Parabéns a estes putos que foram a França fazer história contra o cepticismo de quase todos nós. Hoje, é tempo de celebrar este momento excepcional da portugalidade, da diáspora. E obrigado a estes miúdos por colocarem a imagem de Eusébio junto da Taça. Eusébio merece. Não por ter sido o melhor mas sim por ter sido um exemplo do talento e do querer, sentimentos aliados ao sofrimento do "sentir Portugal". Eusébio sentia Portugal como poucos, embora não tivesse nascido na península. Como sente Pepe, que nasceu em terras de Vera Cruz, como sentem os filhos de África desta nova geração, os filhos dos ciganos, os filhos dos insulares, os filhos dos emigrantes. Todos eles somos nós e Eusébio é todos eles. Obrigado, miúdos
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Parabéns a estes putos que foram a França fazer história contra o cepticismo de quase todos nós. Hoje, é tempo de celebrar este momento excepcional da portugalidade, da diáspora. E obrigado a estes miúdos por colocarem a imagem de Eusébio junto da Taça. Eusébio merece. Não por ter sido o melhor mas sim por ter sido um exemplo do talento e do querer, sentimentos aliados ao sofrimento do "sentir Portugal". Eusébio sentia Portugal como poucos, embora não tivesse nascido na península. Como sente Pepe, que nasceu em terras de Vera Cruz, como sentem os filhos de África desta nova geração, os filhos dos ciganos, os filhos dos insulares, os filhos dos emigrantes. Todos eles somos nós e Eusébio é todos eles. Obrigado, miúdos
quarta-feira, 29 de junho de 2016
bebamos!não fazem falta lâmpadas!
basta um dedo de dia para as grandes
copas multiadornadas vamos
ergue-as! o
filho de sêmele e zeus
diôniso
nos deu aos homens vinho
lassidão contra a dor - olvido:
a cada parte de água duas
só de vinho assim
plenas até a borda
bebamos -
uma após a outra - copas
e mais copas!
Alceu - Fr.96 Diehl
(E.Munch, 1895)
segunda-feira, 20 de junho de 2016
uma frase do dia, de todos os dias.
...para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que
estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para
serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo,
aqueles que nunca bocejam ou dizem chavões, mas
queimam, queimam, queimam...
Jack Kerouac
Jack Kerouac
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Terias muito mais fiéis
se tivesses sido capaz de te manifestar quando o outro Governo, por questões
ideológicas, cortou com os subsídios para o Ensino Especial, o tal cujos alunos
são rejeitados pelo ensino privado como se vivêssemos na idade média, onde os
deficientes eram depositados nos currais e hoje há tantos casos de deficientes
que ficam em suas casas porque os pais não podem pagar a propina. Terias muito
mais fieis se por ventura te tivesses manifestado quando o outro Governo encerrou Escolas
Públicas na província, fazendo com que crianças tenham de se levantar às 5 da
manhã e fazer uma longa viagem para poderem usufruir de um direito fundamental,
que é o Ensino, a Instrução, como bem se dizia no tempo de Salazar. Quando o
outro Governo cortou direitos adquiridos a milhares de professores, barrou o
acesso de professores ao trabalho justo e honesto, fazendo com que os que ainda
continuam ficassem sobrecarregados com turmas pesadas, com "paper
work" a dar com um pau, com avaliações medievais. Faz um esforço, cara
Igreja Católica Portuguesa e quando, por questões ideológicas não te revês em
certas matérias fracturantes, então cala-te e deixa lá os neoliberais sequiosos
de dinheiro entregues aos seus lóbis. E não sejas lobi. porque eu acredito num
Deus e não numa Instituição Lobista.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
A propósito da questão Colégios Privados versus Escola Pública, acabei de ouvir: "Não havendo Deus, não há autoridade." (Pedro Arroja no #portocanal).
Ora, o meu Deus não é autoritário, e sou católico! O "antigo" entendimento do Deus Católico, sim, era autoridade, era descriminação, era um labirinto de preconceitos. Chegou a ser racista, misógino, elitista. O Deus Católico dos nossos dias, melhor dizendo, a sua interpretação, está bem patente no espírito do actual líder da Igreja Católica. É, portanto, o Deus que acolhe e dá. Não manda coisa nenhuma!
Ora, o meu Deus não é autoritário, e sou católico! O "antigo" entendimento do Deus Católico, sim, era autoridade, era descriminação, era um labirinto de preconceitos. Chegou a ser racista, misógino, elitista. O Deus Católico dos nossos dias, melhor dizendo, a sua interpretação, está bem patente no espírito do actual líder da Igreja Católica. É, portanto, o Deus que acolhe e dá. Não manda coisa nenhuma!
