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A mostrar mensagens de Junho, 2005
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vá a este site comprar uma almofada da sharapova.
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quando eu era puto gostava era das "doce". aquelas gajas cabeludas com o papo a pulsar nas calças de napa e os decotes a segurarem aquele monte de mamas. gostava delas todas. punha-me a imaginar aquelas bouças, cheias de mato preto e louro.agora ninguém gosta de pinhais, eu sei. mas para mim, na minha adolescência, um pinhal tinha de ter mato, tinha de ser denso, de pinho alinhado e de finas agulhas ou então de austrálias claras e de copas largas. tinha de ser assim. agora tudo é diferente, e ainda bem. mas as "doce"... as "doce" eram o meu relógio sexual. uma da manhã e lá estava eu a namorar a terceira "doce" da fila.elas faziam fila para mim.
uma "girls band" como aquela nunca mais temos. acabou-se.
de modos que tu, pá, tu chegas a casa e queres tomar um bocado de ar e ligas a televisão e fica tudo poluído. andam uns enfermeiros a fazer greve e os velhinhos não têm quem lhes acuda. os enfermeiros são uns interesseiros do caraças, pá. seguiram o exemplo dos professores que deixaram os alunos num stress do caraças provocado pela incerteza se iriam fazer um exame ou, "al mejor" iriam passar uma tarde na praia a enviar sms às namoradas e elas, as gajitas, a olhar os traseiros dos "mecinhos". de modos que tu, pá, cota, barrigudito, ficas parvo a olhar para este país mais velho do que tu e cada vez mais preguiçoso. grevista. precisado de esforços das gentes, dos anos de trabalho das massas, dos créditos pagos e dos corsas acima dos 10 mil euros. os corsas estão todos nos stands e nas fábricas. não vendem. a malta produz mas a malta não compra. a malta quer férias e nunca mais vem o futebol. no futebol é que se está bem. o craque vai de férias em junho, época baixa e…
Agora ninguém me conhece. Posso falar mal dos pretos e dos ciganos, posso criticar até me fartar porque não tenho cara. É fácil assim. Manda mail que eu aturo-te. Bota aí comentário malandro que eu não tenho olhos castanhos ou verdes ou o raio que o parta. Posso roer-vos o juízo à vontade, plagiar-vos, achincalhar-vos. Nada me impede de ser um fedelho. Viva!
Há arbustos que não param de crescer, menos a minha buganvília. Há uma espécie de flora, muito “verdasca”, muito colher achada forreta “lavajada”, que nasceu e floresce aqui nesta comunidade.
No passado almoço de bloggers um amigo destas andanças confessava-me, algo irritado, que sentia essa corrente de opiniões muito concordantes, muito alinhadas. E eu acrescento que também acho. E acrescento que isso são coisas muito próprias de gente que andará nisto apenas e só porque não consegue nada de nada na sua vidinha miserável. Gente que se apresta a lamber o cu dos "de referência", que não demora em jurar que ama os caralhos que se aborrecem com isto e que se vão embora, gente que está na primeira fila para se solidarizar com o desaparecimento do gato remeloso da não menos remelosa madame-condessa-de-segur, espécie cada vez mais profícua e fortemente incentivada pelas carcaças velhas do meio intelectual dos 1550 visitantes de blogs e dos 625 telespectadores de canais cabo, pagos…
O sapo barnabé está a rebentar, de tanto engordar. Utilizaram as técnicas dos Caldeiras e, tal como no FCP, têm um plantel de quase quarenta elementos e depois, as vedetas, os Bennis e os Dannis, zangam-se e querem bater com a porta. Não sei qual o motivo da zanga nem vou ler. Aliás já pouco visitava aquele outrora excelente blog. Mas não é apenas por causa das aquisições. Ninguém pode esperar outra coisa de tipos como o Daniel que, ao sair do anonimato, desata a aparecer na televisão, nos mais belos programas pastiche rosa (nem sei se ele foi ao pastiche azul cueca da rtpn e do Francisco José Viegas) e aparece a escrever no Expresso. Um tipo destes passa a estar acometido de tiques de pereiras coutinhos e mesmo de seabrismo compulsivo. Um homem assim só se pode zangar e bater com a porta e acabará, irremediavelmente a aparecer em programas com o Carlos Castro e o Tino de Rans. Só pode.

