No quadratura do circulo:
Pacheco Pereira gostaria que cada socialista visse o Bloco de Esquerda como ele vê o Partido Popular.
Pacheco Pereira percebe de futebol.
Pacheco Pereira promete menos ais.
domingo, 11 de julho de 2004
sábado, 10 de julho de 2004
diario dos Carvalhos
Oiço a sirene dos bombeiros e quase desperto para a realidade de uma noite de sábado, onde tudo permanece igual. Lá fora a cor viva dos telhados esbate-se com o findar do dia . Ao longe avisto as mil luzinhas dos subúrbios, contornando o Douro e afastando-se para lá da Serra de Valongo, até se perderem de vista. Deve haver um incêndio por aí, já oiço os auto-tanques apressados. Arde qualquer coisa . As sirenes não se calam e eu, impotente, escrevo isto na esperança de não arder também, na inglória possibilidade de me incendiar.
(o estado da nação)

Memory
One had a lovely face,
And two or three had charm,
But charm and face were in vain.
Because the mountain grass
Cannot keep the form
Where the mountain hare has lain.
WILLIAM BUTLER YEATS
One had a lovely face,
And two or three had charm,
But charm and face were in vain.
Because the mountain grass
Cannot keep the form
Where the mountain hare has lain.
WILLIAM BUTLER YEATS

Lamentar o desaparecimento de Maria de Lurdes Pintasilgo, uma mulher da Europa e dos portugueses.
Nota bem alta para o CAA, do Blasfémias, pela clarividência.
Nota amarga para o JPP, do Abrupto, que não está a lutar nada, não está a fazer absolutamente nada, apesar das suas crónicas neo-realistas. Quer explicar? "fala Pacheco", "anda Pacheco" (é o que me passa pela cabeça).
Nota triste para a esquerda portuguesa que parece aquele "cabeçudo" à porta do palácio, no filme "Shrek".
Nota bem alta para o CAA, do Blasfémias, pela clarividência.
Nota amarga para o JPP, do Abrupto, que não está a lutar nada, não está a fazer absolutamente nada, apesar das suas crónicas neo-realistas. Quer explicar? "fala Pacheco", "anda Pacheco" (é o que me passa pela cabeça).
Nota triste para a esquerda portuguesa que parece aquele "cabeçudo" à porta do palácio, no filme "Shrek".
sexta-feira, 9 de julho de 2004
muitos vivas a todos
Ponham tapetes de veludo, façam fila, coloquem sapatos altos, a festa vai começar. Ponham os fraques e os mais distintos vestidos, o mestre de cerimónias vem aí. Viva a festa. Viva a República dos golpistas. Foi agora mesmo construído um muro de diamantes e lantejoulas para adular os bonitos, os oportunistas, os falsos, os mentirosos. Acabou de ser edificada a “torre de babel” da glorificação da fraude. Viva. Muitos vivas a todos.
Sr. presidente da República, como cidadão que votou em si contra Cavaco Silva, tenho a dizer-lhe que jamais me esquecerei da sua cobardia política.
Sr. presidente da República, como cidadão que votou em si contra Cavaco Silva, tenho a dizer-lhe que jamais me esquecerei da sua cobardia política.
jovens praticam sexo em pleno concerto roqueiro (a proposito de...)
Caro Alex (vamos lá ver se nos entendemos),
Li este teu post e, como quase sempre me acontece quando leio um post teu, tirei várias conclusões, sendo que algumas substituíram as primeiras, à medida que fui avançando na leitura. Senão vejamos:
Na primeira parte do teu post pensei que tu, mais uma vez, não terias tido tempo para consultar o respectivo link e te dispuseras a tecer juízos de valor sobre aquele fenómeno, que de forma generalizada e perfeitamente banal, vai surgindo aqui e ali. Depois verifiquei que, afinal, foste lá e percebeste claramente que o caso ali relatado é bem diferente de todos os exemplos que atiraste para o teu texto. Reconheceste pois que se tratava de algo diferente. De seguida atiraste-te, mais uma vez, contra o autor do post. Não sei porque motivos e, se os há, só podem ser de natureza subjectiva porque eu apenas “dei uma noticia” (jovens praticam sexo em pleno concerto roqueiro). Não disse se achava bem ou se achava mal ( embora o pudesse ter feito). Finalmente perguntas se é estranho fazer sexo encima de um palco. Eu não te vou responder porque eu não falo da minha vida sexual e nem me acho no direito de catalogar esse género de comportamentos quando praticados por outros. E ser amigo de borgas e copos e vida nocturna não significa que ande aí a foder a torto e a direito, em público ou em privado, porque tenho valores nos quais acredito e tenho muita parra e pouca uva sim senhor. A parra partilho-a com quem quiser, a uva fica para a minha mulher.
