...para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que
estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para
serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo,
aqueles que nunca bocejam ou dizem chavões, mas
queimam, queimam, queimam...
Jack Kerouac
segunda-feira, 20 de junho de 2016
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Terias muito mais fiéis
se tivesses sido capaz de te manifestar quando o outro Governo, por questões
ideológicas, cortou com os subsídios para o Ensino Especial, o tal cujos alunos
são rejeitados pelo ensino privado como se vivêssemos na idade média, onde os
deficientes eram depositados nos currais e hoje há tantos casos de deficientes
que ficam em suas casas porque os pais não podem pagar a propina. Terias muito
mais fieis se por ventura te tivesses manifestado quando o outro Governo encerrou Escolas
Públicas na província, fazendo com que crianças tenham de se levantar às 5 da
manhã e fazer uma longa viagem para poderem usufruir de um direito fundamental,
que é o Ensino, a Instrução, como bem se dizia no tempo de Salazar. Quando o
outro Governo cortou direitos adquiridos a milhares de professores, barrou o
acesso de professores ao trabalho justo e honesto, fazendo com que os que ainda
continuam ficassem sobrecarregados com turmas pesadas, com "paper
work" a dar com um pau, com avaliações medievais. Faz um esforço, cara
Igreja Católica Portuguesa e quando, por questões ideológicas não te revês em
certas matérias fracturantes, então cala-te e deixa lá os neoliberais sequiosos
de dinheiro entregues aos seus lóbis. E não sejas lobi. porque eu acredito num
Deus e não numa Instituição Lobista.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
A propósito da questão Colégios Privados versus Escola Pública, acabei de ouvir: "Não havendo Deus, não há autoridade." (Pedro Arroja no #portocanal).
Ora, o meu Deus não é autoritário, e sou católico! O "antigo" entendimento do Deus Católico, sim, era autoridade, era descriminação, era um labirinto de preconceitos. Chegou a ser racista, misógino, elitista. O Deus Católico dos nossos dias, melhor dizendo, a sua interpretação, está bem patente no espírito do actual líder da Igreja Católica. É, portanto, o Deus que acolhe e dá. Não manda coisa nenhuma!
Ora, o meu Deus não é autoritário, e sou católico! O "antigo" entendimento do Deus Católico, sim, era autoridade, era descriminação, era um labirinto de preconceitos. Chegou a ser racista, misógino, elitista. O Deus Católico dos nossos dias, melhor dizendo, a sua interpretação, está bem patente no espírito do actual líder da Igreja Católica. É, portanto, o Deus que acolhe e dá. Não manda coisa nenhuma!
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Ian Curtis deixou-nos há 36 anos. Eu tinha 14, e já ouvia pink floyd, deep purple, neil young, graças ao meu irmão e aos meus amigos mais velhos. O Fernando, o Vitorino, o Sá e o Morgado. Depois, vieram os wham e outras cenas de que eu não gostava nada. Duran duran, ok, queen, fixe, mas um dia ouvi joy division no progarama dois pontos, de rui morrison, creio (nessa época eu só gostava de ouvir coisas estranhas, como tangerine dream e outras couves intragáveis). Quando descobri joy division ja não havia Ian mas também já não havia hendrix, morrisson...
Eram os gloriosos anos oitenta. As descobertas, as folhas caídas e o que era novo e fresco. The cure, u2, the cult. E depois parou tudo porque em 85 descobri os the smiths. Aí parou tudo e só nos intervalos conseguia ouvir outra coisa, outras coisas.
Faz hoje 36 anos que o ian nos deixou.
Eram os gloriosos anos oitenta. As descobertas, as folhas caídas e o que era novo e fresco. The cure, u2, the cult. E depois parou tudo porque em 85 descobri os the smiths. Aí parou tudo e só nos intervalos conseguia ouvir outra coisa, outras coisas.
Faz hoje 36 anos que o ian nos deixou.
terça-feira, 10 de maio de 2016
É muito fácil perceber a bela equação da Direita: quer que os ricos estudem em bons colégios privados que lhes "dão" as melhores notas para entrarem nas excelentes universidades públicas, enquanto os pobres devem permanecer nas empobrecidas escolas públicas e assim serem empurrados para as péssimas universidades privadas.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
“O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up - for you the flag is flung - for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths - for you the shores
a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.”
