segunda-feira, 17 de maio de 2004
baú
Aconteceu sim senhor. Tirei a bandeira do baú. Estava guardada para uma coisa destas. E soube taõ bem, foi como se já não tivesse um orgasmo há oito anos, oito. Ai se não foi. O que vocês não viram (mas vi eu) foi o pessoal, aqui da terra, a meter as bandeiras e cachecois azuis e brancos dentro dos carros e fazer inversão de marcha ali no nó dos Carvalhos. Eles queriam a praça mas ela foi ocupada por cachecois e bandeiras bafientas mas religiosamente guardadas, como quem guarda uma peça de enchoval. Mainada.
Olha que linda
domingo, 16 de maio de 2004
links
Fiz algumas alterações na lista de blogs linkados à direita. Durante a próxima semana entrarão mais alguns blogs que eu visito e me dizem algo. O resto é paisagem, mera troca de links, e eu não alinho nisso.
de luto

Pela segunda vez este ano o food-i-do está de luto. A morte é um facto irreversível, incontornável. O luto é a unica forma que temos de ultrapassar a impossibilidade de escapar à morte, enquanto acontecimento trágico. Que nos afecta e nos envolve.
As minhas homenagens a quem sofre, neste momento. A minha palavra de conforto para a familia do Bruno e para a nação benfiquista. Viva o Benfica.
As minhas homenagens a quem sofre, neste momento. A minha palavra de conforto para a familia do Bruno e para a nação benfiquista. Viva o Benfica.
sábado, 15 de maio de 2004
coisas de nada
Hoje é sábado e a minha filha anda de namoro com um miúdo e a minha mulher foi à missa com o meu “maisnovo”. Eu vim aqui, portanto, e não me apetece nada andar a vasculhar “o que diz blog”.
Tenho para mim que um blog como o meu, pobrezinho, feito por um tipo sem formação e com grandes problemas de afirmação, ressentido e, ainda por cima, com o pequeno estatuto de constar no top 100 do blogómetro, precisa de ser actualizado constantemente. É pois necessário assumir que um blog não vale de nada se não for pertença de um intelectual ou de um fútil. Eu, que não sou uma coisa nem outra, estou, portanto, condenado “a me virar” como puder, doa a quem doer. Raios, e não me apetece nada virar-me para o lado sexual porque entendo que dessas coisas nem ao psiquiatra devo falar. Quero apenas com isto justificar que o que vou contar a seguir aconteceu mesmo e só o vou escarrapachar aqui porque tenho de falar de alguma coisa senão o “share” arde, “vai d’asa”.
(esta coisa do “tenho” começa a fazer-me um efeito de náusea, de tal maneira que por vezes ponho-me a pensar que o melhor será abandonar estas andanças e partir para outra - "tonterias")
Ora bem, vamos lá então ao que me aconteceu: hoje de manha,quando estava a subir um lanço de escadas rolantes do “Gaiashoping”, carregadinho de gente que por ali se passeava, a minha querida mulher, que estava um degrau abaixo do meu, quis repreender-me um comentário menos ortodoxo, sobre um assunto qualquer, e, vai daí, manda-me um topete, suposta e intencionalmente dirigido à minha perna. Só que o topete acertou-me em cheio num dos meus dois testículos -sim, tenho só dois. De modos que dei um grito sofrido, provocado por um esgar de dor terrível (aquela dor que só os homens conhecem ). Na “mouche”. Eu gritei, pois claro, e fiquei de cócoras e jurei que me ia queixar a algum lado ou até mesmo fundar uma associação de vitimas de maus tratos das companheiras.E toda aquela gente a olhar. E eu ali com cara de paixão de cristo.
Façam o favor de saber que já não tinha uma dor daquelas desde os tempos em que jogava futebol com os amigos. Sim, porque a um jovem de 38 anos pede-se que deixe de fazer certas coisas, à cautela. Mas sosseguem os mais novos porque outras actividades surgem, igualmente boas e saudáveis.
E mais façam favor em saber que eu adverti de imediato a minha mulher que, pela noitinha, ela iria "sofrer" de forma contundente as consequencias de tão brusco e infeliz gesto.
Aqui fica, pois, este “relatório de sevicias” à disposição de algum interessado em justificar uma tortura que entretanto apareça. Nem que seja daqui a 20 anos.