Em conclusão devo dizer-te, mais uma vez, que eu jamais utilizei o almoço de bloggers para andar a zurzir nas pessoas que lá foram, conforme me dê na real gana, conforme o sujeito me elogie ou me critique ( e tu já fizeste isso com pelo menos um colega que esteve presente no almoço). Não vou, pois, personalizar a questão. Adianto, para finalizar que eu não ando na blogosfera para engatar, ou para me socializar ou para mostrar ser aquilo que não sou. O meu blog vai fazer um ano e já superou, e muito, as minhas expectativas. E não foi, disso estou certo, por andar ao colo de ninguém nem a trocar galhardetes fúteis, hipócritas, nem por mandar “coments” lamechas e “de ocasião”, e outros lamirés de merda. Aliás sou até um pouco vitima da minha espontaneidade ( devo dizer-te, por exemplo, que mal acabei de ler o artigo do JPP, no Público de ontem, escrevi logo uma cena que me passou pela cabeça e postei-a de imediato. Deves ter verificado que a maioria dos posts sobre esse assunto divergem do meu. Seja pelas razões que forem, eu postei quase em directo, ou seja, não me preocupei em preparar o tema consoante a orientação vigente). É aqui que eu me diferencio de ti rapaz: na forma independente e despretensiosa com que blogo. Faço-o por gosto, enquanto gostar. Quando me passar a onda vou embora tranquilo e, por ventura, mais crescido.
Adenda: considera esta resposta à tua provocação como uma manifestação de respeito pela tua pessoa que, estou em crer, é bem diferente daquela que aparentas ser na blogosfera. E fico-me por aqui.
Li este teu post e, como quase sempre me acontece quando leio um post teu, tirei várias conclusões, sendo que algumas substituíram as primeiras, à medida que fui avançando na leitura. Senão vejamos:
Na primeira parte do teu post pensei que tu, mais uma vez, não terias tido tempo para consultar o respectivo link e te dispuseras a tecer juízos de valor sobre aquele fenómeno, que de forma generalizada e perfeitamente banal, vai surgindo aqui e ali. Depois verifiquei que, afinal, foste lá e percebeste claramente que o caso ali relatado é bem diferente de todos os exemplos que atiraste para o teu texto. Reconheceste pois que se tratava de algo diferente. De seguida atiraste-te, mais uma vez, contra o autor do post. Não sei porque motivos e, se os há, só podem ser de natureza subjectiva porque eu apenas “dei uma noticia” (jovens praticam sexo em pleno concerto roqueiro). Não disse se achava bem ou se achava mal ( embora o pudesse ter feito). Finalmente perguntas se é estranho fazer sexo encima de um palco. Eu não te vou responder porque eu não falo da minha vida sexual e nem me acho no direito de catalogar esse género de comportamentos quando praticados por outros. E ser amigo de borgas e copos e vida nocturna não significa que ande aí a foder a torto e a direito, em público ou em privado, porque tenho valores nos quais acredito e tenho muita parra e pouca uva sim senhor. A parra partilho-a com quem quiser, a uva fica para a minha mulher.
