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A mostrar mensagens de Abril, 2004

Pena Morta

Aquela pena morta que dá pelo nome de Vasco Pulido Valente escreveu no "DN" de hoje uma crónica onde aborda o cartaz do Bloco que mostra o azeite Três Bês ( Barroso, Blair e Bush) ao lado do asno caído (Aznar). Todos viram aquele cartaz. Todos perceberam, mas o VPV olhou para ele e confundiu-o com aquele reclame da “Renault Laguna” que mostra a paisagem da auto-estrada Lisboa Cascais (salvo erro) povoada de girafas e demais fauna africana. De modo que classificou aquilo, por entre outras elucubrações, fora do contexto paisagístico. Ora bem, para mim aquilo resulta bem claro: a paisagem somos nós, as bestas são aqueles quatro.

O Brasil já era

Estava eu de passagem pelo hipermercado “aucham” e, qual português esperto, não resisti em dar uma vista de olhos nos jornais e revistas ali expostos para serem vendidos e... lidos (até têm lá um banco todo catita). A primeira página do “24 horas” aguçou-me a curiosidade: o actor brasileiro Lima Duarte afirmara que “Portugal está arrogante” e eu lá fui ver o que ele mais dissera. O homem foi honesto. Porque a arrogância que ele refere é verdadeira e saudável, isto é, não vivemos mais no tempo em que tudo o que era brasileiro nos deixava de boca aberta (excepção óbvia para as mulheres – que são obra prima dos portugueses ao misturarem as raças, logo desde o primeiro dia em que viram indígenas). E é verdade, hoje por hoje eles já não nos vêem como os “joaquins” e os “manueis” das padarias e nós é que os começamos a ver como os “iracemas” que nos servem café na baixa e sonham um dia poder comprar uma “elypse” (carro importado) lá no seu morro de vera cruz. É assim mesmo caro Lima Duarte.…

negócio da china

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Este sim é o negócio do sec. XXl. os filhos da mãe andam todos feitos. engodam-nos com as cavalgadas heroicas da justiça, apregoam que tudo vai bem e, pela calada, fazem negiciatas destas. e o zé povinho que se foda. viva a evolução da chamada local para o mundo da mobilidade a sessenta centimos.

[imagem criada por Luis Branco, sacada do barnabé]

para rir

"Vamos a assuntos sérios, agora: como sabemos todos, o que importa mesmo na blogoesfera é saber quem nos linca (?) e quem não nos linca. Tudo o resto é filoxera" in a causa foi modificada


(isto está a ser escrito com teclas em galopantes gargalhadas) o pedro mexia retirou o link do maradona e ele não gostou, amuou e respondeu. a quevedo já abordou o assunto. fico a aguardar mais pormenores sobre este grande momento conturbado da blogosfera lusa. entretanto continuo a rir que nem um tolinho.

"Pensei em vários actos tresloucados, que, sem custo, o fariam em pó. Obtei por algo mais subtil: vou arranjar-lhe uma gaja!" continua o maradona. e eu digo: ó pedro, tu desculpa o descaramento, arranjar uma gaja não é o mesmo que dar uma boleia a um gajo sem carta. tu vê lá se estudas bem a proposta do homem porque no teu lugar eu ficava deserto por conhecer o portfólio do filantropo.

Conversas deliciosas

Um amigo:Olha, o Rui Jorge marcou um auto-golo.
Outro amigo:É das drogas. Amor, tens de deixar o Pulmicort que faz mal.
A mulher do amigo: Mas não jogo à bola.
O amigo do outro amigo: Não te metas em conversas de futebol. (e virando-se para o amigo) olha que a tue esposa não se mete mesmo em nada.

A criada: retirem a palavra esposa já e imediatamente que ela foi banida e proscrita e ninguém a pode mais ouvir senão deito já aqui uma bomba!!!!

Inteligente a criada hein?