Tenho para mim que um blog como o meu, pobrezinho, feito por um tipo sem formação e com grandes problemas de afirmação, ressentido e, ainda por cima, com o pequeno estatuto de constar no top 100 do blogómetro, precisa de ser actualizado constantemente. É pois necessário assumir que um blog não vale de nada se não for pertença de um intelectual ou de um fútil. Eu, que não sou uma coisa nem outra, estou, portanto, condenado “a me virar” como puder, doa a quem doer. Raios, e não me apetece nada virar-me para o lado sexual porque entendo que dessas coisas nem ao psiquiatra devo falar. Quero apenas com isto justificar que o que vou contar a seguir aconteceu mesmo e só o vou escarrapachar aqui porque tenho de falar de alguma coisa senão o “share” arde, “vai d’asa”.
(esta coisa do “tenho” começa a fazer-me um efeito de náusea, de tal maneira que por vezes ponho-me a pensar que o melhor será abandonar estas andanças e partir para outra - "tonterias")
Ora bem, vamos lá então ao que me aconteceu: hoje de manha,quando estava a subir um lanço de escadas rolantes do “Gaiashoping”, carregadinho de gente que por ali se passeava, a minha querida mulher, que estava um degrau abaixo do meu, quis repreender-me um comentário menos ortodoxo, sobre um assunto qualquer, e, vai daí, manda-me um topete, suposta e intencionalmente dirigido à minha perna. Só que o topete acertou-me em cheio num dos meus dois testículos -sim, tenho só dois. De modos que dei um grito sofrido, provocado por um esgar de dor terrível (aquela dor que só os homens conhecem ). Na “mouche”. Eu gritei, pois claro, e fiquei de cócoras e jurei que me ia queixar a algum lado ou até mesmo fundar uma associação de vitimas de maus tratos das companheiras.E toda aquela gente a olhar. E eu ali com cara de paixão de cristo.
Façam o favor de saber que já não tinha uma dor daquelas desde os tempos em que jogava futebol com os amigos. Sim, porque a um jovem de 38 anos pede-se que deixe de fazer certas coisas, à cautela. Mas sosseguem os mais novos porque outras actividades surgem, igualmente boas e saudáveis.
E mais façam favor em saber que eu adverti de imediato a minha mulher que, pela noitinha, ela iria "sofrer" de forma contundente as consequencias de tão brusco e infeliz gesto.
Aqui fica, pois, este “relatório de sevicias” à disposição de algum interessado em justificar uma tortura que entretanto apareça. Nem que seja daqui a 20 anos.
sexta-feira, 14 de maio de 2004
it´s fridayyyyyyyyyy
Estava eu sentado numa casa de banho pública, fazendo as minhas necessidades,quando ouço „Oi, tudo bem???
Não é que goste muito de conversas nestes momentos...muito menos não sabendo quem se encontra do outro lado, mas não sendo indelicado... Respondi „Estou optimo!”
E o outro pergunta: „O que é que estas a fazer?“
Mas que pergunta mais sem lógica. Achei até um pouco bizarro, mas respondi: „Então. Acho que o mesmo que tu...“
Agora que estava a chegar ao ponto alto da situação...oiço:
„Posso ir ter contigo?“ OK, esta já foi demais, mas não querendo ser mal educado. Respondi: „Não....Neste momento estou muito ocupado....!“
Então oiço ele a responder: „Olha ...eu ligo para ti mais tarde, porque tenho um Idiota sentado aqui ao lado,cada vez que eu falo ,ele responde.....“
[thank's to Virtual_me ]
Não é que goste muito de conversas nestes momentos...muito menos não sabendo quem se encontra do outro lado, mas não sendo indelicado... Respondi „Estou optimo!”
E o outro pergunta: „O que é que estas a fazer?“
Mas que pergunta mais sem lógica. Achei até um pouco bizarro, mas respondi: „Então. Acho que o mesmo que tu...“
Agora que estava a chegar ao ponto alto da situação...oiço:
„Posso ir ter contigo?“ OK, esta já foi demais, mas não querendo ser mal educado. Respondi: „Não....Neste momento estou muito ocupado....!“
Então oiço ele a responder: „Olha ...eu ligo para ti mais tarde, porque tenho um Idiota sentado aqui ao lado,cada vez que eu falo ,ele responde.....“
[thank's to Virtual_me ]
quinta-feira, 13 de maio de 2004
não
Não. Não me envies esse video exibindo um homem sendo decapitado por outros homens. Eu simplesmente não alinho nisso, e quero que saibas disso. Manda-me as anedotas estafadas de sempre, manda-me inclusive, aqueleas fotos de silicone, habitando Pamela Anderson. Ok, desta vez não vou deitar fora. Prometo que leio, até ao fim, a anedota mais densa que me enviares. Desta vez leio. Agora não ouses enviar-me esse filme. Porque tenho dignidade.