Em conclusão devo dizer-te, mais uma vez, que eu jamais utilizei o almoço de bloggers para andar a zurzir nas pessoas que lá foram, conforme me dê na real gana, conforme o sujeito me elogie ou me critique ( e tu já fizeste isso com pelo menos um colega que esteve presente no almoço). Não vou, pois, personalizar a questão. Adianto, para finalizar que eu não ando na blogosfera para engatar, ou para me socializar ou para mostrar ser aquilo que não sou. O meu blog vai fazer um ano e já superou, e muito, as minhas expectativas. E não foi, disso estou certo, por andar ao colo de ninguém nem a trocar galhardetes fúteis, hipócritas, nem por mandar “coments” lamechas e “de ocasião”, e outros lamirés de merda. Aliás sou até um pouco vitima da minha espontaneidade ( devo dizer-te, por exemplo, que mal acabei de ler o artigo do JPP, no Público de ontem, escrevi logo uma cena que me passou pela cabeça e postei-a de imediato. Deves ter verificado que a maioria dos posts sobre esse assunto divergem do meu. Seja pelas razões que forem, eu postei quase em directo, ou seja, não me preocupei em preparar o tema consoante a orientação vigente). É aqui que eu me diferencio de ti rapaz: na forma independente e despretensiosa com que blogo. Faço-o por gosto, enquanto gostar. Quando me passar a onda vou embora tranquilo e, por ventura, mais crescido.
Adenda: considera esta resposta à tua provocação como uma manifestação de respeito pela tua pessoa que, estou em crer, é bem diferente daquela que aparentas ser na blogosfera. E fico-me por aqui.
quinta-feira, 8 de julho de 2004
sai...não sai ( post em actualização)
João vale e Azevedo vai ser libertado ainda hoje, adianta o Público. Da ultima vez que isto aconteceu houve quem cronometrasse o tempo que ele permaneceu livre (houve até quem afirmasse que o homem teria dado apenas 7 passos em liberdade). Vamos ver se é desta que o homem sai para poder ver, ao vivo, o novo estádio da Luz.
Actualização: Já está em liberdade e não consta que tenha sido detido novamente.
Actualização: Já está em liberdade e não consta que tenha sido detido novamente.
está chegando a hora do programa terminar...
Falem dele, não deixem nunca de falar dele. Não interessa se falam bem ou se falam mal, o importante é falar dele. Ele agradece e, garanto-vos, há-de recompensar-vos.
a minha crise é diferente da tua
O artigo de JPP, no "Público" de hoje, surpreendeu-me pela sua textura sociológica e pelo estilo mais terreno, mais “blogger” – ironias. Depois de ter lido o último parágrafo, apaguei o cigarro e escrevi num guardanapo de papel a seguinte conclusão:
JPP, com quem estou inteiramente de acordo quanto ao essencial desta crise política, acha que o povo deveria dar mais importância a este facto, em vez de andar apenas interessado na sua vidinha urbana e quotidianamente desastrada, em vez de se ter deixado embriagar com um campeonato de futebol, com uma selecção.
Então não foi ele um dos que, com a sua influência e prática política, com a sua participação directa e indirecta em sucessivos programas governativos, mais contribuiu para que, passados estes 10 anos, os portugueses se tenham transformado num povo abúlico, que não protesta, que não se manifesta? Quem faz “meã culpa”, senhores? Há alguém aí?
JPP, com quem estou inteiramente de acordo quanto ao essencial desta crise política, acha que o povo deveria dar mais importância a este facto, em vez de andar apenas interessado na sua vidinha urbana e quotidianamente desastrada, em vez de se ter deixado embriagar com um campeonato de futebol, com uma selecção.
Então não foi ele um dos que, com a sua influência e prática política, com a sua participação directa e indirecta em sucessivos programas governativos, mais contribuiu para que, passados estes 10 anos, os portugueses se tenham transformado num povo abúlico, que não protesta, que não se manifesta? Quem faz “meã culpa”, senhores? Há alguém aí?
quarta-feira, 7 de julho de 2004
post piegas
Um dia destes alguém me disse que eu estava enganado. A propósito do quê não interessa para o caso. Alguém me disse apenas que estava enganado. E eu fiquei a pensar naquilo. Dei a devida importância à informação que recebera, de alguém que apenas se limitara a dizer-me uma banalidade daquelas. Raios, um homem pode andar equivocado, mas raramente tem alguém que esteja à altura de lho dizer, seja amigo ou simples colega de trabalho. Pois eu acho que sim, que estou equivocado…e já não me apetece dizer mais nada, dado ainda estar a pensar nisso.
é desta
Um tipo olha à sua volta e dá-se conta de que tudo continua igual. Quem tem, tem; quem não tem que tivesse. Juro que se não me confirmam rapidamente o Tom Waits em Portugal, faço como o Zé Barroso : emigro.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