só mais uma coisinha antes de ir embora

ele há praí tantos blogs a falar de sexo que eu até banzo (cuidado com o que escreves senão a bomba inteligente ainda deixa de te ignorar - um dia destes faço aqui uma etimologia hebdomadária sobre esse nickname). as raparigas desatam a contar coisas sobre o clitoris e sobre a melhor forma de se lhes acariciar os moranghinhos. o pessoal adora e comenta muito, prometendo que as faziam mais felizes que um girassol no alentejo em pleno verão (sabendo o girassol que está lá por causa de subsidios e, portanto, nunca mais sai de lá). depois elas entusiasmam-se. e contam pormenores muito intimos sobre a forma como são possuidas. depois temos os gays e a sua linguagem correctíssima sobre tudo o que cheira a cu. não sei, fico confuso. tenho cá a minha vida sexual e ás vezes ponho-me a pensar no que daria se me deitasse práqui a contar essas coisas. não sei não. talvez aumentasse um ou dois comentários. talvez eu próprio acreditasse nas mentiras aqui escarrapachadas. talvez, quem sabe. mas o ce…

suecada

já me estava a esquecer: ontem fui ver o jogo de portugal ao café habitual. era uma sala quase cheia de adeptos da suécia. fiquei confuso carago. tantos suecos e nenhum era loiro. ainda por cima o filho da mãe do ricardo tinha que fazer aquela merda de exibição. depois veio o rui jorge a auto flagelar a nação (correcção: quase toda a nação). de modos que mandei vir uma garrafa de super bock de litro e, "lips around the bottle" (tom waits), passei o resto da noite a jogar poker com os gaijos do costume. deu para a conta e compensou pelo facto de ter estado ali a aturar tantos estrangeiros.

tramado

passei a tarde toda em volta do raio do meu frigorifico. raisparta a siemens e o raio da fama que tem. comprei um "combi" caríssimo, nem 10 anos tem, o filho da mãe, e deu-lhe agora para não fazer frio na zona de refrigeração (o congelador trabalha). chamo um gaijo da siemens (clandestino claro) e o filho da mãe disse que aquilo era coisa grave - ainda assim me chulou 10 euros). tem de ir á siemens para eles darem um orçamento. cinquenta contos para cima o raio da reparação. de modos que resolvi descascar o raio do frigo e testar o termostato. sem sucesso. o raio do peste continua sem dar frio. parece que é da sonda (aquela merda tem sonda!!!). não tenho outro remédio senão este: comprar um filho da puta dum frigorifico novo. quer dizer: um gaijo não tem mais nada que fazer ao pouco dinheiro que ganha. mais um rombo no orçamento. tou foo-i-do.

palavras

Fiquei a saber que anda por aí uma mole de gente a inventariar palavras portuguesas que deveriam, segundo eles, cair em desuso. Ó senhores, digam-me: porque raio deve determinada palavra ser abandonada? Por decreto? Porque vossas idiotências (esta nunca foi usada – caiu em uso, portanto) assim o desejam? Ou simplesmente porque não têm mais nada que escrever e desatam a procurar assunto, nem que seja a armar em “RAR” – refinarias de assuntos ridículos. Chiça!!!

Chevrolets

Ontem li no DN que os americanos estiveram muito perto de atacar Portugal, por alturas do PREC. Daí que comecei a pensar como seria o país, hoje, se acaso tivéssemos sido invadidos pelo “tio sam”. Estaríamos melhor? Mais gordos? Com mais hotéis no litoral? Teríamos armas nucleares, mísseis? Chevrolets em vez de Clios? Quem sabe...


popblogs

À medida que o "food-i-do" caminha para um ano de existencia (lá para Julho), vou-me apercebendo do aparecimento de novos e interessantes blogs. Por outro lado não tem havido muito tempo para uma melhor "degustação" desses sitios. Acontece que me habituei a percorrer uns certos poisos e isso viciou-me, confesso. E dado o caso de ter lido hoje, aqui e ali, algumas referencias a Eça, devo dizer que isso me lembrou que por vezes dá a impressão de não existir o "povo" nesta comunidade. Onde andará o povo? É necessário que ele esteja presente. E é através do aparecimento de uma terceira vaga de blogs onde melhor se encontra o povo. Temos pois os "blogs estratosféricos" e os "partnerblogs", a seguir os "loneblogs" (onde me situo), e surge agora a terceira vaga: os "popblogs", livres e descomplexados. A verdadeira Geração de Abril, enfim.

aquele programa

Já sei, ninguém viu. Aquele programa que passa na 2 às segundas-feiras. Estão a ver qual é? Pois, esse mesmo. O presidente da república conversou com Ana Sousa Dias, não foi? Ah, pois foi. E o gajo até se saiu bem carago. Socialista, de esquerda, presidente e tudo. Viram, não viram? O homem teve uma postura de campeão caraças. O homem, socialista, militante, falou bem, não anda a atrapalhar quem governa e promete deixar sossegado o próximo. Pois, pá. Mas e quem é o próximo? Raios, temos uma democracia de 30 anos. Vá lá. Escolham bem o próximo (afinal no blasfémias cita-se quem afirme termos maturidade bastante para elegermos políticos). Eu não quero ter tantas saudades deste senhor.

