milho doce

Era uma vez o povo. E era uma vez os partidos, repartidos e sem ideias. E era uma vez a moda e o canal “fashion tv”. E era uma vez o coelhinho Portas, mais os betinhos das cidades e das industrias fluorescentes e zás: tomem lá que já sou poder. Depois veio o Santana e, inspirado naquele reclame , tratou de colocar todo o povo debaixo dele – que uma discoteca é coisa pouca. Entretanto os de ideias boas, os “bes” (as maiúsculas são para os do capital), deixaram-se comer, apesar de se vestirem bem. Acreditaram que dois mais dois são quatro, apesar de todos saberem que há erros de computador. E história de povo, do nosso povo, que não meta D. Sebastião, não é coisa digna de ser contada. Quiseram que ele viesse antes de Novembro mas não consta que haja nevoeiro em pleno Verão. E não vem nunca. E história de povo, do nosso povo, só é digna de ser contada se a “passerele” de vedetas continuar ocupada de “glamour”. Ninguém quer mais homens de ferro. O povo quer homens bonitos, que não usem mais “old spice” nem “restaurador olex” . O povo vota nos cremes faciais e nos colarinhos à “Jazzetel”. O povo rendeu-se ao açúcar de beterraba, ao milho doce enlatado.

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