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Quero ver se não morro sem antes conhecer muito bem Manuel António Pina, que nos deixou fez ontem cinco anos. Passar pela sua obra é um arrepio constante. tocá-la, sentir os tons da sua pele, ah que sabor....

TODAS AS PALAVRAS



As que procurei em vão,
principalmente as que estiveram muito perto,
como uma respiração,
e não reconheci,
ou desistiram e
partiram para sempre,
deixando no poema uma espécie de mágoa
como uma marca de água impresente;
as que (lembras-te?) não fui capaz de dizer-te
nem foram capazes de dizer-me;
as que calei por serem muito cedo,
e as que calei por serem muito tarde,
e agora, sem tempo, me ardem;
as que troquei por outras (como poderei
esquecê-las desprendendo-se longamente de mim?);
as que perdi, verbos e
substantivos de que
por um momento foi feito o mundo
e se foram levando o mundo.
E também aquelas que ficaram,
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Neste dia em que se celebra o #DiaDaMulher e que, por uma vez, não sei bem porque raio se celebra o Dia da Mulher, pois tenho para mim que a mulher está no topo da pirâmide evolutiva de todos os seres vivos de que há memória e não precisa, portanto, de dias especiais de comemoração coisa nenhuma, mas enfim, já que se instituiu este dia eu, muito humildemente e em homenagem a todas as mulheres, gostaria de partilhar com as minhas amigas e os meus amigos a memória desta senhora que para mim simboliza, digamos, a mulher no seu mais sublime estado de capacidade, coragem, amor e visão da humanidade: Dorothy Day.
Pouco conhecida, obviamente, mas que eu insisto em "dar" a conhecer a quem estiver interessado e, aliás, relembrar que o Papa Francisco, aquando da sua visita aos EUA e numa sessão pública em que ele homenageou algumas figura heróicas da América, surpreendentemente referiu o nome desta grande heroína da humanidade.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Day

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Parabéns, Carlos. Chegámos à idade da cachaça, dos sabores fortes e  intensos. E como as melhores aguardentes, saberemos inspirar força e adstringência necessárias ao andamento perene das nossas vidas. Somos lima-limão suficientemente fresca e suave para poder olhar o que lá vem ao longe. Porque uma boa aguardente tem de saber chegar a velha, tem de saber guardar o tempo que passa e ganhar o tempo que vem. Um abraço.
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“Don´t think twice, it´s all right”
Olá Carlos, esse Natal? Espero que tenhas tido um bom Natal. O meu correu dentro da normalidade, correu bem, embora tenha vivido um bocado de nostalgia de quando não tinha o Natal a correr dentro da normalidade, de quando passava essa noite a ouvir Pink Floyd e a tentar perceber a ordem das coisas. Ou a desordem.
Neste Natal, Carlos, recebi um disco de Bob Dylan, prenda da Catarina. “The Essential Bob Dylan”. E lembrei-me mais uma vez de ti, amigo, dos teus discos de vinil, das nossas conversas perdidas no tempo. Num tempo em que éramos apanhados pelos momentos do agora e sempre. A vida era aquele momento especial e, olha, continua a ser, se calhar. O “agora” é uma coisa constante, perdura. Que confusão, amigo. São duas da manhã e eu estou a ouvir Dylan e lembrei-me de ti. Feliz Natal, Carlos.

Bob Dylan - 100 Essential Recordings (AudioSonic Music) [Full Album]

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Ao meu amigo Carlos Manuel Gonçalves Reis. Onde quer que estejas, mereces mais do que todos este Nobel Prize ao grande poeta das canções de todas as lutas, todas as filosofias, todos os romances e tragédias. Um abraço.

"Maybe your friends think I'm just a stranger
My face you'll never see no more
But there is one promise that is given
I'll meet you on God's golden shore"


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Bravo Mr. Robert Allen Zimmerman.