Portugal

Espreite aqui e veja o que dizem de nós enquanto nação. Sim porque ainda há gente que nos vê como nação.

serra de canelas (o meu cão)

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serra de canelas (pormenores de Primavera)

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sexta

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Hoje vai ser uma sexta-feira daquelas, uma “desbunda”. A Maria vai a uma festa de anos, um daqueles jantares de comida brasileira com animação a 25 euros por cabeça. Depois vai beber um copo, certamente. Eu vou ficar pela terrinha, vou ao café do costume e enterro-me em copos e “casadelas” (no poker, senhores, que sou companheiro fiel). Depois, e se correr tudo bem, juro que ainda hei-de ir ao “Meu Mercedes”. E desta vez garanto que não me vou deixar levar para dentro de uma discoteca qualquer.

(R) Evolução

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O João Carvalho Fernandes fez um pequeno comentário sobre o tema supra citado. Numa frase redutora pretendeu denunciar a "conversa de chacha" que, segundo ele, é "do interesse do sistema que nos governa há 30 anos". Fico à espera que desenvolva, que meta a segunda.

Detenções

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Excelente abordagem, em jeito de "radiografia" sobre as detenções, aqui. Aguardo as próximas takes.

Andrades ou o reflexo portov

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estou claramente de acordo com o besugo quando pede mais caracter ao Deco. Não vi o jogo em directo mas pude ver num resumo, com calma, o movimento do J Andrade a pontapear as costas do portista. para qum está fora do contexto aquilo tem ares de comportamento anti desportivo violento, logo o árbitro foi levado. Só que o teatro não é só na área para os penaltis. O Deco fez teatro, impulsivo é certo, para uma expulsão - Já tinha feito o mesmo com Eder e com o Ricardo Rocha. Que nome daria Pavlov a este comportamento? Reflexo "portov"? Talvez.

Early morning friday

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Fui assaltado, merda de cena. Estes "gaijos" partiram-me o vidro do carro, remexeram tudo e não levaram o "Nighthawks at the Diner" de Tom Waits que ando a ouvir. Incrível como até uns larápios de merda pegaram no CD e, supondo que devem ter visto o que era, deixaram-no sobre o banco, abandonado.


Foste tu, Tom, o grande responsável moral por esta desgraça que me aconteceu. Não foras tu, Tom, eu já não vinha para casa tão tarde, e tão mocado, de tal maneira que nem tive coragem de arrumar o carro na garagem. E por isso, Tom, o meu carro foi visitado, possuído por uma cambada de miúdos que jamais irão curtir um charro ou um copo com a tua musica em fundo.


De modos que vou ter de participar a ocorrência à GNR. Não que eles resolvam o problema, descubram o assaltante, nada disso. Simplesmente tenho que ter uma queixa na mão para que a companhia de seguros me pague (descontada a franquia) o raio do servicinho que estes "gaijos" me arranjaram.

E é sexta fei…

Alguém nos quer vender

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Veja aqui a prova liquida de que tudo o que possa estar relacionado com a marca S.L.Benfica tem valor, e não é pouco. Saiba o L.F.Vieira aproveitar sem se aproveitar, claro.

30 anos

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Que dia aborrecido. Anda um “gaijo” aflitinho, a ver se consegue apanhar os prometidos dias de retoma e eis que, de repente, anda tudo deprimido cá pelo Norte. A filha da mãe da justiça anda a meter-se com os símbolos da malta, fazem adivinhar que mais gente dessa poderá ir dentro, e o povo anda triste e apreensivo. O Porto - a cidade - teve uma noite péssima, por via de um mau jogo de futebol com uma arbitragem nada condizente com as outras a que eles, os portistas, estão habituados. Dão agora valor às trivialidades do futebol, às coisas menos boas que podem acontecer num jogo, uma bola na trave, um penalti por assinalar. De maneiras que a cidade está feita num trapo. A Judiciária até estreou um hotel novo em folha, com banho privativo a fazer inveja ao povo das ilhas que abunda na cidade, na mesma cidade que constrói grandes palcos e despeja a malta dos bairros ruins (e a malta não gosta), na mesma cidade que manda parar o transito por via de intermináveis obras (veja-se o caso p…

para ti

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Esta musica é linda. Adoro ouvi-la e dançar aconchegado à minha Maria, balançar, balançar assim devagarinho...apaixonado.