Ora bem, dizia eu que o barnabé está a rebentar. Pois que estoure!

qualquer coisa sem maiúsculas

isto é filha da mãe. é madrugada de segunda-feira. bebi cinco bohemias, da sagres, e joguei um poker fixe. e isto é filha da mãe. consegui um puto dum emprego. numa época de crise arranjei coragem para jogar um lance de poker. arrisquei tudo e ganhei. filha da mãe! se um tipo é caguincha não vai a lado nenhum. um tipo arrisca, manda um lance para a mesa e vai a jogo e ganha. filha da mãe.
depois, fui à praia, li que me fartei e adormeci. não fui à água, embora boa, e fumei uns tantos cigarros. e pensei em quase tudo, desde gerir o nada até do nada fazer alguma coisa. importante isto! e bebi cinco bohemias, da sagres, boa cerveja com um travo rude no final. boa cerveja! e paguei copos, que adoro pagar copos. e fumei, que adoro fumar. e ri e disparatei e tudo. hoje a semana começa mais cedo. hoje penso em todos aqueles que preferem o conforto do amén. o amén dá glória e pensem nos quatro momentos finais, segundo o eclesiastes da bíblia sagrada. a morte, o julgamento, o inferno e o caral…
De tempos a tempos alguém resolve organizar um almoço, ou um jantar, tanto faz, e a malta adere. Ou melhor, alguns aderem. Hoje houve mais um encontro de bloggers aqui em Vila Nova de Gaia, a minha terra. Eu faltei mas fui. Melhor dizendo, apareci lá para um café com queijo da serra e toucinho-do-céu que adoro, e uma amêndoa amarga fresquíssima e muito bem “alimonada” pelo Orlando. Conhecem o Orlando, não conhecem? Pois, foi ele quem organizou o almoço. E eu gostei de conhecer o Luis Ene, o Carlos e o Rogério. Já conhecia outros colegas mas foi bom rever o Frederico e o Nogueira. Ah pois, e falou-se de livros e de critérios e de propriedade intelectual. E tiraram-se muitas fotografias que eu espero poder ver publicadas algures (a minha tromba podem publicar à vontade porque não tenho aspecto de metrosexual nem de artista porno). No mais, lá tive que os deixar, os convivas, em amena cavaqueira. O “Tromba Rija” está bom como sempre, os empregados são uma simpatia e só fez falta quem lá …

Símbolo internacional do casamento (estamos feitos)

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via attu
É S. João e nas redondezas quase toda a vizinhança lançou fogo de artifício. O pior é que há matas e pequenos pinhais a arder. Não há leis? Já não há fogos que cheguem?
hoje é s.joão na minha terra. eu gosto muito do s.joão.no s.joão assamos muitas sardinhas e fêveras e pimentos e comemos muito até à meia noite. depois lançamos fogo de artificio e dois ou três balões de s.joão.eu gosto muito do s.joão porque raramente chove e não é necessário andar a comprar prendas ou a estrear roupa nova. os natais e as páscoas deviam ser como o s.joão.
Calquei um tremoço que chorou, num grito de desespero. Um tremoço amarelo, seco do sol, caído na beira da estrada. E chorou. Porque bem podia ser uma formiga, um caracol, ou uma pastilha elástica. Os grandes calcam tudo o que os rodeia e é pequeno. Os grandes nem sabem bem distinguir se é choro, ou apenas o grito da sua passagem impiedosa, aquilo que ouvem. Apenas têm olhos para a meta.

