Os homens andam nas campanhas, vão ao sítio das palhaçadas , fazem comícios e apaparicam o povo. Tudo para mais uns votos escalfados. Mas há uns, porém, que ainda resistem ao verdadeiro auge destas campanhas que se dá quando o candidato entra num mercado municipal e concede os tais 15 segundinhos de fama às peixeiras desenvoltas e de discurso feito. Um delírio para ver em casa. E há, claro, aquele que mais se identifica com as feiras e os mercados, Paulo Portas, sendo que, ironicamente, é dos que mais mal lida com os beijinhos babados das vareiras e com os abraços apertados dos estivadores. Nuno Melo ainda é pior, disso sei eu de fonte limpa, mas esta malta populista desempenha com mestria o seu mais difícil papel. Porque sabe que a nomenclatura intelectual está atenta e de dedo em riste aos que lhes roubam o espectáculo serôdio dos jornais de campanha.

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