All The World Is Green

I fell into the ocean
When you became my wife
I risked it all against the sea
To have a better life
Marie you're the wild blue sky
And men do foolish things
You turn kings into beggars
And beggars into kings

Pretend that you owe me nothing
And all the world is green
We can bring back the old days again
And all the world is green

The fase forgives the mirror
The worm forgives the plow
The questions begs the answer
Can you forgive me somehow
Maybe when our story's over
We'll go where it's always spring
The band is playing our song again
And all the world is green

Pretend that you owe me nothing
And all the world is green
We can bring back the old days again
And all the world is green

The moon is yellow silver
Oh the things that summer brings
It's a love you'd kill for
And all the world is green

pito douro

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Ontem tivemos o nosso Abril do futebol. Foi interessante apreciar os rostos resignados das pessoas “ se ele estiver envolvido, para mim é muito simples: choldra com ele”. Ou seja, toda a gente sabe que se manipulam resultados, todos admitem que se rouba escandalosamente e todos estão, por isso mesmo, dispostos a atirar a primeira pedra, nem que seja contra os que idolatram.

E este Abril mostra muita subtileza nos comentários. Ontem, por exemplo, o Rui Santos punha o dedo na ferida, na Sic Noticias, apontando a classe dos jornalistas desportivos como grandes responsáveis, também, pela batota reinante no nosso futebol. Dizia o homem que sabia das dificuldades que os jornalistas desportivos enfrentam quando determinado artigo vai contra determinado clube, determinado sistema (porque não há só um “sistema”), e da subserviência da classe para com os senhores do futebol. Ora é neste preciso ponto que eu me interrogo: tendo sido o Francisco José Viegas director de um desses diários desport…

Abril

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Faltam 5 dias para a comemoração daquela que foi a maior, mais pacífica e esperada Revolução da História de Portugal. Foi há 30 anos, eu tinha 8 e vivi o dia de forma normal, sem me aperceber claramente do grandioso dia vinte e cinco de Abril de mil novecentos e setenta e quatro. De maneiras que não vou enviar qualquer texto ao Barnabé porque entendo que há muita gente com coisas muito interessantes para contar. Vou sim ficar à espera de poder ler toda a matéria que promete animar a blogosfera nesta data festiva. Viva a REVOLUÇÃO!!!

Como?

O que é que se passa? Os homens do futebol estão a ser interrogados? Parece impossível. Um país como este, que nunca se endireita, disposto a reparar o irreparável. Valha-nos santo Estevão que estava a ser torturado e só via graça nos céus.

Segunda

Nestes dois últimos dias muito se falou de futebol, para além dos estafados assuntos da política nacional e internacional. E de futebol li coisas interessantes, outras nem tanto. Percebi que quando o Porto necessita de alguma acalmia interna (o Scolari deve ser o único que trabalha para o país e não para eles) tudo se arranja, para que eles, os portistas, possam preparar o difícil compromisso europeu, a gesta heróica, sem temerem pela perda do título nacional. Adivinha-se que o Mourinho venha a contrariar o paradigma de Bela Gutman – não é possível sentar o mesmo cu em duas cadeiras ao mesmo tempo - embora não tenha conseguido arrebatar o titulo de campeão nacional sem derrotas, pertencente ao S.L.Benfica. O que me espanta é ter lido o “engenheiro” a insinuar que o Paixão estava ao serviço do Benfica. E é corroborado pelos adeptos que na sua via-sacra retardada descambam contra o vermelho, destilando preconceitos a rodos, sendo muito elogiados pela escória portista que inunda o meio.…

Antero

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No próximo domingo faz 162 anos que nasceu Antero de Quental, um “bipolar”, um homem verdadeiramente grande. Todos conhecem o nome, poucos conhecem a obra e o homem. Deixo aqui uma breve apresentação que encontrei na Infopédia da Porto Editora:





Nome: Antero Tarquínio de Quental
Nascimento: 18-4-1842, Ponta Delgada
Morte: 11-9-1891, Ponta Delgada




Antero de Quental é entre nós o grande criador de uma poesia filosófica romântica, influenciada pelos modelos alemães. Nasce em Ponta Delgada, no seio de uma família nobre e com tradições literárias da ilha de S. Miguel. Em 1852, vai para Lisboa estudar no Colégio do Pórtico, fundado por António Feliciano de Castilho, com quem já aprendera francês e latim em Ponta Delgada, entre 1847 e 1850. Um ano depois regressa a S. Miguel, de onde partirá em 1855 para Coimbra, a fim de fazer os estudos preparatórios para o ingresso na Universidade. Aos dezasseis anos, inicia o curso de Direito. Durante a sua permanência em Coimbra, assume-se como uma figu…

O Porto merece?

