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A mostrar mensagens de Abril, 2011

Manifesto

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A entrevista de Jerónimo de Sousa à Sic teve, entre outros, este mérito: apontou o meu caminho como cidadão e comunista.
Não é fácil, de todo, bradar armas contra a Europa após 25 anos de casamento. Os mais novos não sabem o que era este país em 1986, por isso facilmente encaram esta hora de pagar a factura como uma afronta, uma ofensa imperdoável dos endinheirados europeus. Nao é fácil explicar-lhes que foram os pais deles que esbanjaram todo o dinheiro em seus caprichos, suas fortunas, seus compadrios e suas ambicões pessoais.
Somos um povo, como disse um dia um romano famoso, que nem se governa, nem se deixa governar. Por isso, nestes dias em que todo o mundo percebeu que jamais nos governámos, não é difícil aceitar que também não queremos que nos governem. Isso é que era bom, não era? Era, mas não pode ser.
Temos, porém, a obrigação de saber honrar o nosso destino que é, antes de mais, sobreviver, que outra coisa não fizemos desde Egas Moniz. Temos de saber traçar o nosso fado sem andarmos sempre a lamentar não termos ido ao casamento dos Reis Católicos, e sem insistirmos na teimosia enganadora de …
As eleições, Ou melhor a golpada, estão à porta e eu nem sei que vos diga. Que desta vez tenho mesmo que votar no Sócrates, por voto útil, utilíssimo, logo agora que o PSD ensandeceu, muito por via da imaturidade do seu líder, somada a uma insana sede de poder, é uma vontade que me assalta a ideia. Como cidadão preocupado e comunista convicto, sinto-me impelido a votar útil. Não consigo aceitar que um partido que quer mandar, tenha nas suas listas de candidatos a deputados da nação um naipe de fulanos que surgiram do nada para se posicionarem no plano político de mão tão beijada e lambida. Fernando Nobre, esse barbapata da cidadania, afundou a réstia de credibilidade que tinha, trazida pela mão da AMI, que lhe deu seiscentos mil votos nas últimas presidenciais e, até por via de tal mediatismo, dispensa qualquer tipo de consideração. Mais um que se enamorou pelas luzes da ribalta. Mas há pior. Carlos Abreu Amorim, sim leram bem, essa peça enfezada do simbolismo regionalista, ultra-libe…
Estou lembrado duma coisa. Estar lembrado não é bem o mesmo que lembrei-me. Acho que não, que é diferente. Estar lembrado é uma coisa que nos vem à ideia, uma marca que nos está cá dentro e de tempos a tempos salta-nos cá para as praias do pensamento. Por isso digo, estou lembrado de quando era pequenino e tinha mais ou menos seis anos e nas manhãs de inverno vinha para a rua brincar num passeio largo feito de calçada portuguesa que existia e ainda existe no largo de Nossa Senhora de Fátima, em Vermoim Maia, mesmo em frente à porta da casa que eu habitava com os meus avós. De manhã cedo o passeio estava coberto com uma fina camada de geada e nós fazíamos ali umas patinadelas enfiados numas botas pesadas e velhas e às vezes engatavam-se-nos as biqueiras nas falhas dos paralelos e era cá cada tombo que meu Deus!
Depois, eu e o Zé Fernando, quase sem termos frio, cantávamos uma lenga-lenga inventada por nós e que começava sempre por "no tempo em que os animais falavam" e depoi…
E então ele chegou lá e disse "foda-se lá para esta merda de vida que eu levo!" e ficaram todos pasmados porque jamais lhe tinham ouvido um palavrão. E ralhava com as raparigas da família, chamando-lhes de puta para cima. Ora isto aconteceu porque tinha de acontecer. Como quando se começa a fumar tarde de mais, ou mesmo algum vício desproporcionado. É a conta de cada um, dizem os mais velhos, e deve ser, que um homem tão ligado nas coisas de Deus, tão aprumado e bondoso, só pode descambar na palavroada porque naturalmente tem de ter a sua conta em dizer palavrões. Pois que os diga. E nós todos também. Gritemos palavrões sem poupar. Todos temos a nossa conta em palavrões, foda-se.
Caro Sr L F Vieira, estamos a ser falados na Europa não por termos perdido, sim devido à atitude indigna perpetrada por V. Exa. Demita-se.
Como Benfiquista, sinto-me repugnado com esta deriva terrorista encabeçada por si. DEmita-se.

O meu Benfica tem um problema grave e urgente para resolver: afastar do clube esta raça de cães danados, mal-formados, como é o seu caso Sr. Presidente. Demita-se.

Como benfiquistas temos de fazer uma reflexão profunda. Não nos revemos nesta atitude desta direção que se comporta ao nível dos fracos. Basta!

PS: A falta de classe da gente que manda no Benfica é o que mais me entristece. Perder um campeonato não é nada de mais. Perder o fair play é ser o último. Perder a noção do ridículo é ser pobre, perder o respeito pelo maior clube português é ser ingrato.
Parabéns aos portistas. Que festejem em paz porque eu também gosto de festejar quando ganho...