Em boa verdade, eu não quero legalizar o casamento gay porque esta lei tem muito mais de mau para as gerações que aí vêm do que aquilo de bom que será traduzido na prática (surgirão alguns casamentos e quase tantos divórcios, berraria em tribunal, mais receita para os advogados). Como cidadão, tenho obrigação de me preocupar com o que esta lei, tal é a sua forja, possa implicar nas gerações futuras. E estar preocupado com as gerações futuras não é uma questão limitada ao Aquecimento Global.
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Homofóbico é a tua tia.!
Ah, a homofobia. De repente converti-me num fanático do contra, não foi? Mas nada tenho contra os gayzolas ( e se esta afirmação encerra em si um sintoma de intolerância, lamento). O problema é que nós somos portugueses e detestamos que a Europa nos venha encerrar as oficinas dos Enchidos de Vinhais e o Queijo de Celorico. Também detestamos que se faça uma lei em abono de uma inutilidade, o casamento gay, que serve apenas para que o Estado reconheça a Homossexualidade. Deveria o Estado legalizar a droga apenas para que se reconheça o drogado? Nós, sociedade, toleramos o drogado, não faltando gabinetes de apoio. Tolerar o drogado já não chega quando se fala em reconhecimento. Legalize-se a droga pois.
Em boa verdade, eu não quero legalizar o casamento gay porque esta lei tem muito mais de mau para as gerações que aí vêm do que aquilo de bom que será traduzido na prática (surgirão alguns casamentos e quase tantos divórcios, berraria em tribunal, mais receita para os advogados). Como cidadão, tenho obrigação de me preocupar com o que esta lei, tal é a sua forja, possa implicar nas gerações futuras. E estar preocupado com as gerações futuras não é uma questão limitada ao Aquecimento Global.
Em boa verdade, eu não quero legalizar o casamento gay porque esta lei tem muito mais de mau para as gerações que aí vêm do que aquilo de bom que será traduzido na prática (surgirão alguns casamentos e quase tantos divórcios, berraria em tribunal, mais receita para os advogados). Como cidadão, tenho obrigação de me preocupar com o que esta lei, tal é a sua forja, possa implicar nas gerações futuras. E estar preocupado com as gerações futuras não é uma questão limitada ao Aquecimento Global.
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Plataforma Cidadania e Casamento: é urgente agir.
A "Plataforma Cidadania e Casamento" precisa de mais gente, muita gente que se envolva neste processo de manifestação de um Povo. Nós queremos ser consultados, por isso exigimos que nos perguntem "Concorda que o casamento possa ser celebrado entre pessoas do mesmo sexo?". O Parlamento, para nos ouvir, tem de ter 75.000 pedidos assinados e devidamente identificados. Caso contrário vai mesmo legalizar o Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo.
Pois bem, quem tem de se mexer somos nós, os que pensam diferente e não se iludem com um mero capricho. O que foi feito até agora não chega. É necessário que cada um de nós se envolva e a começar pelos mandatários. Criem uma página web, invadam as redes sociais, esclareçam as pessoas e não tenham medo do papão da homofobia. Temos de agir. E se cada um de nós puder envolver um amigo apenas...
Pois bem, quem tem de se mexer somos nós, os que pensam diferente e não se iludem com um mero capricho. O que foi feito até agora não chega. É necessário que cada um de nós se envolva e a começar pelos mandatários. Criem uma página web, invadam as redes sociais, esclareçam as pessoas e não tenham medo do papão da homofobia. Temos de agir. E se cada um de nós puder envolver um amigo apenas...
