E depois do jantar decidimos, eu e o Alexandre, passar os olhos pela leitura. Enquanto ele lia o inacabável “Harry Potter e a ordem de Fenix” eu deleitava-me com o maravilhoso “Retrato do Artista Quando Jovem”, de James Joyce ( aproveito para recomendar, se me é permitido, a quem nunca leu JJ que não cometa o erro de se atirar logo ao celebérrimo “Ulisses” ). E no exacto momento em que o meu rapaz abandona o seu livro e se recosta em mim, em repetidos bocejos de sono, eu desato a ler, em alta voz, uma breve passagem do “Dedalus”, porque apostei comigo que também ao meu miúdo já teria acontecido este simples pensamento: “casa, carvalhos, gaia, porto, portugal, europa, mundo, universo”. Tal e qual. O Alexandre ficou contente com a ideia e eu continuei a ler para ele. O prazer é muito maior quando vejo nele a graça da curiosidade e o entusiasmo de uma criança a ouvir todas aquelas deambulações do pequeno Stephen. Boa noite.

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