jovens praticam sexo em pleno concerto roqueiro (a proposito de...)

Caro Alex (vamos lá ver se nos entendemos),

Li este teu post e, como quase sempre me acontece quando leio um post teu, tirei várias conclusões, sendo que algumas substituíram as primeiras, à medida que fui avançando na leitura. Senão vejamos:

Na primeira parte do teu post pensei que tu, mais uma vez, não terias tido tempo para consultar o respectivo link e te dispuseras a tecer juízos de valor sobre aquele fenómeno, que de forma generalizada e perfeitamente banal, vai surgindo aqui e ali. Depois verifiquei que, afinal, foste lá e percebeste claramente que o caso ali relatado é bem diferente de todos os exemplos que atiraste para o teu texto. Reconheceste pois que se tratava de algo diferente. De seguida atiraste-te, mais uma vez, contra o autor do post. Não sei porque motivos e, se os há, só podem ser de natureza subjectiva porque eu apenas “dei uma noticia” (jovens praticam sexo em pleno concerto roqueiro). Não disse se achava bem ou se achava mal ( embora o pudesse ter feito). Finalmente perguntas se é estranho fazer sexo encima de um palco. Eu não te vou responder porque eu não falo da minha vida sexual e nem me acho no direito de catalogar esse género de comportamentos quando praticados por outros. E ser amigo de borgas e copos e vida nocturna não significa que ande aí a foder a torto e a direito, em público ou em privado, porque tenho valores nos quais acredito e tenho muita parra e pouca uva sim senhor. A parra partilho-a com quem quiser, a uva fica para a minha mulher.

Em conclusão devo dizer-te, mais uma vez, que eu jamais utilizei o almoço de bloggers para andar a zurzir nas pessoas que lá foram, conforme me dê na real gana, conforme o sujeito me elogie ou me critique ( e tu já fizeste isso com pelo menos um colega que esteve presente no almoço). Não vou, pois, personalizar a questão. Adianto, para finalizar que eu não ando na blogosfera para engatar, ou para me socializar ou para mostrar ser aquilo que não sou. O meu blog vai fazer um ano e já superou, e muito, as minhas expectativas. E não foi, disso estou certo, por andar ao colo de ninguém nem a trocar galhardetes fúteis, hipócritas, nem por mandar “coments” lamechas e “de ocasião”, e outros lamirés de merda. Aliás sou até um pouco vitima da minha espontaneidade ( devo dizer-te, por exemplo, que mal acabei de ler o artigo do JPP, no Público de ontem, escrevi logo uma cena que me passou pela cabeça e postei-a de imediato. Deves ter verificado que a maioria dos posts sobre esse assunto divergem do meu. Seja pelas razões que forem, eu postei quase em directo, ou seja, não me preocupei em preparar o tema consoante a orientação vigente). É aqui que eu me diferencio de ti rapaz: na forma independente e despretensiosa com que blogo. Faço-o por gosto, enquanto gostar. Quando me passar a onda vou embora tranquilo e, por ventura, mais crescido.

Adenda: considera esta resposta à tua provocação como uma manifestação de respeito pela tua pessoa que, estou em crer, é bem diferente daquela que aparentas ser na blogosfera. E fico-me por aqui.

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