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Pequenos guiões para grandes mudanças
Mafalda é filha de Mateus e tem quatro anos. Mateus está a viver um processo de divórcio com Margarida há dois anos e o Tribunal de Menores, tudo indica, vai finalmente atribuir a guarda parental de Mafalda ao pai porque Margarida tem um caso sério com a droga. Mateus é, entretanto, Homossexual assumido, tem um bom emprego e está à espera da aprovação do cpms para finalmente casar com Marco. Entretanto comprou um apartamento de quatro assoalhadas na Foz e já o mobilou à espera de nele se instalar com o seu conjugue e a sua filha. Neste momento vive em casa de um primo e a filha vive com os avós maternos, um casal bem instalado na vida e católico praticante. Margarida está em tratamento num hospital psiquiátrico em Braga. Posto isto...Bom posto isto acho que "e depois veio o coelhinho e comeu-o". Não foi?
Pedro Picoito, em maus lençóis não vale a pena dormir.
Pedro Picoito está a ser atacado por estes e por este porque foi ao programa prós e contras defender, em primeiro lugar, o não casamento gay e, depois, a necessidade de se fazer um referendo. E está a ser atacado porque terá dito que o casamento serviu para, entre outras coisas, definir o estatuto jurídico da mulher. Dita assim, esta frase transformou-se na maior arma destes gurus de esquerda, onde me situo mas cada vez mais desiludido, brandindo-a aos ventos, "condenando" as ideias deste historiador ao espectro retrógrado da Direita, onde não me situo mas, c'os diabos, a minha independência como ser pensante não me impede de estar com ela em certas matérias da coisa social. Mas esta "estória" tem de ser contada como deve ser: Pedro Picoito entrou tarde no programa e devia saber que não ia para uma conferência onde pode expor as suas teses tranquilamente. Na verdade, Pedro Picoito acabara de entrar num circo onde os palhaços e os trapezistas não deixaram falar qualquer pessoa que não tivesse munido de uma arte circense qualquer. Não percebendo grande coisa, uma coisa sei eu. A História tem de ser vista sobre vários pontos de vista e, por exemplo, a "morte" na História, como disciplina cientifica, só muito recentemente foi alvo de estudos e, através deles, muitos factos históricos passaram a ser vistos de uma outra forma, muitas vezes até de uma forma radicalmente diferente. E o Casamento ao longo da história, ao ser estudado, dá-nos com toda a certeza novos pontos de vista dessa mesma História. E a "História da Mulher" passa necessariamente pelo Casamento. Foi isso que eu li na afirmação de Pedro Picoito, embora ele tenha sido diligentemente impedido de explanar as suas teses, ao contrário de Isabel Moreira que falava e falava e falava qual coelhinha Duracel. Não conhecendo P. Picoito, não pertencendo à sua área política, muito menos sendo oficial de história, percebi bem o que ele quis dizer, ou tentou dizer. Mas esta esquerda intolerante, empalhada nos seus próprios preconceitos, armada até aos dentes, sabe muito bem, e como ninguém, utilizar este tipo de barulhos para fazer vingar as suas convicções.
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Casamento gay em modo poesia.
quo vadis Presidente?
Bom, não temos, como eu disse há dias, nenhum Bob Woodward ou Carl Bernstein mas temos uma Manuela Moura Guedes que, quer queiramos quer não, é uma mulher de tomates. Por mim, junto-me a ela perguntando também : onde está o Presidente da República?
Casamento gay no Prós e Contras: unha por unha, dente por dente
Ontem vi o Prós e Contras. Coisa rara, mas o tema despertou-me justa curiosidade: o Referendo ao CPMS (casamento entre pessoas do mesmo sexo).
