diario dos Carvalhos

Oiço a sirene dos bombeiros e quase desperto para a realidade de uma noite de sábado, onde tudo permanece igual. Lá fora a cor viva dos telhados esbate-se com o findar do dia . Ao longe avisto as mil luzinhas dos subúrbios, contornando o Douro e afastando-se para lá da Serra de Valongo, até se perderem de vista. Deve haver um incêndio por aí, já oiço os auto-tanques apressados. Arde qualquer coisa . As sirenes não se calam e eu, impotente, escrevo isto na esperança de não arder também, na inglória possibilidade de me incendiar.

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