes e imaginam o coreto cheio de música perfumando a multidão apressada e triste, cabisbaixa e muda. Nem os pássaros percebem tão grande angústia.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Por circunstancial conversa, fiquei a saber que há gente dotada de uma coisa que eu humildemente classifico de "inteligência hipócrita". Gente que, como eu, tem uma linha que demarca a sua vida pessoal, social e económica carregada de compromissos. Compromissos com a sua forma de vida, em primeiro lugar, e em seguida os compromissos com a sua vida enquanto gerentes de empresa sócio-familiar, na falta de melhor definição.
Ora essa gente tem, como eu, compromissos económicos de alta empreitada face aos dias de hoje, casa para pagar, contas e mais contas, filhos a estudar e mais o que só eles sabem para pagar. Essa gente dotada de uma "inteligência hipócrita" tudo aproveita para aforrar mais uns cobres, mesmo que ponha em causa os valores que norteiam a sua forma de vida que é uma coisa sem grande importância face à forma que querem dar à sua vida. E se hoje há casais que viviam sob um regime jurídico fora do casamento para assim pagarem menos impostos e que vão a correr tratar de casar porque afinal de contas o PEC os beneficia, agora sim como juridicamente casados, outros há que desatam a divorciar porque encontram ali um regime de excepção para beneficiarem de cortes consideráveis na prestação do crédito habitação, por exemplo, ou nos compromissos assumidos enquanto cônjuges. Esta "inteligência hipócrita" é apregoada e aconselhada nos chás das cinco, entre amigas e amigos como mais uma excelente oportunidade de negócio, tipo "eles têm uma bimby e agora estão divorciados portanto eu além da bymbi que me dá muito jeito também me vou divorciar porque com o que vou ganhar em fazendo-o posso comprar mais umas coisas das quais metade nem preciso e talvez até dê para fazer aquele Spa com frequência além da ginástica e do cabeleireiro semanal".
Esta "inteligência hipócrita" é de louvar, podeis dizer sim senhor que ninguém vos bate, mas eu dispenso-a. Eu que estou completamente dissecado financeiramente, que tenho contas e rendas e filhos a estudar, dispenso essa "inteligência hipócrita", não porque seja burro ou tenha falta de lata. Recuso-a porque também recuso o cinismo e a hipocrisia e porque, cos diabos, ainda vou tendo os meu "Valores".
Sei que estou a perder, porque os dias não são fáceis, mas também gosto de atum e não morro nada nem um bocadinho se não puder trocar de carro ou ir à Mealhada comer leitão. Gosto muito de massinhas com restos e não preciso nada nem um bocadinho de ir ao Mário Luso comer bacalhau com boroa. E gosto sobretudo de me sentir um homem normal, que não vai desistir de lutar e detesta dissimular.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Hoje saí cedo. Fui passear o cão, passei no quiosque e "bom dia Dona Ilda! Bom dia, quer a bola?".
Não compro a bola nem nenhum outro jornal, tirando o Público dos sábados por causa da Fugas porque Gosto de ver aquelas coisa de viagens e vinhos embora não tenha viajado nada e ande a beber um Douro Pingo Doce de euro e noventa. O meu cão já percebeu que eu gosto de deitar os olhos aos jornais da Dona Ilda e passarteia por ali sempre muito ansioso para ir embora. Está velho e não quer confusões. Gosta de cagar na passadeira vermelha que o dono do talho colocou no passeio, como se aquele fedor a carne pudesse ser dissimulado na cor berrante da carpete, mas aquilo não é uma confusão para ele; é se calhar uma forma de me dizer "tás a ver man, andas sempre com o Benfica na cabeça mas eu cago para o vermelho" e apetece-me logo dar-lhe um cachaço, sendo que ele pensa que eu acusei a boca, porque para ele cagar numa carpete vermelha de um talho não é constrangedor a não ser por ser vermelha e por achar que eu vou aos arames.E também tem a mania de entrar em casa da Lininha onde vai de visita a uma cadelita preta e às vezes demora-se a fazer não sei o quê e dá-me tempo para ler uma crónica mais a propósito. É quase sempre nesse preciso momento que se me vem uma cólica valente e já sou eu o aflito a assobiar ao cão a ver se ele se despacha e a olhar para a carpete vermelha, dando-me conta de que nós temos cólicas como os cães, apetece-nos evacuar como eles sendo que para o efeito bastaria apenas tomar posição, apontar ao tapete e descarregar. O meu cão deve perceber isso e chama-me lorpa por eu ficar meio amarelo e ter de subir as escadas, apanhar o elevador até ao sétimo, abrir a porta, entrar, tirar o casaco correr para a casinha esquisita com torneiras e bacias de grés e só aí fazer aquilo que podia muito bem ter sido feito há mais de três minutos. O meu cão não tem um pingo de antropomorfizacão, se descontarmos a mania de levantar a pata para pedir comida, que foi um truque que eu lhe ensinei, mas de certeza que deve ter alguma esperança em me caninomorfizar porque na verdade ele sente alguma pena de eu não ser um bocadito parecido com ele.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