Fátima Campos Ferreira mais uma vez fez a ponte entre dois grupos contingentes e, como quase sempre, esteve muito bem a deixar falar a voz do dono e a interromper sempre que podia os pobres parolos e parvos que defendem o Referendo. No palanque esteve o Ministro dos Assuntos Parlamentares assessorado por uma psicóloga, ambos contra o referendo, e do lado do Sim o deputado Ribeiro e Castro atrapalhado pelo discurso demagógico de um colega deputado do PSD que cada vez que falava dava a sensação de ser um imenso Titanic. Mas este grupo fazia a discussão política e era na plateia onde se reunia alguma gente que me despertou mais interesse. De um lado estava um grupo do Sim composto por alguns juristas e meia dúzia de gente um tanto "quid pro vida" e do outro lado estava a nata dos pesos pesados do mundo gay que se desdenharam em perfeitos ditirambos "quid pró cu". Ponto final. O público queria divertimento, palminhas, mas foi diligentemente proibido pela moderadora. Ponto Final. E todos foram falando o que puderam e deu para ver que realmente há ali uma questão sinistra: é que esta lei que a República se apresta a aprovar não será um fim de ciclo em si mesma. Ela vai abrir portas para o que vem a seguir e o que vem a seguir é a Lei da Adopção. Não precisei eu, confesso, de ouvir a expressão "inexorabilidade da lei" dita por Ribeiro e Castro para perceber o que fermenta nas entrelinhas do discurso do mundo Gay. Eu já percebi isso há muito tempo e compete-me, como cidadão e "pessoa banal" fazer o que estiver ao meu alcance para apontar esse prisma. Seja eu burro se não voltei a ver o mesmo sintoma nos textos que li a seguir em alguns blogs que defendem a lei do cpms. E desta vez notei-lhes ainda mais o tique missionário, a necessidade compulsiva de fazer guerra a quem defende que se consulte a sociedade. Realmente, é preciso ter muito cuidado com a intolerância dos que defendem a tolerância. E digo mais, temos que ser intolerantes com esses intolerantes porque eles organizam-se, reúnem-se, premeiam-se e babam-se com o seu convencimento de superioridade. Eles são os novos jesuítas, os paladinos daquilo que é o Bem. São, de facto, uma ameaça e contra isso só há um caminho a seguir: não ter medo de dizer o que se pensa e se sente. unha por unha, dente por dente.
Fátima Campos Ferreira mais uma vez fez a ponte entre dois grupos contingentes e, como quase sempre, esteve muito bem a deixar falar a voz do dono e a interromper sempre que podia os pobres parolos e parvos que defendem o Referendo. No palanque esteve o Ministro dos Assuntos Parlamentares assessorado por uma psicóloga, ambos contra o referendo, e do lado do Sim o deputado Ribeiro e Castro atrapalhado pelo discurso demagógico de um colega deputado do PSD que cada vez que falava dava a sensação de ser um imenso Titanic. Mas este grupo fazia a discussão política e era na plateia onde se reunia alguma gente que me despertou mais interesse. De um lado estava um grupo do Sim composto por alguns juristas e meia dúzia de gente um tanto "quid pro vida" e do outro lado estava a nata dos pesos pesados do mundo gay que se desdenharam em perfeitos ditirambos "quid pró cu". Ponto final. O público queria divertimento, palminhas, mas foi diligentemente proibido pela moderadora. Ponto Final. E todos foram falando o que puderam e deu para ver que realmente há ali uma questão sinistra: é que esta lei que a República se apresta a aprovar não será um fim de ciclo em si mesma. Ela vai abrir portas para o que vem a seguir e o que vem a seguir é a Lei da Adopção. Não precisei eu, confesso, de ouvir a expressão "inexorabilidade da lei" dita por Ribeiro e Castro para perceber o que fermenta nas entrelinhas do discurso do mundo Gay. Eu já percebi isso há muito tempo e compete-me, como cidadão e "pessoa banal" fazer o que estiver ao meu alcance para apontar esse prisma. Seja eu burro se não voltei a ver o mesmo sintoma nos textos que li a seguir em alguns blogs que defendem a lei do cpms. E desta vez notei-lhes ainda mais o tique missionário, a necessidade compulsiva de fazer guerra a quem defende que se consulte a sociedade. Realmente, é preciso ter muito cuidado com a intolerância dos que defendem a tolerância. E digo mais, temos que ser intolerantes com esses intolerantes porque eles organizam-se, reúnem-se, premeiam-se e babam-se com o seu convencimento de superioridade. Eles são os novos jesuítas, os paladinos daquilo que é o Bem. São, de facto, uma ameaça e contra isso só há um caminho a seguir: não ter medo de dizer o que se pensa e se sente. unha por unha, dente por dente.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Casamento gay: pela lei ou pela grei