summertime

É Verão. Faz hoje um ano JPP montou o seu telescópio e disse que a lua estava em D, finíssima. Hoje fui à janela e vi a lua a fazer beicinho, tristíssima.
Se um dia eu quisesse escrever um poema fazia-o assim, despenteado, incoerente, calcado por manias. Salpicado. Casto de concordância e despido de semântica. Não sei. Se eu um dia quisesse escrever um poema adoptava o teu estilo, decalcava-o com papel vegetal e seria um poema tal. Se eu um dia quisesse, e o mundo deixasse, eras tu a minha lousa preta onde eu riscava com aquela pena às risquinhas e fazia um barulho verrinoso e continuado, corta diamantes.
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Isso mesmo! Pare-se com a política, esqueça-se o debate absurdo de livros-blogs, aclame-se o Tiago e celebre-se Angola. Saúde-se Guiné-bissau e comemore-se o S. João. Semanas assim são raras, dá para ver. E raros são os dias calmos, de sol e praia, onde tudo parece brilhar em cada olhar, fio dental ou peito mais vistoso. Dias destes, de verão anunciado, de solstício quente, o que apetece, para além da cerveja fresca, é uma boa sardinhada com muitos pimentos verdes e vinho branco, fresco e Alvarinho, ou da Lixa, que se lixe. O que apetece é o ritual, as crianças, os martelos de plástico, o alho-porro e a salsa. As caminhadas até à Foz e o fogo no Douro.

E fazer quadras sanjoaninas a preceito…
Não é por nada, mas, por exemplo, esse filme que anda aí nos cinemas, protagonizado por Brad Pitt e por Angelina Jolie é uma produção marcada por grande promoção publicitária. Resultado: vai gerar uma grande afluência de público e, depois, porque o filme é realmente uma bosta de filme, o “boca a boca” vai fazer com que a sua retirada de cena seja realmente muito mais rápida do que os seus promotores gostariam.

retratos

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Passei a tarde em casa. A praia esteve apagada de sol e o Alexandre despediu-se de mais um ano (o último por vontade dele) de catequese. No AXN, canal de plástico da tv cabo, passava uma reportagem sobre a Triple Crown do Havai, em Surf. E ali quem desancava era o autóctone Sunny Garcia, se não me enganei no nome. Um moço preto, surfista, a malhar nos de fora, branquinhos mas respeitadores dos preconceitos do anfitrião. Gostei de ver aquela frente nacional a esbofetear tudo e todos: “De onde venho quem olhar para a minha mulher leva porrada”. Boa Sunny!
O silêncio de muitos quanto à manif da Frente Nacional marcada para esta tarde (principamente deste) explica muita coisa. Voltai velhos tempos, estamos à espera.

let's party (who's in charge?)

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livro - painéis de s. vicente de fora [aqui]
É claro que um blog pode passar a livro. A ponte existe e basta um pouco de margarina vaqueiro e já está. O problema não é esse. O problema é o critério. Se um dia eu pretendesse publicar um livro jamais seria a partir de um blog.
Para mim escrever um livro é, neste momento, uma empreitada impossível porque não sei escrever um livro. Simples. Escrever um livro tem de ser algo muito especialmente artesanal, talvez uma coisa única que possa dar frutos.
Portanto, eu tenho sido crítico de alguns livros que nascem a partir de blogs, não pelo facto de criticar por criticar mas sim pelo que significa para mim o acto de escrever um livro. Já sei que há imensos livros que jamais foram “escritos”, jamais foram arte. E vendem. Parabéns para os autores pelo dinheiro que ganharam e não pela arte que nunca o foi. É nesse sentido que me atrevo a não comprar, a não ler e a criticar certo tipo de livros. É a visão tranquila de alguém que continua a ver um livr…

sangue de gaja

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Sinceramente, Francisco, o seu texto de hoje do JN deixou-me de boca aberta. Sim senhor! E logo numa maré de obituários e quejandos, vem o estimado com uma palestra muito interessante sobre gajas a escrever bem em Portugal. Adorei. Principalmente porque sou leitor de quase todos os blogs que refere, se bem que, cá para nós, há um blog que está para a blogosfera como rissol de camarão para casamento: aparece sempre.
Bom, Francisco, de modos que eu decidi que este blog precisa de sangue novo. Sangue de gaja. E portanto, está aberto a inscrições femininas, sendo que o único requisito será ser gaja mesmo e, pronto, se não conseguir chegar aos calcanhares da Rititi, que seja ao menos uma bomba.
O problema da maior parte dos bloggers é que vêem demasiada televisão, ouvem demasiados debates e lêem demasiados artigos de opinião. Muitos já não sabem o que é uma cervejinha geladinha, um cigarro e dois ou três palavrões. Se calhar nunca jogaram à lerpa.
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Which Six Feet Under Character Are You?

