segunda-feira, 23 de maio de 2016

A propósito da questão Colégios Privados versus Escola Pública, acabei de ouvir: "Não havendo Deus, não há autoridade." (Pedro Arroja no ‪#‎portocanal‬). 
Ora, o meu Deus não é autoritário, e sou católico! O "antigo" entendimento do Deus Católico, sim, era autoridade, era descriminação, era um labirinto de preconceitos. Chegou a ser racista, misógino, elitista. O Deus Católico dos nossos dias, melhor dizendo, a sua interpretação, está bem patente no espírito do actual líder da Igreja Católica. É, portanto, o Deus que acolhe e dá. Não manda coisa nenhuma!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ian Curtis deixou-nos há 36 anos. Eu tinha 14, e já ouvia pink floyd, deep purple, neil young, graças ao meu irmão e aos meus amigos mais velhos. O Fernando, o Vitorino, o Sá e o Morgado. Depois, vieram os wham e outras cenas de que eu não gostava nada. Duran duran, ok, queen, fixe, mas um dia ouvi joy division no progarama dois pontos, de rui morrison, creio (nessa época eu só gostava de ouvir coisas estranhas, como tangerine dream e outras couves intragáveis). Quando descobri joy division ja não havia Ian mas também já não havia hendrix, morrisson...
Eram os gloriosos anos oitenta. As descobertas, as folhas caídas e o que era novo e fresco. The cure, u2, the cult. E depois parou tudo porque em 85 descobri os the smiths. Aí parou tudo e só nos intervalos conseguia ouvir outra coisa, outras coisas.
Faz hoje 36 anos que o ian nos deixou.

terça-feira, 10 de maio de 2016

É muito fácil perceber a bela equação da Direita: quer que os ricos estudem em bons colégios privados que lhes "dão" as melhores notas para entrarem nas excelentes universidades públicas, enquanto os pobres devem permanecer nas empobrecidas escolas públicas e assim serem empurrados para as péssimas universidades privadas.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

“O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up - for you the flag is flung - for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths - for you the shores
a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.

My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.” 
― Walt WhitmanLeaves of Grass

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Ao Espelho

E de repente chegas aos 
quarenta e tal anos 

e palavras como colesterol 
hipertensão astigmatismo 

começam a invadir a tua 
vida... Olhas para trás e 

o que vês? Uma pomba 
com uma das asas ferida 

condenada ao mais terrí- 
vel pedestrianismo 

Jorge de Sousa Braga, in 'Porto de Abrigo' 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O que.!!!!!!! Foi o Jonas que marcou o golo.????? Entao e' porque o Zenit, nao e' uma grande equipa.

Numa primeira avaliação dizer que esta vitória é sobretudo uma bofetada muito grande a todos aqueles que dizem, uns, e se deixam levar pelo que é dito, outros, que Rui Vitória só ganha a equipas mais fracas e que o Jonas só marca a equipas de menos valia. Ora, é precisamente aqui que eu quero focar o meu raciocínio. Perder com o Porto ou com o Sporting é sempre mau mas, cos diabos, tem de ser visto como um resultado possível e aceitável, dada a valia desses adversarios. Perder com o A Madrid ou o Zenit é o mesmo. Mas para a doutrina que corre nos média, nas redes sociais e nas mesas de café, isso é sinal de fraco, é um defeito. Ja perder com o União da Madeira, o Portimonense, o Feirense, o Famalicão, com o Arouca em casa, com o skerembeu (não sei se esta bem escrito), com o Kiev em casa, etc. ou seja, equipas de menos valia (e algumas delas de muito menos valia) isso já é normal, é acidente de percurso, é coisa de somenos, dados os sagrados objectivos que são, nada mais nada menos, Ganhar a Liga. E para se ganhar a LIga tudo se permite e desculpa. Ao Benfica é que não, porque o Benfica, aliás este Benfica, tem a arrogancia de querer disputar os jogos todos para ganhar, seja na Liga, seja onde for. E assim, vai perdendo alguns jogos, com certeza, e é natural que quanto melhor apetrechados estiverem os adversários, mais probabilidades tem o Benfica de perder. Não acham isto normal? Ou sou eu que estou errado? Pois, mas o mainstream do nosso futebol, a parvónia dos nossos comentadores, acha que não, acha que é anormal. Normal é perder com equipas fracas, seja em que prova seja, sair da LIga dos campeões por incompetência pura, ou nem nela entrar por pura incompetência, claro, desde que se ganhe ao Benfica.
Aqui chegando, e para terminar, dizer que já todos sabiam que para o Sporting não há honra maior do que ganhar uns joguitos ao Benfica e quando não o conseguem fazer nos jogos a doer, até os jogos da Taça de Honra têm sabor especialíssimo. Agora o Porto?, bem o Porto está a sportinguizar-se dia apos dia, tal é a alegria daquela nação por ter ganho um jogo ao Benfica mas mesmo assim continuar em 3º lugar e tendo o titulo como miragem, e perdendo jogos fáceis, muito fáceis, ainda por cima em casa, perdendo prestigio europeu (espera-se forte goleada amanhã), deixando-se ultrapassar pelo Benfica naquilo que tinha sido a sua melhor façanha dos ultimos anos que era ser o Porto o nosso melhor representante europeu.
Mas olhem que eu digo-vos isto porque é isto que eu vejo e oiço, é a alegria incontida dos portistas por já terem conquistado o seu campeonato: Ganhar uns joguitos ao Benfica. Viva, pois.

De resto, Rui Vitória mereceu esta noite europeia. Mereceu-a sobretudo porque a ama. É um benfiquista como muitos de nós, habituadinho a grandes noites europeias, a grande futebol de fino recorte, com sabedoria, calma e saber fazer. A nota artística vem no pacote. E as vitórias também.
Pode tardar mas o sucesso deste Benfica de Vitória não será uma derrota.