Não, não vou falar de futebol, apesar de gostar. Acontece que ontem fui ao teatro ver uma peça ligeira, “Quem Matou Ambrósio”, levada a cena pela companhia de teatro Seiva Trupe. Habituei-me a ver nesta companhia um sinónimo de qualidade, desde a época em que fui ver “Um Cálice do Porto” (alguém se lembra?). De modo que sempre que posso lá estou eu a ver teatro bom, escrito por gente boa e representado por actores portugueses e do Porto. Infelizmente no Porto cidade não há publico para o teatro. Infelizmente o Porto cidade é um público “futeboleiro” e idiossincraticamente “sãojoanino”. Felizmente temos a Seiva Trupe e outros que persistem. E temos o Teatro do Campo Alegre, obra notável, sítio confortável, bem equipado, muito bem localizado. O Porto merece?

A Fábula do Vício

Um coelho estava a correr pela floresta fora quando viu uma girafa acendendo um charro. Parou e disse:
- Oh girafa! Para de fumar esse charro que te faz mal, e vamos mas é correr pela floresta! Vais ver como te vais sentir muito melhor!!!
A girafa pensou por um segundo, e disse:
- Tens razão, coelho, bora nessa!
Assim, atirou o charro fora e foi correr com o coelho. Pouco mais à frente eles encontraram um urso a cheirar cola. Eles olharam-se e o coelho saltou logo para a frente do urso:
- Oh urso, deixa-te disso! Só te faz mal, vem mas é correr connosco e sentir o ar puro dentro dos teus pulmões!
O urso saltou para a frente e começou a correr com eles até encontrarem um elefante a snifar cocaína.
- Ó elefante, estás maluco! Dás cabo de ti com esse vício! Vem mas é connosco correr pela floresta!
O elefante pensou um pouco, mas resolveu juntar-se ao grupo, que depois encontrou o leão injectando heroína.
Mais uma vez o nosso amigo coelho:
- Oh leão, para com isso e vem correr....
Nem t…

Ver

Amanha vou ao teatro ver isto.

Descobertas

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Há um pequeno maciço logo ali ao lado do IP1 (Carvalhos) que desce até ao mar (Aguda) e que se chama Serra de Canelas. É um pequeno paraíso pedonal e utilizado também pelos amantes do todo terreno, já que tem uma teia de caminhos e outros atalhos muito variados (consta-se que um desses caminhos foi a principal estrada Porto-Lisboa de outros tempos muito remotos). A serra deu e dá de comer a muita gente por via dos enormes veios de granito que por lá abundam. De maneiras que há algumas pedreiras, enormes crateras escavadas pela dinamite, originando autenticos lagos de água doce ( não sei se provocados pelas chuvas ou pelos lençóis de água). E num desses lagos já existe uma aceitável comunidade de patos bravos que ali nidificam e procriam, dando outra cor à já de si bela Serra de Canelas.
Nos ultimos tempos tenho feito boas caminhadas pela serra, acompanhado pelo meu rafeiro e pelo meu filho. Caminhamos debaixo das árvores e ouvimos os pássaros e sentimos uma paz muito boa, mesmo ali…

Acordar

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Acordei, fui à janela e vi o mar. O céu azul muito claro e ele, o mar, lá ao fundo. É a Primavera no seu esplendor.

Boa Páscoa

Dizem as notícias que o Algarve encheu de gente, nesta quadra festiva. Sinal de retoma ou um gesto de optimismo? E digo eu que a blogosfera esvaziou, entrou em férias também. Uma boa Páscoa a todos.
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Think About You

Conhece esta senhora? Então oiça.

Páscoa ll

O Entrudo mal tinha passado e aquela gaveta velha, por baixo de uma outra que guarda os talheres desirmanados, já estava cheia de cascas de cebola muito castanhas.
- Quanto mais secas mais cor dão aos ovos, dizia a minha avó com toda a ciência que é coisa de avós. Os ovos cozidos eram a preciosidade gastronómica lá de casa, muito bem pintados por caulinas cascas de cebola, muito bem acondicionados na melhor travessa de loiça de Viana, cuidadosamente desembrulhada do traje que vestia desde a última consoada.
Naqueles domingos de Páscoa raramente chovia. O sol parecia sempre mais brilhante e o cheiro a erva-doce, aquele cheiro da erva que era colocada no chão, qual “tapete”, para receber o compasso deixava-me embriagado de contentamento e realização. O dia começava com a visita do meu padrinho. Aquele homem de ar imponente, com o meu nome inteirinho – Altino Torres Ferreira – aparecia lá em casa sempre impecavelmente vestido, mesmo no tempo em que vinha na sua “Sachs V5” de cinco velo…

Agradecer

Agradecer ao Cravo e Canela, a periapsis e a O Blog do Alex pelo Link.