― Walt Whitman, Leaves of Grass
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up - for you the flag is flung - for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths - for you the shores
a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.”
― Walt Whitman, Leaves of Grass
sábado, 20 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
breve contribuição para a preservação do rojão do redenho
Numa frase daquelas que rolam nas redes sociais diz-se que não há melhor amigo do que aquele que adora comer, ou melhor, que á cada vez mais à mesa que se cultivam as amizades reais, já que a espécie humana, para além de se servir do dildo e do smartphone cada vez em maiores quantidades, insiste em criar e manter a sua condição de ser gregário através das redes sociais digitais. Sim, digitais porque também ainda existem redes sociais físicas e essas estão cada vez mais condicionadas pela nobre função gastronómica onde, à volta de uma mesa, se fazem os mais complexos tratados de amizade, casam-se os namorados, afinam-se os movimentos politicos, preparam-se as revoluções e mata-se o bicho, vá.Por isso, sempre que alguma entidade mor se atreve a nos reduzir a margem de manobra gastronómica ao dispor das nossas parcas carteiras, isto é, tirar-nos o apascento de uma moira, a tranquilidade de uma loncha de presunto ou a altivez de um rojão do redenho, isso implica que o factor solidão/isolamento cresça em cada um de nós de tal forma que um dia ainda vamos ter que reaprender a encarar pessoas de frente nos tempos livres de que dispomos. O que não se afigura nada fácil, creiam-me, até porque a religião já se tinha encarregue de nos separar gastrogeograficamente.
Vem isto tão a propósito que eu até ando a ler um livro (1) sobre a Primeira Guerra Mundial e que diz, por exemplo, que na França andaram a confiscar cabras para dar de comer aos indianos que foram aos milhares para ali, em ajuda aos aliados, e não podiam comer vaca, cum catano! E o pobre agricultor, que se queixou e bem, tinha de se lhe ver requisitadas as cabras, depois de lhe terem levado os filhos e de lhe terem comido o pão. Raios, ao menos não lhe levassem os olhos para que pudesse chorar, como chorou, dissera um deles.
Acho pois todo esse alarmismo da OMS contra os enchidos, fumeiros e afins, de que provoca o cancro somado ao já estafado veredicto de que nos lixa as coronarias e portanto nos mata, uma espécie de contribuição imoral para o extermínio da humanidade enquanto grupo de pessoas e consequente criação de uma especie estranha de hominídeos que se alimenta de erva disfarçada de croquetes da avozinha.
De modo que, e para fazer um certo lobi junto de quem me possa estar a ler, acho eu, e é bem que o diga, que essa tal organização mundial não passa de uma seita recheada de religiosos inimigos do porco e suas transformações e outros fanáticos vegan e aposto que deve andar por lá um que é primo do dono da Lusiaves.
(1) O Grande Rebanho, de Jean Giono
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
O Presidente da Republica, Cavaco Silva, acaba de indigitar
o líder do PSD para formar Governo. É um direito que ele tem e eu não o posso contestar
embora não concorde, embora possa entender que podia ter sido tomada outra
solução. Ponto final parágrafo.
Parágrafo mas com uma grande ressalva. É que o PR, sendo um
homem de Direita, antigo primeiro-ministro à custa dos votos dos que nele
votaram, não pode nunca tecer as considerações que teceu acerca de partidos que
tiveram votos nestas eleições, que são legais e que jogam as regras democráticas
que norteiam o nosso país. Partidos que têm eleitores, milhares de eleitores.
O PR é, devia ser, o
Presidente de todos os portugueses, não é um labrego qualquer, tem perfil de institucionalista
mas padece de um mal: julga-se líder supremo de uma seita e tudo faz para a
salvar, para a manter na ribalta do poder. Mas como é possível um PR actuar
desta maneira? Só o pode fazer porque este país não tem um verdadeiro júri, que
devia ser o Tribunal Constitucional, que o deveria impedir de ter o discurso
que teve.
Nna verdade o que o PR disse foi que ele apenas escolhe governos por via da visão que tem ao nível do carácter dos partidos.
Nna verdade o que o PR disse foi que ele apenas escolhe governos por via da visão que tem ao nível do carácter dos partidos.