Tudo aquilo que é "lei social", hoje por hoje, não passa de uma coisa gerada por uma espécie de modernidade social que anda ao sabor da vontade corporativa do legislador. Por isso eu acho que as propostas de leis sociais deste governo padecem do mesmo mal, isto é, persistem em ser criadas em razão de uma putativa bondade que não é nada mais nada menos do que um conjunto de correntes politicamente correctas e geneticamente fecundadas nos principais botequins da social-fashion. A sociedade deve pois, hoje mesmo e no que toca ao casamento gay, rever a forma como olha para os direitos das crianças em primeiro lugar e não ceder aos caprichos das vontades políticas arregimentadas nos lóbis crescentes. Por isso, o legislador não deveria ter como prioridade dar consentimento a uma minoria que exige o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Antes deveria saber não fazer orelhas moucas sobre o que a sociedade real pensa. E não me venham com a treta da homofobia que para esse peditório já dei.
Gripe A, a pandemia das audiências
Já aqui há tempos uma criança faleceu no Hospital da Estefânia e porque estava contaminado com o vírus H1N1 a imprensa correu mundo a imputar ao vírus pandémico a causa de morte da malograda criança. Depois, com a autópsia, verificou-se que não. Antes disso, porém, foi ver resmas de gritos de revolta, medos, choros e outros acessos passando nos telejornais, gritos de pânico gerados e alimentados nos jornais e nas televisões. Este fim-de-semana uma mulher grávida que tomou a vacina tres dias antes terá perdido a criança que trazia do ventre e logo corre mundo que é por via da vacina. Já vi, em correndo, lágrimas de dor e angústia por causa da perda, obviamente, mas também por causa da vacina. E os canais de televisão a puxar a corda do pânico, a enfiar o garrote do medo e da desinformação no pescoço das pessoas. Até quando durará este genocídio informativo? Este massacre? Hoje começam a ser vacinadas crianças até dois anos e que nos espera? Mães cheias de dúvidas, e principalidade cheias de medo. Audiências, portanto.
domingo, 15 de Novembro de 2009
Sócrates:O Santo-Vivo
“Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós (...)"[Mt 5,11-12]
José Sócrates é um caso excepcional. Passou de governante-lobo a governante-mártir. São imensos os casos em que este mártir se viu envolvido e alguns remontam aos tempos em que ele era ainda um aspirante à causa pública. O caso dos Sobreiros, depois o caso das Casinhas, o curso de Engenharia, o caso Freeport e o actual caso "Face Oculta", são tudo casos do mesmo caso: insultos, perseguições, todo o tipo de mal dito aos quatro ventos contra este mártir. Assim dito e dado que em Maio estará cá o Santo Padre, não seria descabido proporem este nosso mártir para uma canonização em vida. Não podendo ser mártir, porque ainda não morreu para a política, o nosso PM merece excepcionalmente que o Papa lhe atribua o título de O Santo-Vivo.
José Sócrates é um caso excepcional. Passou de governante-lobo a governante-mártir. São imensos os casos em que este mártir se viu envolvido e alguns remontam aos tempos em que ele era ainda um aspirante à causa pública. O caso dos Sobreiros, depois o caso das Casinhas, o curso de Engenharia, o caso Freeport e o actual caso "Face Oculta", são tudo casos do mesmo caso: insultos, perseguições, todo o tipo de mal dito aos quatro ventos contra este mártir. Assim dito e dado que em Maio estará cá o Santo Padre, não seria descabido proporem este nosso mártir para uma canonização em vida. Não podendo ser mártir, porque ainda não morreu para a política, o nosso PM merece excepcionalmente que o Papa lhe atribua o título de O Santo-Vivo.
