sábado, 1 de maio de 2004

prazer VI

"o meu blog é um espaço meu. escrevo no blog da mesma forma que um cão mija no mesmo poste, sempre que sai à rua. ambos deixamos uma marca nossa, na expectativa de que alguém vá lá cheirar."

prazer V

"posso ser mau a escrever mas sou muito bom a comer"

prazer IV

"porque é que fiz um blog? Fiz um blog por necessidade de afirmação"

prazer III

"Ó senhor jornalista, olhe que não. ao "Abrupto" pode chamar-lhe o que quiser, mas nunca deverá ser referido como exemplo de blog"

prazer II

"olha, este é que é o Altino Torres do "food-i-do". pensava que eras mais velho"

prazer

fui ao almoço de bloggers no porto e gostei. estou cansado, mas feliz. foi bom conhecer-te caro blogger. foi muito bom ter estado contigo, caro amigo. foi óptimo ouvir a tua voz sábia, caro companheiro. foi “altamente” pronunciar o meu sotaque tripeiro e sentir que o ouvias com particular satisfação. foi deslumbrante ver o teu sorriso. foi académico conversar contigo. foi um prazer.

sexta-feira, 30 de abril de 2004

Pena Morta

Aquela pena morta que dá pelo nome de Vasco Pulido Valente escreveu no "DN" de hoje uma crónica onde aborda o cartaz do Bloco que mostra o azeite Três Bês ( Barroso, Blair e Bush) ao lado do asno caído (Aznar). Todos viram aquele cartaz. Todos perceberam, mas o VPV olhou para ele e confundiu-o com aquele reclame da “Renault Laguna” que mostra a paisagem da auto-estrada Lisboa Cascais (salvo erro) povoada de girafas e demais fauna africana. De modo que classificou aquilo, por entre outras elucubrações, fora do contexto paisagístico. Ora bem, para mim aquilo resulta bem claro: a paisagem somos nós, as bestas são aqueles quatro.

O Brasil já era

Estava eu de passagem pelo hipermercado “aucham” e, qual português esperto, não resisti em dar uma vista de olhos nos jornais e revistas ali expostos para serem vendidos e... lidos (até têm lá um banco todo catita). A primeira página do “24 horas” aguçou-me a curiosidade: o actor brasileiro Lima Duarte afirmara que “Portugal está arrogante” e eu lá fui ver o que ele mais dissera. O homem foi honesto. Porque a arrogância que ele refere é verdadeira e saudável, isto é, não vivemos mais no tempo em que tudo o que era brasileiro nos deixava de boca aberta (excepção óbvia para as mulheres – que são obra prima dos portugueses ao misturarem as raças, logo desde o primeiro dia em que viram indígenas). E é verdade, hoje por hoje eles já não nos vêem como os “joaquins” e os “manueis” das padarias e nós é que os começamos a ver como os “iracemas” que nos servem café na baixa e sonham um dia poder comprar uma “elypse” (carro importado) lá no seu morro de vera cruz. É assim mesmo caro Lima Duarte. Lá se fizeram, cá se pagam. O Brasil já era. Humpf.

negócio da china




Este sim é o negócio do sec. XXl. os filhos da mãe andam todos feitos. engodam-nos com as cavalgadas heroicas da justiça, apregoam que tudo vai bem e, pela calada, fazem negiciatas destas. e o zé povinho que se foda. viva a evolução da chamada local para o mundo da mobilidade a sessenta centimos.

[imagem criada por Luis Branco, sacada do barnabé]

para rir

"Vamos a assuntos sérios, agora: como sabemos todos, o que importa mesmo na blogoesfera é saber quem nos linca (?) e quem não nos linca. Tudo o resto é filoxera" in a causa foi modificada


(isto está a ser escrito com teclas em galopantes gargalhadas) o pedro mexia retirou o link do maradona e ele não gostou, amuou e respondeu. a quevedo já abordou o assunto. fico a aguardar mais pormenores sobre este grande momento conturbado da blogosfera lusa. entretanto continuo a rir que nem um tolinho.

"Pensei em vários actos tresloucados, que, sem custo, o fariam em pó. Obtei por algo mais subtil: vou arranjar-lhe uma gaja!" continua o maradona. e eu digo: ó pedro, tu desculpa o descaramento, arranjar uma gaja não é o mesmo que dar uma boleia a um gajo sem carta. tu vê lá se estudas bem a proposta do homem porque no teu lugar eu ficava deserto por conhecer o portfólio do filantropo.

quinta-feira, 29 de abril de 2004

Conversas deliciosas

Um amigo:Olha, o Rui Jorge marcou um auto-golo.
Outro amigo:É das drogas. Amor, tens de deixar o Pulmicort que faz mal.
A mulher do amigo: Mas não jogo à bola.
O amigo do outro amigo: Não te metas em conversas de futebol. (e virando-se para o amigo) olha que a tue esposa não se mete mesmo em nada.

A criada: retirem a palavra esposa já e imediatamente que ela foi banida e proscrita e ninguém a pode mais ouvir senão deito já aqui uma bomba!!!!

Inteligente a criada hein?

só mais uma coisinha antes de ir embora

ele há praí tantos blogs a falar de sexo que eu até banzo (cuidado com o que escreves senão a bomba inteligente ainda deixa de te ignorar - um dia destes faço aqui uma etimologia hebdomadária sobre esse nickname). as raparigas desatam a contar coisas sobre o clitoris e sobre a melhor forma de se lhes acariciar os moranghinhos. o pessoal adora e comenta muito, prometendo que as faziam mais felizes que um girassol no alentejo em pleno verão (sabendo o girassol que está lá por causa de subsidios e, portanto, nunca mais sai de lá). depois elas entusiasmam-se. e contam pormenores muito intimos sobre a forma como são possuidas. depois temos os gays e a sua linguagem correctíssima sobre tudo o que cheira a cu. não sei, fico confuso. tenho cá a minha vida sexual e ás vezes ponho-me a pensar no que daria se me deitasse práqui a contar essas coisas. não sei não. talvez aumentasse um ou dois comentários. talvez eu próprio acreditasse nas mentiras aqui escarrapachadas. talvez, quem sabe. mas o certo é que o assunto tem audiencia, lá isso tem que eu já vi. era só. obrigado pela atenção que me dispensou.

suecada

já me estava a esquecer: ontem fui ver o jogo de portugal ao café habitual. era uma sala quase cheia de adeptos da suécia. fiquei confuso carago. tantos suecos e nenhum era loiro. ainda por cima o filho da mãe do ricardo tinha que fazer aquela merda de exibição. depois veio o rui jorge a auto flagelar a nação (correcção: quase toda a nação). de modos que mandei vir uma garrafa de super bock de litro e, "lips around the bottle" (tom waits), passei o resto da noite a jogar poker com os gaijos do costume. deu para a conta e compensou pelo facto de ter estado ali a aturar tantos estrangeiros.
Web Analytics