You are Keith, boyfriend to David Fisher. You are a
tough cop who doesn't take anyone's shit. And
if you have to shoot them, so be it. You're a
bit of a live-wire when things piss you off,
but you're always there when someone needs you.


via a razão das coisas

a piada da semana

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Os “arautos da verdade” insistem e persistem na ideia de que Cunhal queria impor uma ditadura soviética em Portugal. Apesar disso não passar de um famigerado “se”, o facto é que isso vai vingando, tal a força dos “média” e o empenho dos “opinon makers”. Pergunto eu se naquele quadro de guerra-fria entre América e União Soviética de então, não terão sido os americanos e os ingleses, os tais amiguinhos de Mário Soares, que o manipularam (ao Soares) e fizeram sobressair naquela cabecita oca a ideia de que Portugal seria a nova Cuba da Europa, até como forma de mostrarem aos Russos e ao mundo que eles, os capitalistas, estavam a recuperar e a ganhar terreno, tal como o viriam a fazer na Indonésia, travando a autodeterminação de todo um povo- TIMOR -, condenando-o ao jugo imperialista de Jacarta. Tudo isto foram iniciativas Americanas para combater o inimigo URSS, em todas as latitudes. E aqui valerá a pena uma outra equação: Cuba é um estado falido hoje, também graças a eles, aos american…
Caro besugo,
Finalmente falaste sobre Pedro Barbosa. Ele é, para mim, um tipo de tomates, mas legou para a história do futebol a elegância e a forma delicada com que sempre tratou a bola. Há quem tenha tomates para muitas coisas. Uns até têm três, vê lá tu.
Nos dias de hoje pode-se encomendar uma latinha, estás a ver uma latinha do tipo feijão compal?, abre-se e coloca-se à janela e nascem tomates, pequeninos, redondinhos, e vermelhinhos. Mas colhões nem todos têm. De fibra, revestidos de escroto de alcatrão. Resistentes à humidade moral, ao caruncho sacro. Colhões desses duram anos, ultrapassam memórias e, às tantas, porque são de carne, morrem. E fazem-se-lhes loas, homenagens. Não por serem velhos, mas por serem colhões. Os tomatinhos vermelhinhos redondinhos bonitinhos continuam enlatados, protegidos, confortavelmente regados e amaciados e são tão lindos e perfeitos que todos os querem. Nabos.
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"O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul."

Amoras, de Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")

1913-2005

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Ó revolucionários chorai,
Não demoreis muito mais tempo,
Porque obituários surgirão,
De penas prenhes de munições.

E vós, gente da beira da estrada,
Tirai as boinas em sentido.
Olhai que ele nunca chorou,
Nunca beijou
Nunca traiu.
Tirai as boinas vermelhas
E acenai.
Ele vai de passagem.
O Murcon apresenta-nos um estudo [esta ciência]que nos informa de que olhar para as mamas é bom para a saúde dos homens (e para as lésbicas, penso eu).Mas olhar para estas pode ser frustrante.

como aprendi a deixar de me preocupar e a amar a bomba

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Eu estava quase inclinado a escrever qualquer coisa sobre ao desaparecimento do camarada Vasco Gonçalves. Talvez movido pelo impulso revolucionário que tenho, associado à necessidade de me conter para não ferir susceptibilidades, o melhor mesmo é não o fazer. Vou antes visitar uns tantos sites sobre pornografia, visitar meia dúzia de blogs eróticos e o resto que se foda. Que se fodam esses reaccionários da merda que, de tão bestas e calcinados, já escreveram tudo. Está lá tudo!
Mais logo vou ver aquele filme de Stanley Kubrick, de 1964, que trata da guerra fria e de tudo o que ainda vai nas cabecinhas desses idiotas.