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Varagate Stimulate
Finalmente vejo uma referência ao caso Watergate. Pena não existir hoje em Portugal um único jornalista da estirpe de Bob Woodward e Carl Bernstein. Muita pena. Os jornalistas portugueses andam entretidos ou subjugados ou condicionados ou formatados com duas coisas: agradar a quem lhes paga, reduzindo a sua actividade profissional a pequenos latidos e abanadelas de rabo e, por consequência, limitam-se a replicar notícias das fontes oficiais, dos ministérios e do cú do Polvo. E nesta matéria, senhores, fazer jornalismo assim é como quem limpa o traseiro sem ter cagado.
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Robert Henke (1977-2009)

Papoila Saltitante, de camisola berrante, hoje andarás noutros voos da eternidade. Obrigado benfiquista, e descansa em paz.
Fórum_Português_de_Homenagem_a_Henke
sobre o casamento gay: ficções e reflexões
Manel andava feliz. Bom emprego, excelente salário, sonhos enormes. Solteiro. Andava feliz e pronto. Um dia conheceu Alzira, casada, mãe de dois pequenos e funcionária pública na Escola Sec. de Tarouca. Apaixonou-se. Apaixonaram-se. Alzira jurava-lhe amores mas também amava o actual companheiro que lhe dava tudo menos aquela coisa única do Manel, a tolice. António era todo ele um relógio suíço e Alzira acostumara-se a essa vida de relojoeira. Numa certa manhã, daquelas manhãs de todas as coincidências, calhou em sorte estarem os três presentes num congresso e Alzira percebeu que tinha ali uma possibilidade. Apresentou o marido oficial ao amante. António simpatizou logo com Manel e ficaram amigos. Começaram então a sair os três e Manel passou a ser a alavanca daquele casal. Comia Alzira e confessava António. Num certo outono, Alzira engravidou e jurava por deus que a criança que trazia no ventre era de Manel. E numa certa manhã de Inverno, naquela mesa do Café Central onde se encontravam sempre antes das viagens a Lisboa ou ao Oeste, conforme a época e os desejos, Alzira atirou seco e de forma segura:
- A criança que aqui está na minha barriga é filha do Manel.
António nem estremeceu. Já sabia. António gostava tanto de ambos e queria tanto esta vida a três que há muito sabia das escapadelas da mulher com o amigo. Sorriu enquanto bebia um resto de JB e segurou a mão de ambos manifestando admiração e alegria por tamanha abertura de espírito, que não modernismo, simplesmente uma coisa que aí vinha para selar definitivamente o "commitment" deste trio fundido em tudo o que pode ser considerado uma relação exemplar. Partilhas a três. Da carne, do espírito, do intelecto e dos afectos.
- A criança que aqui está na minha barriga é filha do Manel.
António nem estremeceu. Já sabia. António gostava tanto de ambos e queria tanto esta vida a três que há muito sabia das escapadelas da mulher com o amigo. Sorriu enquanto bebia um resto de JB e segurou a mão de ambos manifestando admiração e alegria por tamanha abertura de espírito, que não modernismo, simplesmente uma coisa que aí vinha para selar definitivamente o "commitment" deste trio fundido em tudo o que pode ser considerado uma relação exemplar. Partilhas a três. Da carne, do espírito, do intelecto e dos afectos.
hoje é um bom dia, é dia de Javi Garcia
Hoje podia escrever alguma coisa sobre um certo espanhol que voou como voam as águias dos Pirenéus. Podia escrever sobre uns milhares de portugueses que viram mais uma vez um muro ser derrubado à custa da vontade e do querer, qual rolo compressor que persiste e persiste. Hoje podia escrever qualquer coisa sobre uma espécie de gente que ainda não percebeu que também é possível marcar um único golo e ganhar, mesmo quando outros marcam um único golo e perdem. Podia mas não vou escrever nada. Apetece-me simplesmente dizer:
MUITO OBRIGADO! Ao Guimarães por ter ganho ao Braga! Ao Marítimo por ter ganho ao Porto! Ao Rio Ave por ter empatado com o Sporting! E ao Javi Garcia que me deu um grande dia!
