Gripe A, a pandemia das audiências

Já aqui há tempos uma criança faleceu no Hospital da Estefânia e porque estava contaminado com o vírus H1N1 a imprensa correu mundo a imputar ao vírus pandémico a causa de morte da malograda criança. Depois, com a autópsia, verificou-se que não. Antes disso, porém, foi ver resmas de gritos de revolta, medos, choros e outros acessos passando nos telejornais, gritos de pânico gerados e alimentados nos jornais e nas televisões. Este fim-de-semana uma mulher grávida que tomou a vacina tres dias antes terá perdido a criança que trazia do ventre e logo corre mundo que é por via da vacina. Já vi, em correndo, lágrimas de dor e angústia por causa da perda, obviamente, mas também por causa da vacina. E os canais de televisão a puxar a corda do pânico, a enfiar o garrote do medo e da desinformação no pescoço das pessoas. Até quando durará este genocídio informativo? Este massacre? Hoje começam a ser vacinadas crianças até dois anos e que nos espera? Mães cheias de dúvidas, e principalidade cheias de medo. Audiências, portanto.

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