Adenda: Nos extras deste excelente DVD comemorativo dos 40 anos do filme Dr. Strangelove, aparece alguém a contar que Ronald Reagan, logo após tomar posse como presidente dos EU, pediu, ansioso, para lhe mostrarem a Sala de Guerra em Washington, onde lhe disseram que aquela sala nunca existira senão no referido filme de Kubrick. Pois pois.

morreu um dos nossos

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Vasco Gonçalves

nem fodem nem deixam foder

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SE O REFERENDO ao Tratado Constitucional Europeu em Portugal fosse hoje, tudo poderia acontecer. Numa simulação do referendo realizada esta semana pela Eurosondagem para o EXPRESSO, com voto secreto em urna, o resultado foi um empate técnico: 50,8% dos portugueses disseram «Sim» ao Tratado e 49,2% votaram «Não».
In "Expresso"

O underground de carcavelos

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Depois de uma tarde de praia, resolvi rever “Underground” de Emir Kusturica. Viajei para longe, portanto. De modo que só à hora de jantar soube do nosso “underground”, isto é, os lisboetas foram de férias para o Algarve, em massa, e os que não têm massa ficaram-se por Carcavelos. Pior do que ficar em Carcavelos por não se ter massa é ser-se atacado por uma massa de tipos “ground zero da massa”. Assaltados por cerca de 500 meliantes, pretos, dizem, e a mim isso diz nada porque se há segregação e desgraça e desemprego quem paga são as minorias étnicas, e, portanto, é natural que daqueles 500 bandidinhos muitos sejam pretos, os lisboetas apanharam um grande susto. A outra metade que foi para férias deve estar aliviada e a dar graças a deus por não ter ficado naquela “Adega”. O nosso Marko (isto já é analogia com o Underground do Kusturika) deve andar num corre-corre a atrasar as horas. Não vá o desgraçado do povo perceber que afinal não há crise nenhuma e que ele também poderia estar a g…

espantos food-i-do's

espanta-me:
- O besugo ainda não ter falado do Pedro Barbosa.
- Ainda não ter visto aquele acolhimento lamechas, graxa e corporativo ao "blog pelo sim" de Marcelo Rebelo de Sousa.
- Os cartoons do Blasfémias ocuparem tanto espaço no blog.
- Essa tendência de fechar o blog porque se vai de férias ( curioso porque muitos encerram definitivamente os seus blogs deixando-os, contudo, disponíveis para serem lidos.
- O CAA ainda não ter elogiado a fabulosa goleada de "quatro a um" imposta ao Benfica, aliás em casa do Benfica, pelo FCP (Juvenis).
- Não haver despedimentos nos blogs colectivos (face à crise de ideias).
- O afixe ter sido ultrapassado em visitas diárias pelo Abrupto. Note-se que o afixe é um blog colectivo, bem escrito (malgré la lagartage!) e já deu livro.
- O Dragoscópio ainda não ter sido publicado em formato livro de bolso europa-américa.
- A lolita ainda não se ter inscrito no almoço de bloggers do próximo dia 25 de Junho, no Porto, aliás, em Gaia.
- O incomensur…
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As mulheres são especialistas em muitas coisas. Sofisticadas, preferem contar as suas histórias num estilo “crónica feminina” fingindo pouca profundidade escondida na sofisticada ressonância do seu dia a dia. Uma mulher que se diga moderna recusa o histerismo, aprova as matérias fracturantes e lê muitas revistas. Está pois treinada para ler coisinhas sobre tudo e nada que podiam ter acontecido com elas. Ao lerem uma frase do género “ Entrei no autocarro e ele lá estava, cheiroso como sempre. Olhei para o seu traseiro e só me apetecia come-lo” imaginam de forma fértil a possibilidade de terem um flirt com o colega de escritório, também ele bem cheiroso e de bom porte, nada a ver com o pasmonço que dorme com elas, que ressona e se peida continuamente e ainda por cima desarruma a casa como se isso fosse imperativo para que ela ficasse em casa nas tardes de sábado. Ora bem, este tipo de escrita, moderna e universal é um produto que pega bem porque as mulheres, sofisticadas, estão-se nas t…
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Afinal sempre é o Koeman, aquele tipo cara de mau que nos ganhou uma Taça dos Clubes Campeões Europeus. Sim, ainda no tempo em que só os clubes campeões participavam naquela prova. Esse Koeman dos petardos, cara feia e bom rapaz. Um Jorge Costa anos oitenta. Claro que o escutei com gosto e percebi-lhe o pragmatismo de quem acaba de entrar num clube campeão e onde ninguém o obrigou a dizer que “vai ser campeão de certeza”. Mas confesso que esperava mais audácia, ou melhor, mais descaramento. Pode ser que esta laranjinha me surpreenda.