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
esta coisa dos ciclos é algo perfeitamente dispensável
Acabou um ciclo, dizem. E sempre que termina um ciclo é porque inevitavelmente começou outro. À base de cafeína, afirmam eles. A cafeína é um bem inestimável. É pura, não se misturando com leite ou fruta que era a base do ciclo anterior. Isto vai ser um sofrimento. Isto de mudança de ciclos nem a Kompensan.
domingo, 8 de Novembro de 2009
Guerra Junqueiro, 1896
"Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
sábado, 7 de Novembro de 2009
casamento gay: contribuições
Pode não estar-se de acordo, porque na verdade a moda é a homossexualidade, ou outra merda qualquer que tenha a ver com isso mesmo, mas eu faço questão de chamar a atenção de quem aqui vem para este texto. Porque tal texto não é mais do que uma contribuição. E isso importa!
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
casamento gay, proteger preconceitos
Quanto ao "casamento gay" tenho cá as minhas ideias. Não me incomoda ver o meu vizinho fotógrafo a captar pares masculinos ou femininos em ósculos abençoados. Não me perturba nada ver a Quinta da Boucinha cheia de panilas em festa ou cruzar-me com duas gajas sorridentes e felizes à saída do Registo Civil. Isso não me incomoda. Incomoda-me sim é ver o que vem a seguir, não que tenha medo, que ande assustado. Incomoda-me. Estarei certo? Estarei errado? Perguntem-me, não decidam por mim.
Para quê arregimentar ainda mais o elo entre duas pessoas? Por capricho dos interessados? É pouco. Por via do espectáculo? É pobre. Por uma questão de liberdade individual? Já existe. O casamento gay é uma inutilidade antes de ser um direito. A homossexualidade sempre existiu, o problema é que a homossexualidade nunca se sentiu tão insegura como agora porque ao sair do armário, ao afirmar-se, precisa de se proteger dos seus próprios preconceitos.
Preconceito meu? Certamente que sim mas, c'os diabos, por se pensar diferente, perguntem, não decidam.
Por isso mesmo eu manifesto-me. Sobre a questão do casamento de homossexuais eu manifesto-me. Sou contra. E Gostava de ter a possibilidade de o dizer em referendo, como aliás tive no caso da lei da interrupção voluntária da gravidez.
Para quê arregimentar ainda mais o elo entre duas pessoas? Por capricho dos interessados? É pouco. Por via do espectáculo? É pobre. Por uma questão de liberdade individual? Já existe. O casamento gay é uma inutilidade antes de ser um direito. A homossexualidade sempre existiu, o problema é que a homossexualidade nunca se sentiu tão insegura como agora porque ao sair do armário, ao afirmar-se, precisa de se proteger dos seus próprios preconceitos.
Preconceito meu? Certamente que sim mas, c'os diabos, por se pensar diferente, perguntem, não decidam.
Por isso mesmo eu manifesto-me. Sobre a questão do casamento de homossexuais eu manifesto-me. Sou contra. E Gostava de ter a possibilidade de o dizer em referendo, como aliás tive no caso da lei da interrupção voluntária da gravidez.
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
So What
Jimmy Cobb à frente de um sexteto de estrelas abre 18º Guimarães Jazz, nos 50 anos de "Kind of Blue"
Miles Davis & John Coltrane - So What (Live Video)
Miles Davis & John Coltrane - So What (Live Video)
da playlist de António Sérgio
Seguindo esta corrente, escolhi estes dois temas da playlist de António Sérgio:
The Psychedelic Furs India
Siouxsie And The Banshees - Happy House
Gosto de todas. Escolhi estas porque a primeira mostra um pouco como me sinto hoje e a segunda mostra como me sinto hoje.