Então para que há eleições, pergunto eu? Para que nos pedem
para votar? Para que é que financiam partidos com orientações diferentes das
destes senhores? Estes partidos são ilegais se forem contra o Euro? São ilegais
se forem contra a NATO? Ou só o são, pelos vistos, quando o PR verifica que
eles passam a ter uma voz activa na formulação de um Governo que, pasme-se, vai
contra o poder instalado?
Penso portanto, e quero daqui gritar, que isto é uma injustiça, uma golpada, uma ditadura disfarçada.
Se me autorizam a votar num determinado partido, não podem vir agora tecer
ataques de carácter contra esse partido só porque ele obteve um estatuto de
decisão governamental através de VOTOS LIVRES, tão livres como todos os outros.
Sinto-me portanto ultrajado, desrespeitado nos meus direitos como democrata e
cidadão quando o PR do meu país considera, de forma completamente orweliana,
que há votos mais democráticos do que outros.
Eu votei num partido legalmente constituído e
no qual eu acredito e me revejo e apenas quero que ele seja respeitado,
principalmente pelas instituições democráticas que deviam ser o mais firme
alicerce da democracia que vigora em Portugal.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
aprendi que democracia=direita. só há democracia se a direita ganhar.
Mais de 40 anos de democracia e de governos de direita que nos levaram para a miséria.
Chega de sermos explorados por uns quantos, basta de humilhação. Veja-se a Suécia Estado Membro da União como nós e onde se trabalha apenas 35 horas por semana e nós, aqui com empregos precários e os patroes a forçarem os empregados a assinar isenção de horário só para que possam estar nos locais de trabalho até AS 22 HORAS, por exemplo, e ninguém lhes poder pegar!
Querem a Direita que nos deixou Um país com salário minimo miserável, com um sistema de Saude ligado à máquina dos Hospitais Privados e com um sistema de ensino oferecido aos colegios privados que recebem milhares do Estado só para alimentar a fortuna de alguns e as escolas publicas a fechar e os professores metidos num colete de forças, a terem que trabalhar até aos 65 anos, enquanto os colegas europeus começam logo aos 50 a comprar autocaravanas e a planear belos passeios por Portugal, país onde tudo é barato e as pessoas são simpaticas, pois falam linguas, sabem de tudo mas servem à mesa, fazem camas, tal e qual os seus pais e avós faziam em França e outros paises mas só que esses não tinham instrução? Um país que forma enfermeiros, medicos, engenheiros, arquitetos, cientistas e tem de os mandar para fora porque aqui está tudo tomado nas maos do Capital e da especulação? Um país de desgraçados sem esperança no futuro? Um país onde as filas para a sopa dos pobres são maiores do que as filas para o cinema...?
Tenham juizo e deixem a Democracia Funcionar.
Mais de 40 anos de democracia e de governos de direita que nos levaram para a miséria.
Chega de sermos explorados por uns quantos, basta de humilhação. Veja-se a Suécia Estado Membro da União como nós e onde se trabalha apenas 35 horas por semana e nós, aqui com empregos precários e os patroes a forçarem os empregados a assinar isenção de horário só para que possam estar nos locais de trabalho até AS 22 HORAS, por exemplo, e ninguém lhes poder pegar!
Querem a Direita que nos deixou Um país com salário minimo miserável, com um sistema de Saude ligado à máquina dos Hospitais Privados e com um sistema de ensino oferecido aos colegios privados que recebem milhares do Estado só para alimentar a fortuna de alguns e as escolas publicas a fechar e os professores metidos num colete de forças, a terem que trabalhar até aos 65 anos, enquanto os colegas europeus começam logo aos 50 a comprar autocaravanas e a planear belos passeios por Portugal, país onde tudo é barato e as pessoas são simpaticas, pois falam linguas, sabem de tudo mas servem à mesa, fazem camas, tal e qual os seus pais e avós faziam em França e outros paises mas só que esses não tinham instrução? Um país que forma enfermeiros, medicos, engenheiros, arquitetos, cientistas e tem de os mandar para fora porque aqui está tudo tomado nas maos do Capital e da especulação? Um país de desgraçados sem esperança no futuro? Um país onde as filas para a sopa dos pobres são maiores do que as filas para o cinema...?
Tenham juizo e deixem a Democracia Funcionar.
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