Também gostei de ouvir Pedro Barbosa. Sempre apreciei os ditos do Pedro que nunca foram daquelas frases feitas, à futebolista, lugares comuns etc e tal. O Pedro sempre foi assim. Um rapaz coerente, sério, elegante na forma como fala, sem medo, contudo, de dizer as coisas que são para se dizer.


E Portugal lá ganhou, à Benfica, melhor dizendo, à Trapatoni. O Scolari realmente é um gajo de sorte. Aposta numa equipazinha á moda dos seus interesses corporativos…

la vache qui ri

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Há vinte anos atrás eu fui ao cinema Sala-Bébe ver o “Paris, Texas” de Wim Wenders. Adorei o filme, claro está. A banda sonora, a fotografia e os excelentes planos e textos e a Natasha, claro. Tinha os meus 18 anos, estudava e andava à boleia. Casamento era, para mim, uma projecção. Um telhado que eu via e nem imaginava como chegar lá. Por isso adorei o gajo do filme, a panca dele e o olhar despojado em busca do “eu”, atrofiado no betão armado.
Ontem voltei a ver o filme. Vinte anos depois, casado, pai de filhos e cheio de sentimentos destes, de quem está casado e é pai e, claro está, ainda com aquela alma de viajante perdido. Uma história senhores. Uma história. Deliciosos textos de amor e paixão paternal que me arrebataram, agora, vinte anos depois. Porque sou pai.

Depois de um almoço bom tenho sempre vontade de escrever qualquer coisa no meu bloguito. Por vezes surge-me inspiração aceitável, que não agora, e lá me sai qualquer coisa "de dentro da alma". E uma vez aqui, apetece-me falar de "Quim Barreiros". Aquela letra do ténis que é duro e ele vai ajuda-la a enfia-lo tem muito mais sabedoria do que os milhares de livros recém editados e que nascem do mesmo útero: "o pimba"

ele chegou!

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O Alberto João Jardim chamou “bastardos” a uns tantos jornalistas, e chamou-lhes isso para não lhes chamar “filhos da puta”. Eh lá!!! Alto e pára o baile. Malcriado, o político desta vez ultrapassou as marcas. Matem o homem, seus cubanos, esfolem-no sem dó nem piedade. Seus criadores de gado. Vaqueiros de fraca carne. Lambei as beiças de apetite voraz porque o homem falou um palavrão. Ó diabo! Soltem os cães e chamem a polícia. O homem é mau e a nação, as instituições e os jornalistas, tão bons, não o merecem. Morte ao jagunço. Viva a moral.
Hoje acordei a espirrar. Trinta mil espirros não chegaram para expulsar tanta merda dentro de mim. Não sei. Talvez tome qualquer coisa a ver se isto passa. Entretanto li umas coisitas e verifico que tudo continua na mesma. Uns, insultados, passam-se dos carretos e outros, elogiados, têm orgasmos de futilidade. Outros ainda, elogiadores, passam paninhos de unto nas feiras de vaidade, a ver se aquilo vende alguma coisita.
Outra bosta que anda a infestar as caixas de e-mail é o apelo à iniciativa de se botar uma bandeira preta na janela no dia 10 de Junho. Meus amigos, tenham juizo.
Celebrar Portugal é uma coisa, fazer figura de urso em favor de uns certos ressentidos com a política, uns certos cagalhões ressabiados que aproveitam tudo para manipular as massas...isso é que não.A minha bandeira é vermelha e às vezes também leva tons de verde.
Isto dá-me para rir. Pronto, que querem? Podia dar-me para gritar ou chorar ou o caralho mais velho. Refiro-me a mais um criativo do "NÃO". Agora há um "movimento dos blogs pelo não" (sem links, humpf).Com direito a banner e tudo. Eu já sabia que ia votar "não" se e quando for chamado a votar sobre o tal tratado. O que eu não sabia, nem esperava, era que houvesse tanta bota quadrada a botar corrimento nasal sobre essa merda do "não". Falta de ganza é o que é.

quem tem estas regalias não tem crise

Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados
não foram eleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores
actividades.Sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos.
Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração:

- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou
governo. Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários
(68.980 euros). Feitas as contas e os deputados que saíram o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.