The Psychedelic Furs India
Siouxsie And The Banshees - Happy House
Gosto de todas. Escolhi estas porque a primeira mostra um pouco como me sinto hoje e a segunda mostra como me sinto hoje.
segunda-feira, tudo tranquilo
Na madrugada de sexta-feira eu escrevi um texto muito duro sobre corrupção mas acabei por apagá-lo. Era um insulto à honra de tanta gente ilustre, governantes, políticos, empresários, juízes, e mais mil categorias profissionais que eu ataquei de forma vil naquele miserável texto a cheirar a super-bock de mais de litro. Acabei por apagá-lo. Lembrei-me de que há tantos casos idênticos que apodrecem nos expedientes, anos e anos a fio, e resolvi beber mais uma cerveja e, sei lá, devo ter adormecido sossegado, ciente de que neste país ainda se pode beber uma cerveja por oitenta e cinco cêntimos, o que não é nada mau.
Adenda: este artigo de Mário Crespo no JN de hoje talvez justifique uma boa cerveja.
Adenda: este artigo de Mário Crespo no JN de hoje talvez justifique uma boa cerveja.
domingo, 1 de Novembro de 2009
António Sérgio,Everybody knows this is nowhere
António Sérgio deixou-nos. Muito será dito sobre ele, principalmente por tantos que começaram a ouvir rádio através deste colosso da música alternativa, como foi o meu caso. António Sérgio estava, digamos, retirado do grande espectro da rádio (a Radar é local) desde o dia em que a Rádio Comercial o despachou da "Hora do Lobo" que eu ouvia quase por instinto. Deixo como saudade um surpreendente momento de rádio só possível por vir de quem vem e que me levou a escrever aqui no meu food-ido o seguinte apontamento:
"Arrumei as coisas e fui até ao centro da cidade beber umas cervejas. Coimbra é uma cidade diferente das demais. E mais diferente fica quando a noite entra fora de horas e as esplanadas ficam repletas de uma população diferente, muito jovem e muito bebedolas. Fiquei ali, a beber e a fumar, em silêncio, muito quieto. Depois levantei-me de um salto, enfiei-me no carro e fui.
Ao chegar a casa, já a entrar na garagem, António Sérgio brindou-me com este "Cowgirl in The Sand". Parei o carro no meu lugar de garagem, subi o volume áudio e deixei-me estar ali a ouvir e a rasgar-me de prazer."
sexta-feira, 30 de Junho de 2006
"Arrumei as coisas e fui até ao centro da cidade beber umas cervejas. Coimbra é uma cidade diferente das demais. E mais diferente fica quando a noite entra fora de horas e as esplanadas ficam repletas de uma população diferente, muito jovem e muito bebedolas. Fiquei ali, a beber e a fumar, em silêncio, muito quieto. Depois levantei-me de um salto, enfiei-me no carro e fui.
Ao chegar a casa, já a entrar na garagem, António Sérgio brindou-me com este "Cowgirl in The Sand". Parei o carro no meu lugar de garagem, subi o volume áudio e deixei-me estar ali a ouvir e a rasgar-me de prazer."
sexta-feira, 30 de Junho de 2006
sábado, 31 de Outubro de 2009
Jesus desceu à terra
As batalhas não se ganham com Keirrissons mas sim com Saladinos.
Citação popular.
Jesus desceu à terra, e em via sacra, na cidade dos arcebispos. O arcebispado de Braga tralhou bem e restaura assim as esperanças do papado portucalense. A igreja sempre foi capaz de se regenerar e se para nós, moiros e sarracenos, até aqui estava a ser bom, a partir daqui estar à frente do inimigo é a prioridade absoluta.
No final, talvez esta derrota de hoje venha a ser considerada uma baixa útil porque é na terra que se prova o sal da vida.