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Ian Curtis deixou-nos há 36 anos. Eu tinha 14, e já ouvia pink floyd, deep purple, neil young, graças ao meu irmão e aos meus amigos mais velhos. O Fernando, o Vitorino, o Sá e o Morgado. Depois, vieram os wham e outras cenas de que eu não gostava nada. Duran duran, ok, queen, fixe, mas um dia ouvi joy division no progarama dois pontos, de rui morrison, creio (nessa época eu só gostava de ouvir coisas estranhas, como tangerine dream e outras couves intragáveis). Quando descobri joy division ja não havia Ian mas também já não havia hendrix, morrisson...
Eram os gloriosos anos oitenta. As descobertas, as folhas caídas e o que era novo e fresco. The cure, u2, the cult. E depois parou tudo porque em 85 descobri os the smiths. Aí parou tudo e só nos intervalos conseguia ouvir outra coisa, outras coisas.
Faz hoje 36 anos que o ian nos deixou.
Eram os gloriosos anos oitenta. As descobertas, as folhas caídas e o que era novo e fresco. The cure, u2, the cult. E depois parou tudo porque em 85 descobri os the smiths. Aí parou tudo e só nos intervalos conseguia ouvir outra coisa, outras coisas.
Faz hoje 36 anos que o ian nos deixou.
terça-feira, 10 de maio de 2016
É muito fácil perceber a bela equação da Direita: quer que os ricos estudem em bons colégios privados que lhes "dão" as melhores notas para entrarem nas excelentes universidades públicas, enquanto os pobres devem permanecer nas empobrecidas escolas públicas e assim serem empurrados para as péssimas universidades privadas.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
“O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up - for you the flag is flung - for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths - for you the shores
a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.”
― Walt Whitman, Leaves of Grass
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up - for you the flag is flung - for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths - for you the shores
a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.”
― Walt Whitman, Leaves of Grass
sábado, 20 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
breve contribuição para a preservação do rojão do redenho
Numa frase daquelas que rolam nas redes sociais diz-se que não há melhor amigo do que aquele que adora comer, ou melhor, que á cada vez mais à mesa que se cultivam as amizades reais, já que a espécie humana, para além de se servir do dildo e do smartphone cada vez em maiores quantidades, insiste em criar e manter a sua condição de ser gregário através das redes sociais digitais. Sim, digitais porque também ainda existem redes sociais físicas e essas estão cada vez mais condicionadas pela nobre função gastronómica onde, à volta de uma mesa, se fazem os mais complexos tratados de amizade, casam-se os namorados, afinam-se os movimentos politicos, preparam-se as revoluções e mata-se o bicho, vá.Por isso, sempre que alguma entidade mor se atreve a nos reduzir a margem de manobra gastronómica ao dispor das nossas parcas carteiras, isto é, tirar-nos o apascento de uma moira, a tranquilidade de uma loncha de presunto ou a altivez de um rojão do redenho, isso implica que o factor solidão/isolamento cresça em cada um de nós de tal forma que um dia ainda vamos ter que reaprender a encarar pessoas de frente nos tempos livres de que dispomos. O que não se afigura nada fácil, creiam-me, até porque a religião já se tinha encarregue de nos separar gastrogeograficamente.
Vem isto tão a propósito que eu até ando a ler um livro (1) sobre a Primeira Guerra Mundial e que diz, por exemplo, que na França andaram a confiscar cabras para dar de comer aos indianos que foram aos milhares para ali, em ajuda aos aliados, e não podiam comer vaca, cum catano! E o pobre agricultor, que se queixou e bem, tinha de se lhe ver requisitadas as cabras, depois de lhe terem levado os filhos e de lhe terem comido o pão. Raios, ao menos não lhe levassem os olhos para que pudesse chorar, como chorou, dissera um deles.
Acho pois todo esse alarmismo da OMS contra os enchidos, fumeiros e afins, de que provoca o cancro somado ao já estafado veredicto de que nos lixa as coronarias e portanto nos mata, uma espécie de contribuição imoral para o extermínio da humanidade enquanto grupo de pessoas e consequente criação de uma especie estranha de hominídeos que se alimenta de erva disfarçada de croquetes da avozinha.
De modo que, e para fazer um certo lobi junto de quem me possa estar a ler, acho eu, e é bem que o diga, que essa tal organização mundial não passa de uma seita recheada de religiosos inimigos do porco e suas transformações e outros fanáticos vegan e aposto que deve andar por lá um que é primo do dono da Lusiaves.
(1) O Grande Rebanho, de Jean Giono
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