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A mostrar mensagens de Junho, 2012
Eia, pá, agora somos outra vez muito bons!
Ontem, escrevi no Twitter que Portugal inteiro estava preparado para adular a sua equipa nacional de futebol, caso vencesse, ou para a destruir, caso terminasse a sua participação do Campeonato da Europa de Futebol. Afinal, somos finalmente bons outra vez! E fomos bons, sim senhor. Pelo menos ontem fomos competentes e efectivos e o nosso adónis encheu-nos de orgulho!

Após o jogo, dispensei-me de assistir aos bocejantes debates televisivos portugueses sobre futebol que teimam em não sair daquele registo tão tuga, a ausência de qualquer sentido crítico, e que está na génese do tal  tweet que eu escrevera bem antes do início do jogo . Preferi ver o "Punto Pelota", o programa mais "kitch" sobre as coisas da bola, uma coisa que só vista. Passa em Espanha, com epicentro em Madrid, e versa sobretudo a rivalidade entre Barcelona e Madrid, e, claro, Cristiano Ronaldo. Ali, o nosso CR7 é esmiuçado de uma forma tão meticulosa que dá …
Era uma vez uma aldeia de subúrbio, com casas empilhadas entre ruas e vielas. Com pátios de cimento e terra, hortas e galinheiros, e um cão. Quase todas estas casas têm um cão, ora porque se gosta de animais, ora porque se gosta de ter a casa vigiada. E quase todas as pessoas destas casas têm vizinhos e se dão bem. Partilham coisas, recursos pequenos da horta, ou outras coisas que se traz do emprego, que se arranja. Umas madeiras, caixas, ou arame e pregos. Nas casas destas aldeias de subúrbio é normal ver-se muitas coisas que são ali botadas  porque servem para qualquer coisa, nem que seja para dar ao vizinho. E este dar e receber vive-se desde sempre, posto que os vizinhos se dêem, está claro.

E um dia, um vizinho teve ninhada de cães e quando se tem tantos cachorrinhos é normal que não se deitem fora. É normal que se dêem. Os vizinhos dão os seus cachorros, não os vendem. Outros há que acabam por deitar a afogar no rio as cadelinhas por via de uma espécie de "misoginia canina&…
Primeiro domingo de um junho que  começa fresco e verde. É de manhã e eu estou a ouvir uma emissora de radio pela internet. Chama-se "radio paradise" e passa música preferencialmente de outro mundo. Rádio ecléctica para um gajo ecléctico, como manda a lei e ordenam os astros.
É quase meio dia cá em casa. De tarde vou acabar de ver o filme "quatrocentos golpes", de François Truffaut, que não consegui ver todo ontem na rtp2. Um belo filme que retrata a vida miserável de um menino na sociedade parisiense de finais dos anos cinquenta. Depois disso, a Europa cresceu muito e a classe média enriqueceu. Hoje está pobre outra vez. Mais pobre ainda porque perdeu também os valores e os sonhos que F. Truffaut tão bem retrata naquele filme. Viva a Europa pobrezinha que eu, entretanto, vou tratar de me debater com uma feijoada bem à portuguesa.