No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou
pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas
aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.

Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
- Almeida Santos ........................... 4.400, euros;
- Medeiros Ferreira .…
A verdade é que os europeístas e os federalistas andam num stress tremendo a reflectir a Europa. Esta merda de Europa velha e falida, egoista e narcisista, hipócrita e tecnocráta. Eu cresci a cantar "quero ver Portugal na CEE" e disseram-me que iam construir muitas estradas e iam formar muitos operários e havia dinheiro para tudo isso. E disseram-me que Portugal ia fazer parte do comboio da frente. Depois impuseram-me uma moeda que colocou em pantanas o meu orçamento familiar, deixaram que tudo o que era indústria fosse por água abaixo, blindaram o Algarve com serviços de turismo de terceira e inundaram os supermercados de tudo e mais alguma coisa, normalmente rasca e falsamente barata. Eu nunca fui europeísta e sempre contestei essa merda toda. Desde Mastricht que me interrogo sobre se valeu a pena esta aventura que, convenhamos, encheu de dinheiro alguns espertalhões e cavou um fosso ainda maior entre pobres e ricos. Como a Perestroika, que fecundou novos ricos e como se v…
Causa-me espanto assistir a essa nova tendencia de "dizer não ao tratado da união europeia".Toda a vida fomos um povo influenciado. Que se deixa levar pela onda daqueles que desde sempre pensaram exclusivamente neles. Estou a referir-me, obviamente, aos europeus da "boa moeda". Ninguém parece interessado em reflectir seriamente no nosso futuro. Somos, por assim dizer, a última carruagem de um comboio às voltas numa pista de brincar. Cortar com esse complexo parece impossível. Não perceber que a nossa existência como Estado está condenada ao fracasso, ao seguidismo parolo, à coca de um subsídio salvador que vá parar irremediavelmente às mãos dos mesmos, é a nossa falha histórica.

uma velha questão

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porquê a Europa se temos a Ibéria?

e agora um post para aumentar as audiências

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A revista Time apresenta-nos algumas histórias de negros de sucesso no novo contexto económico da África do Sul. Talvez jpt possa entender comentar este fenómeno, numa perspectiva de quem vive paredes meias com aquele grande país africano.

nota anti-situacionista

um livro serve para muitas coisas. Até para isto.
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Somos campeões claro. Até no mau gosto, diabos! Então aquela "quadra" da PT...
Pode ser que me habitue. Campeõeeees! campeõeeeeeeeees! nós somos campeões!

POLLY PAULUSMA no "meu mercedes"

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Polly Paulusma, é Britânica e Scissors In My Pocket é o primeiro registo da artista editado pela One Little Indian.Scissors In My Pocket, é definitivamente um dos melhores discos de 2004 e Polly Paulusma a revelação do ano. Paulusma, faz parte de um grupo de grandes cantores que esteve em vias de extinção e que torna agora a proliferar. Estamos a falar de grandes nomes, como: Joni Mitchell, Carole King, Nick Drake, Bob Dylan e John Martyn. Esta menina vs. Senhora, dá continuidade aquilo que muitos iniciaram nos anos 70, mas com um toque muito pessoal, impossível de igualar.Scissors In My Pocket é o encontro da Folk com o Jazz, talvez por isso, Jamie Cullum escolheu Polly para fazer as primeiras partes dos seus espectáculos.Polly Paulusma já tocou em festivais importantes como cabeça de cartaz em Inglaterra e no passado dia 18 de Julho de 2004 acompanhou Bob Dylan ao nosso Vilar de Mouros.

Sex 3 JUN 2005 23h

Entrada 5,00€

o meu mercedes é maior que o teu

ai a europa (num e-mail perto de si)

O QUE É O PARAÍSO?
é um lugar onde:
- a polícia é britânica
- os cozinheiros são franceses
- os mecânicos são alemães
- os amantes são portugueses
- e tudo é organizado pelos suíços

O QUE É O INFERNO?
é um lugar onde:
- a polícia é alemã
- os cozinheiros são ingleses
- os mecânicos são franceses
- os amantes são suíços
- e tudo é organizado pelos portugueses