Dedicatória pascal

Eles andam por essa Europa fora. Dedico este poema/canção ao Fernando e ao Hernani.


Big Joe and Phantom 309

(Written by Tommy Faile song by Tom Waits)


well you see I happened to be back on the east coast
a few years back tryin' to make me a buck
like everybody else, well you know
times get hard and well I got down on my luck
and I got tired of just roamin' and bummin'
around, so I started thumbin' my way
back to my old hometown
you know I made quite a few miles
in the first couple of days, and I
figured I'd be home in a week if my
luck held out this way
but you know it was the third night
I got stranded, it was out at a cold lonely
crossroads, and as the rain came
pouring down, I was hungry, tired
freezin', caught myself a chill, but
it was just about that time that
the lights of an old semi topped the hill
you should of seen me smile when I
heard them air brakes come on, and
I climbed up in that cab where I
knew it'd be warm at the wheel
well at the wheel …

Páscoa

Os meus filhos entraram esta semana em férias escolares. É o prenuncio da Páscoa. Ela aí vem com seus cheiros a flores e erva doce. A Páscoa é um dos acontecimentos que mais memórias me traz. (continua)

Abril Sempre

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Esta imagem testemunha o momento em que foi apeada a foto oficial de Salazar, na sede da policia politica, no dia 25 de Abril de 1974. Volvidos 30 anos ainda há muito boa gente à espera de apear a revolução de Abril.

Casório

Da revista “Grande Reportagem” que sai ao sábado com o JN nada de relevante nos surge, tirando um ou outro assunto, acidentalmente interessante, e uma ou outra descoberta de cerveja, à mistura com os estafados artigos sobre charutos e gastronomia que um certo escritor insiste em manter. E deve manter porque lhe pagam, ponto. De maneiras que a figura de cartaz é o Pedro Mexia que nos vai falando profilacticamente das coisas simples da vida. E desta vez atirou-se de unhas e dentes ao casamento. O homem, famoso e de sucesso, não casa. Ele tenta explicar o fracasso mas certo é que o rapazito não arranja maneira de sossegar as tias com o bendito casamento. Fico a torcer que ele arranje uma companheira e se arrume por forma a poder escrever algo sobre uma coisa que finalmente viva, experimente.

Empatia com Pinto da Costa

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Pode abastecer

Estou como o Terras do Nunca, hoje não me apetece blogar. Imaginem uma viagem, num subúrbio qualquer, à procura de um posto de abastecimento de combustível, parar, olhar o preço da gasolina, apontar numa sebenta, e iniciar a marcha até que o testemunho do depósito lhe diga aquilo que não quer ver. Depois é só desejar estar próximo de um “Leclerc” qualquer ou de um “Carrefour” e … “Pode abastecer".

Abril, Abril, Abril

Entrámos no mês mais carismático da história recente da nação. Lembro-me bem de Abril de 74. Era costume dos mais velhos constituírem equipas de futebol, sempre cognominadas de “Benficas” e “Portos” mas com o aparecimento dos novos partidos políticos passámos a ter os “Pê-ésses” contra os “Pê-pê-dês”. Eu adorava desenhar o símbolo do PPD, aquela seta colorida e arrebitada fascinava os meus lápis de cor, por isso o meu lugar era na claque dos “Pê-pê-dês”.
As “manifs” eram o pão-nosso de cada dia e os comícios fascinavam-me, tão intensos eram os testemunhos dos mais velhos, dos que podiam ir ao Porto, à praça, participar na festa, na campanha, na nova rotina semanal. Depois foi o despertar para um mundo novo, a “coca-cola”, as sapatilhas “Sanjo” e a inauguração do Centro Comercial Brasília (creio que foi o primeiro em Portugal) e as escadas rolantes. Que fascínio. Eu, puto dum caraças, crescia na liberdade, andava à “guna” nos autocarros e apanhava boleias nas “quatro éles” e nos “bo…

Agradecer

Agradecer ao NotinRio, ao 5 minutos, à Pensativa, ao Viva Espanha, ao Perestroika e ao O Café pelo link.