puro filme

Aquela gaja entrou no parque de estacionamento ao volante de um Benz descapotável, putos atrás bem dispostos, e não teve qualquer problema em estacionar o bólide no lugar reservado a pessoas com deficiência, um lugar mesmo ao lado da porta principal da Fnac. O segurança zeloso passa habitualmente o parque a fio procurando irregularidades mas no caso da gaja do Mercedes não havia nenhuma irregularidade. Uma gaja que estaciona ali e faz dos outros parvos não está no Manual de Operações e Standards dos seguranças, a não ser que tivesse vindo de Clio. Mas não. esta tinha o perfil do cliente tipo da gigante cadeia de lojas Fnac, não ia ali ouvir umas demos, ler os preços de um ou outro livro ou depositar impressões digitais nos ipades. Era certo que havia de regressar ali com carradas de jogos digitais, talvez um livro e um disco do Carlos Santana.

O meu cigarro só me deixou ver até ao momento em que o segurança zeloso ignorou aquele Mercedes descapotável estacionado num lugar reservado a pessoas com deficiência. O resto é puro filme.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

cada coisa...

Hoje já tenho quarenta e cinco anos e acordei muito cedo. A manhã estava bonita, argenta de um nevoeiro cunhado no Douro que é prata, e o sossego destas manhãs colhe-me sorrisos de privilégios.
Ando um bocado fodido, é verdade, mas ainda assim tem-me dado para olhar para diante e sorrir para o nevoeiro. Bem sei, confesso, que tenho um defeito, uma falha. Nasci com uma falha sem remédio. Uma deriva de me empascaçar de mim mesmo, que é uma coisa defeituosa e peçonhenta. Talvez se tivesse um cancro as coisas pudessem ser diferentes. Talvez aí eu deixasse de ser um ser defeituoso para ser um coitadinho sem cura. Mas com esta falha que carrego nos ombros é que não sei lidar. Não há médicos nem medicamentos nem "quimios". Só nevoeiro melancólico e mais nevoeiro melancólico.
Se em certo dia tenho ideia de génio, logo no momento seguinte a falha resolve empatar o feito. Sou em mim um desalquimista catedrático, especializado em transformar em lata o ouro da minha vida. Não sou fadista, não senhor, apenas tenho uma falha que não se vê, e é tão grande que não cabe em verruga ou protuberância que se apalpe. Juro que é verdade, podem crer.
O nevoeiro estava bonito e agora vejo chumbo no céu e, contudo, despertei em mim uma nova sensação que vem da falha. Senti pela primeira vez este ano o aroma bestialmente único que brota das azedas floridas da primavera. Cada coisa que a minha falha me inspira, meu Deus, que até nem sei se volte a sair de casa hoje.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Discussing the Divine Comedy with Dante
Discussing the Divine Comedy with Dante


Fantástico, não acham? Contudo, enviei os seguinte comentário aos autores: Hello,Great Job! Please dont forget Fernão Magalhães and Vasco da Gama, two portuguese navigators from half of first millennium wich have changed the world up to the modern era with their contribute. Thanks for giving me a chance of talking about this two portuguese, because as you know, the world must notice that Portugal is not Spain ;)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Milionários promovem milionários ou a vergonha das televisões noticiando anúncio do banco Millennium

"Mourinho a escolher uma marca é muito selectivo" é grave, muito grave caro Sr. jornalista Nuno Luz.


Vergonha. Agora sim, batemos fundo com o jornalismo transgénico a ser-nos entregue descaradamente nos principais serviços noticiosos. Vergonha de RTP e SIC a fazer notícia da publicidade do Mourinho ao banco Millennium. Milionários  promovem milionários. Quanto não deve ter o banco pago para que um dos seus mais caros anúncios de sempre seja propagandeado desta maneira nos telejornais? Vergonha.
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