catch me if you can

O Euro2008 acabou. Não vejo mais. Ver as duas selecções que eu mais detesto na final constitui para mim uma desgraça tormentosa, embora não me custe reconhecer que o treinador de Castela anda a fazer o óbvio: não inventar e deixar que joguem os bons jogadores em detrimento dos jogadores bonitos.
Bom, e cá na república as coisas vão de vento em popa. O que interessa é apanhar Vale e Azevedo, que leva menos de 17 segundos a atingir aquela sensação de liberdade, ao volante de um Bentley. No entanto, quem comete crimes em Portugal tem muito mais do que 17 segundos para atingir essa sensação. Tem 17 catedráticos, 17 opinion makers, 17 jornais e 17 blogs. Esses sim, são as nossas estátuas, os nossos ícones da veneração. E tudo o que fazem é elogio, é ironia, competência. Seja com marfim, seja com putas. Não é por acaso que eu ando a ver as séries todas dos Sopranos. E não é por acaso que eu gosto do Tony Soprano. Aquilo foi feito para eu gostar dele. E os nossos Sopranos de paróquia têm dezenas de Davids Chases que muito competente e impunemente tratam de nos fazer gostar deles.

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