desta lisboa que eu amo II

Tenho de ir ao B'leza, ali para os lados de Alcântara. Eu, que sou um mão-fria de discoteca, sempre de copo na mão, não sei dançar nem gosto muito de dançar, hei-de ir ao B'leza, ali para os lados de Alcântara. Disseram-me que era uma discoteca de Kizomba, a dança mágica. Do povo, dos pretos lindos e deuses. Corteses, simpáticos, dos bairros, das magias sensuais, dos suores vibrantes. E que não engatam. Não pedem o telefone às meninas brancas que os olham com deleite. Pedem-lhes para dançar apenas, e dançam-nas num profundo êxtase, como se a música e o movimento fossem uma imensa África prenhe de amor à música e à dança, gazelas correndo em rituais de harmonia e força, leões e tigres de garras afiadas que acariciam, que mimam, que tocam sem ferir. Disseram-me, eu não vi. Mas hei-de ver.

Comentários

Irene disse…
hum, interessante!!!

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