equívocos

julguei que te tinha visto por mais de uma vez, mas, afinal, aquela sombra não era a tua. aquela silhueta a combinar com a luz que relevava a calçada e me transmitia uma harmonia parva, não era de uma pessoa que eu já tivesse visto antes, não era de alguém que me pudesse acenar timidamente e depois revelar-me segredos como se eu fosse um cofre dos reinos de neptuno. julguei que te tinha visto sem te ver, que tinha penetrado nos teus lugares sagrados, nos teus silêncios, e que estava assim habilitado a viajar entre os olhares e os toques e os cheiros...

Comentários

Isabella Benicio disse…
De equívocos e sombras estamos rodeados todo o tempo. E o fascinante é que às vezes eles se tornam guias.
Sempre bom te ler.
túlio hostílio disse…
que grande equívoco.....

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