terça-feira, 2 de agosto de 2016

domingo, 31 de julho de 2016

Vou agora, se me permitem, discorrer sobre um assunto que já me esta a meter nojo: a mania que os meus conterrâneos têm de andar numa de “ai vêm aí os emigrantes, que horror!” ou “credo, é só “avecs” por todo o lado, não os suporto!”
Os emigrantes, meus amigos, bem os emigrantes, para começar, deviam ter uma estátua em cada aldeia portuguesa. Durante este mês de Agosto não há feirante ou lojista que não esteja grato aos “avecs”. Porque eles, os “emigras”, eles compram tudo, eles enchem os restaurantes, eles ocupam as lojas que não vendem quase nada durante o ano e limpam-lhes o stock, as coisas que nós desdenhamos mas eles adoram. Eles mandam construir casas, grandes casas, enquanto nós, coitados, somos enfiados em apartamentos exíguos, eles até piscinas fazem, grandes garagens, três carros - e pagam a tempo e horas!- e isso é o quê? É economia a andar cá em Portugal graças ao dinheiro deles. E já nem falo das remessas que eles andam a mandar para cá há cinquenta anos. Por isso, meus amigos, respeito, muito respeito pelos emigrantes. Sorriam para eles, agradeçam eles virem cá porque muitos deles são já da terceira geração e quase nem sabem falar a nossa língua. Mas adoram Portugal.
Ainda recentemente isso ficou provado. Sim, porque um filho de emigrante português, nascido e criado em França, a trabalhar em França, a falar francês seria muito natural que jurasse amor ao SEU país, a França. Mas não, o raio dos moços adoram Portugal, amam Portugal e apostaram e apoiaram a “Seleçom” como só eles sabem fazer. Tiveram de levar com o mau perder dos franceses e aguentaram, não renunciaram à pátria amada, porque essa é só uma. E agora, chegam a Portugal, à grande e amada pátria e levam com a cara de nojo dos seus compatriotas, a raiva latente nas redes sociais, o ciúme, o preconceito. Se fosse possível eu queimava todas as “memes” que me aparecem a desdenhar os nossos compatriotas emigrantes por esse mundo fora e que fazem o favor de nos vir visitar. E entristece-me muito, aliás, ver muito boa gente que se arma a defender tudo o que é minoria e bla bla bla e depois vem para as redes sociais armar em “português de primeira estorvado pelos emigrantes” coitados, como se isto, esta parvónia fosse um direito só deles.
Por isso respeito, caro amigo, muito respeito pelos emigrantes. Obrigado.

sábado, 30 de julho de 2016

"Shall I compare thee to a summer's day? 
Thou art more lovely and more temperate" 
#Shakespeare

quinta-feira, 28 de julho de 2016

No verão um poema:
"Cicale, sorelle, nel sole con voi mi nascondo nel folto dei pioppi e aspetto le stelle."
Salvatore Quasimodo 

terça-feira, 12 de julho de 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Parabéns a estes putos que foram a França fazer história contra o cepticismo de quase todos nós. Hoje, é tempo de celebrar este momento excepcional da portugalidade, da diáspora. E obrigado a estes miúdos por colocarem a imagem de Eusébio junto da Taça. Eusébio merece. Não por ter sido o melhor mas sim por ter sido um exemplo do talento e do querer, sentimentos aliados ao sofrimento do "sentir Portugal". Eusébio sentia Portugal como poucos, embora não tivesse nascido na península. Como sente Pepe, que nasceu em terras de Vera Cruz, como sentem os filhos de África desta nova geração, os filhos dos ciganos, os filhos dos insulares, os filhos dos emigrantes. Todos eles somos nós e Eusébio é todos eles. Obrigado, miúdos

quarta-feira, 29 de junho de 2016

bebamos!
não fazem falta lâmpadas!
basta um dedo de dia para as grandes
copas multiadornadas vamos
ergue-as! o
filho de sêmele e zeus
diôniso
nos deu aos homens vinho
lassidão contra a dor - olvido:
a cada parte de água duas
só de vinho assim
plenas até a borda
bebamos -
uma após a outra - copas
e mais copas!
Alceu - Fr.96 Diehl
(E.Munch, 1895)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

uma frase do dia, de todos os dias.

...para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam ou dizem chavões, mas queimam, queimam, queimam...
 Jack Kerouac

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Terias muito mais fiéis se tivesses sido capaz de te manifestar quando o outro Governo, por questões ideológicas, cortou com os subsídios para o Ensino Especial, o tal cujos alunos são rejeitados pelo ensino privado como se vivêssemos na idade média, onde os deficientes eram depositados nos currais e hoje há tantos casos de deficientes que ficam em suas casas porque os pais não podem pagar a propina. Terias muito mais fieis se por ventura te tivesses manifestado quando o outro Governo encerrou Escolas Públicas na província, fazendo com que crianças tenham de se levantar às 5 da manhã e fazer uma longa viagem para poderem usufruir de um direito fundamental, que é o Ensino, a Instrução, como bem se dizia no tempo de Salazar. Quando o outro Governo cortou direitos adquiridos a milhares de professores, barrou o acesso de professores ao trabalho justo e honesto, fazendo com que os que ainda continuam ficassem sobrecarregados com turmas pesadas, com "paper work" a dar com um pau, com avaliações medievais. Faz um esforço, cara Igreja Católica Portuguesa e quando, por questões ideológicas não te revês em certas matérias fracturantes, então cala-te e deixa lá os neoliberais sequiosos de dinheiro entregues aos seus lóbis. E não sejas lobi. porque eu acredito num Deus e não numa Instituição Lobista.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A propósito da questão Colégios Privados versus Escola Pública, acabei de ouvir: "Não havendo Deus, não há autoridade." (Pedro Arroja no ‪#‎portocanal‬). 
Ora, o meu Deus não é autoritário, e sou católico! O "antigo" entendimento do Deus Católico, sim, era autoridade, era descriminação, era um labirinto de preconceitos. Chegou a ser racista, misógino, elitista. O Deus Católico dos nossos dias, melhor dizendo, a sua interpretação, está bem patente no espírito do actual líder da Igreja Católica. É, portanto, o Deus que acolhe e dá. Não manda coisa nenhuma!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ian Curtis deixou-nos há 36 anos. Eu tinha 14, e já ouvia pink floyd, deep purple, neil young, graças ao meu irmão e aos meus amigos mais velhos. O Fernando, o Vitorino, o Sá e o Morgado. Depois, vieram os wham e outras cenas de que eu não gostava nada. Duran duran, ok, queen, fixe, mas um dia ouvi joy division no progarama dois pontos, de rui morrison, creio (nessa época eu só gostava de ouvir coisas estranhas, como tangerine dream e outras couves intragáveis). Quando descobri joy division ja não havia Ian mas também já não havia hendrix, morrisson...
Eram os gloriosos anos oitenta. As descobertas, as folhas caídas e o que era novo e fresco. The cure, u2, the cult. E depois parou tudo porque em 85 descobri os the smiths. Aí parou tudo e só nos intervalos conseguia ouvir outra coisa, outras coisas.
Faz hoje 36 anos que o ian nos deixou.

terça-feira, 10 de maio de 2016

É muito fácil perceber a bela equação da Direita: quer que os ricos estudem em bons colégios privados que lhes "dão" as melhores notas para entrarem nas excelentes universidades públicas, enquanto os pobres devem permanecer nas empobrecidas escolas públicas e assim serem empurrados para as péssimas universidades privadas.
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