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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2011
Ocorre-me muitas vezes pensar em folhas amarelas caídas na terra lisa e penteada por pés apressados e mudos. Se elas falassem, quem as ouviria negava-lhes a audiência porque estão no chão e estão amarelas. Porque me ocorre muitas vezes pensar nelas, talvez eu me detivesse um momento, se elas falassem, e por certo reparava nas suas rugas e mazelas. E pegava numa e noutra e acariciava-as mesmo sem perceber muito bem o que falavam. Elas não se importam que não as percebam porque correm paradas no mundo à espera duma brisa que as arrume da multidão e só queriam ser escutadas por uns momentos. Porque elas existem e a passagem do tempo cravou-lhes marcas encorrilhadas de castanho e ocre. E gritam olás aos velhos arrumados nos bancos e berram às crianças arredias. E choram para os namorados felizes e imaginam o coreto cheio de música perfumando a multidão apressada e triste, cabisbaixa e muda. Nem os pássaros percebem tão grande angústia.
Por circunstancial conversa, fiquei a saber que há gente dotada de uma coisa que eu humildemente classifico de "inteligência hipócrita". Gente que, como eu, tem uma linha que demarca a sua vida pessoal, social e económica carregada de compromissos. Compromissos com a sua forma de vida, em primeiro lugar, e em seguida os compromissos com a sua vida enquanto gerentes de empresa sócio-familiar, na falta de melhor definição.
Ora essa gente tem, como eu, compromissos económicos de alta empreitada face aos dias de hoje, casa para pagar, contas e mais contas, filhos a estudar e mais o que só eles sabem para pagar. Essa gente dotada de uma "inteligência hipócrita" tudo aproveita para aforrar mais uns cobres, mesmo que ponha em causa os valores que norteiam a sua forma de vida que é uma coisa sem grande importância face à forma que querem dar à sua vida. E se hoje há casais que viviam sob um regime jurídico fora do casamento para assim pagarem menos impostos e que vão a co…
Hoje saí cedo. Fui passear o cão, passei no quiosque e "bom dia Dona Ilda! Bom dia, quer a bola?".
Não compro a bola nem nenhum outro jornal, tirando o Público dos sábados por causa da Fugas porque Gosto de ver aquelas coisa de viagens e vinhos embora não tenha viajado nada e ande a beber um Douro Pingo Doce de euro e noventa. O meu cão já percebeu que eu gosto de deitar os olhos aos jornais da Dona Ilda e passarteia por ali sempre muito ansioso para ir embora. Está velho e não quer confusões. Gosta de cagar na passadeira vermelha que o dono do talho colocou no passeio, como se aquele fedor a carne pudesse ser dissimulado na cor berrante da carpete, mas aquilo não é uma confusão para ele; é se calhar uma forma de me dizer "tás a ver man, andas sempre com o Benfica na cabeça mas eu cago para o vermelho" e apetece-me logo dar-lhe um cachaço, sendo que ele pensa que eu acusei a boca, porque para ele cagar numa carpete vermelha de um talho não é constrangedor a não se…

puro filme

Aquela gaja entrou no parque de estacionamento ao volante de um Benz descapotável, putos atrás bem dispostos, e não teve qualquer problema em estacionar o bólide no lugar reservado a pessoas com deficiência, um lugar mesmo ao lado da porta principal da Fnac. O segurança zeloso passa habitualmente o parque a fio procurando irregularidades mas no caso da gaja do Mercedes não havia nenhuma irregularidade. Uma gaja que estaciona ali e faz dos outros parvos não está no Manual de Operações e Standards dos seguranças, a não ser que tivesse vindo de Clio. Mas não. esta tinha o perfil do cliente tipo da gigante cadeia de lojas Fnac, não ia ali ouvir umas demos, ler os preços de um ou outro livro ou depositar impressões digitais nos ipades. Era certo que havia de regressar ali com carradas de jogos digitais, talvez um livro e um disco do Carlos Santana.

O meu cigarro só me deixou ver até ao momento em que o segurança zeloso ignorou aquele Mercedes descapotável estacionado num lugar reservado a …

cada coisa...