The Shawshank Redemption
A petição sobre a pretensa vontade em “libertar” a irmã Lúcia, carmelita, (e aqui é necessário saber-se um pouco sobre esta congregação) que vive em clausura há muitos anos é, tenho que o dizer, um autêntico disparate.
Se a senhora acredita, tem a sua fé e aceita a sua condição de “escrava” – não ao serviço de um “dono” mas sim ao serviço da sua própria fé, que está fundada na religião católica e no acontecimento de 1917, que marcou de forma indelével a sua fé bem como a de milhares de pessoas; porque raio há-de um homem exigir a sua “libertação”? Não será isso também uma forma de fundamentalismo? Acaso estará ela preparada para o mundo “cá fora”? Estou a lembrar-me daquele velho no filme “The Shawshank Redemption” (1994) que sai em liberdade após uma vida inteira na prisão e, livre que nem um passarinho, acaba por se enforcar. Isto explica bem que muitas vezes devemos ter em conta o passado enraizado nas pessoas. Devemos sempre olhar o ser humano e não o objecto que ele possa representar. Por isso apelo: deixem a pobre Lúcia em paz. Ela não é bem um caso de “fundamentalismo”. Ela é um assunto de fé traduzido na mensagem humana e não na imposição de uma crença pela força e pela guerra.
Se a senhora acredita, tem a sua fé e aceita a sua condição de “escrava” – não ao serviço de um “dono” mas sim ao serviço da sua própria fé, que está fundada na religião católica e no acontecimento de 1917, que marcou de forma indelével a sua fé bem como a de milhares de pessoas; porque raio há-de um homem exigir a sua “libertação”? Não será isso também uma forma de fundamentalismo? Acaso estará ela preparada para o mundo “cá fora”? Estou a lembrar-me daquele velho no filme “The Shawshank Redemption” (1994) que sai em liberdade após uma vida inteira na prisão e, livre que nem um passarinho, acaba por se enforcar. Isto explica bem que muitas vezes devemos ter em conta o passado enraizado nas pessoas. Devemos sempre olhar o ser humano e não o objecto que ele possa representar. Por isso apelo: deixem a pobre Lúcia em paz. Ela não é bem um caso de “fundamentalismo”. Ela é um assunto de fé traduzido na mensagem humana e não na imposição de uma crença pela força e pela guerra.
quarta-feira, 12 de maio de 2004
não estou nessa plateia

eu já tinha reparado que o jornal "expresso" estava feito numa caca. lembro-me muito bem daquela primeira página a anunciar que o rangel se ia separar da margarida. logo ali decidi deixar de comprar o jornal, que lia desde que comecei a ganhar dinheiro.por isso não li essa anedota de que a "anacom" (entidade que conheço bem por motivos profissionais) ia mandar acabar com os blogs. mas houve muita gente que leu e protestou. e protestou porque ainda acredita que o "expresso" tem a credibilidade de outros tempos. eu já estava convencido que não. por outro lado confesso que me tenho dado mal com a falta das crónicas do j.p coutinho. ele era o meu gato fedorento, juntamente com o "zé manel" da "a bola". resta-me pois apreciar as colecções das cidades e terras de portugal que muito jeito me dão sempre que vou para fora cá dentro.
eu também quero uma tortura
- oi é da telepizza?
- não senhor. é de barrancos.
- não tem por aí nenhum touro a ser torturado?
- só no verão. apareça no verão.
- nã nã. tenho de encontrar qualquer merda para mostrar que a esquerda em portugal tortura muito mais.
- mas aquilo não é tortura.
- ai não? então leia a crónica do vasco graça moura e veja bem como ele consegue burilar e esticar ao máximo alguns episódios menos ortodoxos passados no PREC.eu cá faço ainda melhor porque vou tirar fotos do touro em sangue.
- houve torturas no PREC? não sabia.
- então não leu o "relatório"?
- pah para ser franco só me interesso por casos de tortura ao estilo hollyhood. tá a ver? essas do relatório nem sequer quimaduras de cigarro contemplam. os gajos, à beira da PIDE eram uns aprendizes.
-o touro. quando é que o touro vai ser amarrado e picado e barbaramente insultado?
- não senhor. é de barrancos.
- não tem por aí nenhum touro a ser torturado?
- só no verão. apareça no verão.
- nã nã. tenho de encontrar qualquer merda para mostrar que a esquerda em portugal tortura muito mais.
- mas aquilo não é tortura.
