sábado, 15 de maio de 2021
quinta-feira, 11 de março de 2021
Esta coisa dos cabeleireiros continuarem fechados, enfim, nem comento. Mas queixo-me. Sim, porque queixar é diferente de comentar.
domingo, 7 de março de 2021
Auriol Dongmo e Pedro Pablo Pichardo, dois atletas portugueses não nascidos em Portugal e não descendentes de portugueses, levaram o nome de Portugal ao mais alto galarim do desporto europeu. Ambos de cor negra, como tantos outros que escolheram Portugal como a sua nova Pátria. Uma Pátria que vota em partidos que bradam aos ventos "Estrangeiros, pretos, ide para a vossa terra"! Uma Pátria que, apesar destes energúmenos políticos e dos milhares de acéfalos que votam neles, só tem é de estar agradecida a estes dois cidadãos e a tantos outros que, dia após dia, procuram uma vida melhor e, graças a esse seu labor, tornam o nosso país uma nação maior.
domingo, 6 de dezembro de 2020
sexta-feira, 17 de julho de 2020
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali..."
Não me peçam para estar contente com isto, porque não estou. Mas neste Benfica de Vieira nada me surpreende.
quinta-feira, 9 de julho de 2020
sábado, 25 de abril de 2020
A sério, da nossa língua já Cervantes dizia que era a mais musical de todas. E não consta que ele tivesse grafonola...
E no que toca a amar esta língua portuguesa, no que respeita ao tesouro depositado por estes séculos afora pelos nossos grandes poetas e escritores mágicos de aquém e de além mar, o pormenor de ser Francisco Buarque de Hollanda o primeiro cantautor a ganhar o maior prémio de literatura da Língua Portuguesa...
Que bom perceber esse pequeno pormenor e ao mesmo tempo ter a certeza de que Torga, Jorge Amado ou Saramago não teriam desejado melhor.
Dylan, o maior de todos eles, já tinha ganho o Nobel da Literarura e pode ser que um dia a Academia Sueca se lembre do Chico. Do grande Chico Buarque! #premiocamões
quinta-feira, 12 de março de 2020
"O Luxemburgo, quente e branco. Estátuas, pombos, crianças". |
Jean Paul Sartre in A idade da Razão
Li este livro, tinha eu dezanove anos! Devorei-o, aliás.
Passados estes anos todos fui lá. Andei por ali, fiz aquele percurso, Montparnasse, o Quartier Latin, a Sorbonne, o Boulevard Saint Michel.
Enfim vi a Paris que estava dentro de mim.
segunda-feira, 9 de março de 2020
Peste Negra. Hoje mesmo, e ainda, anda a humanidade a jogar xadrez com o adversário de sempre, essa Morte cruel e fria, que desta vez nos ameaça com outra roupagem, outra peste.
#Rip #maxvonsydow #bergman
quinta-feira, 5 de março de 2020
Um homem de 54 anos não pode parar. E deve correr. Ou caminhar, que dá no mesmo. O que interessa é não parar. E das minhas corridas há tantas coisas para contar. Dos pensamentos - O Pensamento é livre, diz o Zequita - ficam marcas que nos timbram a existência. Que nos arrebatam.
Tantas histórias criadas naquele espaço temporal medido por dezenas de passadas lentas e arfares imorredouros! Orações intermináveis ao meu Deus, sinais da cruz cerimoniais defronte das tantas alminhas que o caminho nos dá. Um ou outro mais pausado, porque Deus escolhe os nossos lugares, as nossas peregrinações.
Dizia eu que o pensamento nos leva para muitos lados enquanto corremos ou caminhamos. Por vezes conduz-nos à infância, aos tempos da inocência. Transporta-nos a lugares que só ali revemos e que por eles deslizamos como se fossemos planta trepadeira que arriba em sentido contrário, para baixo, para as raízes das memórias. E fazemo-nos dramaturgos. Escrevemos diálogos e criamos cenários onde pomos as nossas personagens a falar connosco. Ressuscitamos até os que já partiram e eles apegam-se à trama. Respiram novamente e falam sem parar.
Depois apagamos tudo. Reiniciamos outra história, outro espaço, outro universo.
E continuamos a correr e sorrimos para dentro sem dar conta do tempo, da fadiga. E, por fim, arredamos, exaustos, e lavamo-nos e secamo-nos e vestimo-nos e passamos outra vez a existir cá neste sítio.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Tirando os livros da saga "Os Cinco" de Enid Blyton, que eu devorava na cozinha da minha avó enquanto ela preparava um "caurdo branco" e umas fanecas da senhora Carolina, Charles Dyckens foi, na verdade, o primeiro escritor estrangeiro que eu conheci, ou melhor, acerca de quem eu, ao ler "Um Conto de Natal", me detive pela primeira vez a pensar quem seria o autor de tão maravilhosa história.