Hoje já tenho quarenta e cinco anos e acordei muito cedo. A manhã estava bonita, argenta de um nevoeiro cunhado no Douro que é prata, e o sossego destas manhãs colhe-me sorrisos de privilégios.
Ando um bocado fodido, é verdade, mas ainda assim tem-me dado para olhar para diante e sorrir para o nevoeiro. Bem sei, confesso, que tenho um defeito, uma falha. Nasci com uma falha sem remédio. Uma deriva de me empascaçar de mim mesmo, que é uma coisa defeituosa e peçonhenta. Talvez se tivesse um cancro as coisas pudessem ser diferentes. Talvez aí eu deixasse de ser um ser defeituoso para ser um coitadinho sem cura. Mas com esta falha que carrego nos ombros é que não sei lidar. Não há médicos nem medicamentos nem "quimios". Só nevoeiro melancólico e mais nevoeiro melancólico.
Se em certo dia tenho ideia de génio, logo no momento seguinte a falha resolve empatar o feito. Sou em mim um desalquimista catedrático, especializado em transformar em lata o ouro da minha vida. Não sou fadi…
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Discussing the Divine Comedy with Dante


Fantástico, não acham? Contudo, enviei os seguinte comentário aos autores: Hello,Great Job! Please dont forget Fernão Magalhães and Vasco da Gama, two portuguese navigators from half of first millennium wich have changed the world up to the modern era with their contribute. Thanks for giving me a chance of talking about this two portuguese, because as you know, the world must notice that Portugal is not Spain ;)

Milionários promovem milionários ou a vergonha das televisões noticiando anúncio do banco Millennium

"Mourinho a escolher uma marca é muito selectivo" é grave, muito grave caro Sr. jornalista Nuno Luz.


Vergonha. Agora sim, batemos fundo com o jornalismo transgénico a ser-nos entregue descaradamente nos principais serviços noticiosos. Vergonha de RTP e SIC a fazer notícia da publicidade do Mourinho ao banco Millennium. Milionários  promovem milionários. Quanto não deve ter o banco pago para que um dos seus mais caros anúncios de sempre seja propagandeado desta maneira nos telejornais? Vergonha.

A propósito de uma conferência sobre Segurança na Internet realizada Na Escola Secundária de Carvalhos

Ontem, no âmbito do dia europeu da Seguranca na Internet, fui assistir a uma conferência sobre Segurança na Internet realizada na Escola Sec de Carvalhos e que teve como orador o Dr. Agostinho Frias (GIFT da DREN).

Da presenca dos pais notei aí uma meia-dúzia, o que demonstra uma falta de interesse preocupante em matérias como esta. Mas também é necessário dizer que os pais desinteressados não perderam grande coisa. De facto, a dita palestra foi muito pobre. O orador é um funcionário da DREN, professor de filosofia que, ora vejam lá, amandou-se para a DREN onde faz parte de uma equipa de trabalho na área da formacão nas novas tecnologias. De modo que passei ali duas horas a ouvir explicaões frugais sobre a internet, sobre o Facebook, o Wikileaks e outras couves misturadas com videos de extractos informativos da rtp e da sic sobre os mesmos. Alguns conselhos sobre filtros e anti-virus, historietas contadas na primeira pessoa e um pequeno debate de 10 minutos sobre o verdadeiro motivo …

Em Badajoz ninguém vos conhece.

Que cinismo intelectual esta cena do Luís Pedro Nunes e da Clara Ferreira Alves relativamente aos Deolinda. ..Estes intelectuais de pacotilha são pagos para dizer tanta atrocidade, arrogantes do alto da sua ridícula escada do figurismo público.
O velho Pulido Valente foi honesto, esse sim, relevando o papel verdadeiramente catalisador dos Deolinda. Agora estes maninhos + velhos...bem instalados na vida e a falar desta geração sem emprego. Do alto da sua arrogância nem percebem q é de pouco o que percebem.

Escória de gente que é paga pelo sistema para falar do sistema. Párias da bovinidade intelectual e da bóbinidade lambecus, q é o mesmo q "venha o guito pq eu é q estou a dar". Pois do alto da minha minoritária representatividade eu digo "Fodeivos ó artolas, em Badajoz ninguém vos conhece".