- ai não? então leia a crónica do vasco graça moura e veja bem como ele consegue burilar e esticar ao máximo alguns episódios menos ortodoxos passados no PREC.eu cá faço ainda melhor porque vou tirar fotos do touro em sangue.
- houve torturas no PREC? não sabia.
- então não leu o "relatório"?
- pah para ser franco só me interesso por casos de tortura ao estilo hollyhood. tá a ver? essas do relatório nem sequer quimaduras de cigarro contemplam. os gajos, à beira da PIDE eram uns aprendizes.
-o touro. quando é que o touro vai ser amarrado e picado e barbaramente insultado?
terça-feira, 11 de maio de 2004
todos à pia
Estou a imaginar aquela bacia branca, banhada de esmalte e sobre um lindo suporte de ferro forjado, ladeada por um enorme jarro de água e escrupulosamente arrumada no melhor quarto das melhores casas. Vem isto a propósito para dizer que reparei que muitos "bloggers" lusos foram à pia lavar a cara. Não porque tenham sido pró-activos - nada disso. Apanharam boleia no "Blogger", simplesmente. Mas foi uma espécie de "efeito alcateia".
Compete-me pois saudar, com muito agrado, esta mudança. Os novos templates mais arrumados, mais brancos e simplificados, dão outra vida ao meio. Estou mesmo a ver o "Weblog.pt" a deitar contas à vida com este "up-grade" da concorrência, que certamente alguns danos irão causar. Esperemos que não, porque o "Weblog.pt" tem sido um verdadeiro bastião na propagação e divulgação da blogosfera portuguesa.
Compete-me pois saudar, com muito agrado, esta mudança. Os novos templates mais arrumados, mais brancos e simplificados, dão outra vida ao meio. Estou mesmo a ver o "Weblog.pt" a deitar contas à vida com este "up-grade" da concorrência, que certamente alguns danos irão causar. Esperemos que não, porque o "Weblog.pt" tem sido um verdadeiro bastião na propagação e divulgação da blogosfera portuguesa.
ficções
O Verdocas é um menino muito simpático. O Verdocas lava os dentes três vezes por dia, todos os dias, e termina sempre os trabalhos de casa, mesmo antes de começar o seu programa favorito.
O Verdocas mudou de escola e continua a ser um excelente menino. Canta no coro da igreja presbiteriana da cidade e não mostra incidios de excesso de peso. O Verdocas é muito criterioso na escolha dos seus alimentos.
O Verdocas entrou na academia e apreende com elevada modéstia o espirito militar sem, com isso deixar de lado os valores de cidadania que lhe foram transmitidos pelos pais. O Verdocas é agora oficial do exército e toda a família está contente.
O Verdocas vai agora para o Iraque chefiar um pequeno pelotão. O Verdocas sabe que vai numa missão de liberdade e jura que está preparado para lidar com situações estremas de guerra. O Verdocas é um jovem oficial confiante no seu país e nos valores que ele representa.
O Verdocas regressa da guerra, são e salvo, para muito orgulho da família. O Verdocas é agora um veterano de guerra, um heroi, e dá entrevistas e participa em conferencias especializadas no Médio Oriente.
O Verdocas conseguiu um cargo muito importante numa multinacional americana a operar no Golfo. A família está feliz e sabe que o Verdocas se apresta para casar.
O Verdocas aparece em pelo menos 5 fotografias publicadas sobre as torturas no Iraque.
O Verdocas mudou de escola e continua a ser um excelente menino. Canta no coro da igreja presbiteriana da cidade e não mostra incidios de excesso de peso. O Verdocas é muito criterioso na escolha dos seus alimentos.
O Verdocas entrou na academia e apreende com elevada modéstia o espirito militar sem, com isso deixar de lado os valores de cidadania que lhe foram transmitidos pelos pais. O Verdocas é agora oficial do exército e toda a família está contente.
O Verdocas vai agora para o Iraque chefiar um pequeno pelotão. O Verdocas sabe que vai numa missão de liberdade e jura que está preparado para lidar com situações estremas de guerra. O Verdocas é um jovem oficial confiante no seu país e nos valores que ele representa.
O Verdocas regressa da guerra, são e salvo, para muito orgulho da família. O Verdocas é agora um veterano de guerra, um heroi, e dá entrevistas e participa em conferencias especializadas no Médio Oriente.
O Verdocas conseguiu um cargo muito importante numa multinacional americana a operar no Golfo. A família está feliz e sabe que o Verdocas se apresta para casar.
O Verdocas aparece em pelo menos 5 fotografias publicadas sobre as torturas no Iraque.
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